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Posts Tagged ‘Pyongyang’

O “Querido Líder” morreu há um ano, mas a sua generosidade permanece eterna, dirão os apaixonados pelo regime.

Por estes dias, o ex-governador do Novo México (EUA), Bill Richardson, e Eric Schmidt, da Google, visitaram a Coreia do Norte e ficaram espantados quando um estudante da Universidade Kim Il-sung, em Pyongyang, lhes mostrou como conseguia aceder ao motor de busca da Google e pesquisar por “cidade de Nova Iorque”, ou entrar na Wikipédia, ou entrar na página da Cornell University, uma universidade norte-americana.

O mesmo computador, a partir do qual esse estudante entrava no fantástico mundo do world wide web, tinha uma etiqueta indicando tratar-se de um presente do já falecido líder Kim Jong-il.

Ao ler esta notícia – curioso! – lembrei-me de como visitei, tantas vezes, tantos lugares na Coreia do Norte onde era suposto não estar ninguém ou então estar e ficar surpreendido: “que surpresa!”. Mas sempre – SEMPRE – havia um discurso preparado, o melhor fato do roupeiro vestido, a limpeza acabada de fazer…

Na Coreia do Norte aprendi que nunca nada é suposto ser. Ou melhor, é porque sim.

[Não sei se já vos pedi ;)), mas votem aqui no blogue “Coreia do Norte”, categoria “Actualidade Política  – Internacional]

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[Foto: Marinha Sul-coreana/AP]

barcos sul-coreanos

E quando tudo parecia estar mais calmo, eis que a violação da fronteira volta a injectar tensão na península coreana.

De acordo com o governo de Seul, citado pela agência Yonhap, uma patrulha norte-coreana terá cruzado a fronteira marítima o que levou à reacção sul-coreana com disparos de aviso para o navio patrulha do regime comunista de Pyongyang. A Coreia do Norte também terá respondido com tiros.

Diz o ministério sul-coreano da defesa que o navio da Coreia do Norte terá sofrido danos mas que não há vítimas.

Esta linha marítima no Mar Ocidental (Mar Amarelo) já foi palco de vários incidentes ao longo dos últimos anos.

Em 2002, a Coreia do Norte disparou contra navios da Coreia do Sul, o que resultou em quatro mortos e 18 feridos. Mais tarde, Pyongyang pediu desculpa.

E em 1999, outro incidente na mesma zona terminou com o naufrágio de um navio Norte-coreano e a morte de quase 80 marinheiros.

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hotel - depoishotel topo

O regime de Pyongyang anunciou, há tempos, que o famoso hotel inacabado de Pyongyang – Ryugyong – estaria em fase de reconstrução.

Olhando para estas fotografias recentes, parece que o topo deste gigante já tem janelas e que o país de Kim Jong-il segue no caminho do progresso. No entanto, “Coreia do Norte: um segredo de Estado” sabe que esta foto pode ser apenas uma ilusão de óptica. De acordo com informações apuradas, aquilo que se vê nesta imagem será um material que reflecte a luz para transmitir a impressão de vidro, mas não é. Quem visita Pyongyang, pode tirar fotografias ao hotel mas apenas a uma certa “distância de segurança”. Os visitantes não estão autorizados a aproximarem-se do hotel.

Porém, há mudanças que chegam, paulatinamente, à capital norte-coreana. Parece que as autoridades já não estão a reter os telemóveis dos visitantes à chegada ao aeroporto, até porque já devem ter percebido que os mesmos não funcionam na Coreia do Norte… Mas nas ruas de Pyongyang, já há norte-coreanos de telemóvel na mão. A rede, para já, ainda só é interna, mas vem confirmar a obra da Orascom Telecom (o gigante egípcio das telecomunicações).

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Lido no brasileiro Globo, traduzido da espanhola EFE:

Tóquio, 27 jan (EFE).- O representante especial da ONU para os Direitos Humanos na Coreia do Norte, Vitit Muntarbhorn, afirmou hoje que as torturas pioraram no país comunista e que a ajuda alimentícia é utilizada para controlar a população, em entrevista coletiva em Tóquio na qual antecipou as conclusões prévias de um relatório.

Muntarbhorn conclamou “todo o sistema da ONU a atuar” e lamentou que não haja um compromisso político para que o Conselho de Segurança se pronuncie sobre os direitos humanos na Coreia do Norte.

“Cerca de 8 milhões de pessoas sofrem escassez de alimentos e o Programa Mundial de Alimentos dispõe de reservas para apenas 1,8 milhão”, afirmou.

Além disso, a Coreia do Norte mantém mais de 300 mil pessoas em campos de prisioneiros e de “reeducação” nos quais “pratica torturas e execuções públicas”, afirmou o enviado da ONU, de nacionalidade tailandesa.

“Segundo meus relatórios, algumas prisões são como povoados onde se retém gente de todas as idades”, assegurou.

O representante da ONU lembrou que a mulheres sofrem especialmente a discriminação da elite do país e são reprimidas duramente se tentarem comprar alimentos no mercado negro.

Quanto aos refugiados, assinalou que, embora no último ano tenha caído o número de norte-coreanos que tentam escapar do país pela fronteira com a China, “aumentaram os castigos”.

O Estado, que gira em torno da personalidade do dirigente Kim Jong-il, exerce um ferrenho controle de comércio de subsistência, o que aumenta a dependência do Governo.

O representante tailandês da ONU exigiu de Pyongyang “ações imediatas” em matéria de direitos humanos e insistiu que o país precisa esclarecer a situação de sequestrados.

Ainda falta esclarecer o paradeiro de 17 pessoas raptadas pela Coreia do Norte, a maioria japoneses sequestrados no litoral japonês.

O enviado da ONU reuniu-se esta semana em Tóquio com o ministro de Relações Exteriores japonês, Hirofumi Nakasone, e parentes dos sequestrados e refugiados norte-coreanos, e assegurou que o Japão deve manter medidas de pressão e diálogo com Pyongyang.

“Se um país que não é capaz ou não está disposto a proteger seus cidadãos corresponde às leis internacionais defendê-los e, portanto, esse país não pode argumentar interferência em sua soberania”, afirmou o representante da ONU. EFE

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arnaldo-carrilho

Li no Senado Federal do Brasil:

Arnaldo Carrilho será o primeiro embaixador da América do Sul a residir em Pyongyang, capital da Coréia do Norte. Enfatizou que, à exceção de Cuba – que tem embaixada no país há 40 anos -, o Brasil será o primeiro país das Américas a ter um embaixador específico para o local, cargo antes exercido cumulativamente com a Embaixada na China.

O relator da indicação, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), exaltou a especialização em assuntos asiáticos do embaixador e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poderia ter escolhido nome melhor para montar a embaixada brasileira naquele país. Arnaldo Carrilho foi cônsul-geral em Hong Kong e Sydney (Austrália) e Embaixador na Tailândia. Está aposentado dos quadros do Itamaraty desde junho do ano passado.

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[AP Photo/ Lee Jin-man]

turistas

A Associated Press publica um artigo com aquela que é, provavelmente, uma das últimas viagens dos turistas sul-coreanos à Coreia do Norte. Pelo menos nos próximos tempos, já que Pyongyang diz que a partir de 1 de Dezembro fecha a fronteira com o Sul.

Aqui fica uma parte do retrato turístico em Kaesong (que eu também tive a oportunidade de visitar em 2006):

“Kaesong seems like it is a nice place to live, but the living situation seems like it’s more difficult than when I was young,” said Oh Tae-jin, 49, a South Korean on the tour with his family.

Snacks sold at tourist sites included a bag of crackers for $3 — U.S. dollars are the currency of choice in Kaesong — a North Korean cola for $2 and a box of tea for $10, roughly 10 times the average monthly wage in North Korea.

Lunch is included in the tour’s 198,000-won cost — about $130 — with roughly half going to North Korea, according to Hyundai Asan. The 13-course feast in a traditional house in Kaesong’s elegantly restored old town includes fish, beef, lamb and ginseng-infused whiskey for an extra $20 a bottle.

Back in downtown Kaesong, a lone warden stood in an intersection directing traffic: bicycles, modern buses and the rare car. A patriotic sign declared: “As long as the Dear Leader is alive, we will win!”

(ler artigo completo)

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A eleição de Barack Obama promete uma nova era (também) para as Coreias.

Com a Coreia do Sul já ouve um contacto telefónico. O presidente Lee Myung-bak não precisou de tradutor para felicitar Obama e juntos prometeram gizar soluções para a península coreana.

Do lado da Coreia do Norte, ainda não houve contacto mas o director-geral do Departamento norte-coreano para as Relações com Washington, Ri Gun, disse aos jornalistas que Pyongyang está disposto a dialogar com qualquer governo norte-americano, independentemente da linha que Obama queira seguir em relação à Coreia do Norte.

Será que há um “yes we can” para esta península?

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Li no brasileiro Estadão:

Depois de abrir embaixadas em lugares como Sri Lanka, o governo Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para montar uma representação diplomática em Pyongyang, capital da Coréia do Norte. A instalação foi decidida logo depois do retorno de uma missão do Itamaraty à Ásia, que anotara o aval de Pequim e realizara consultas políticas com a diplomacia norte-coreana, em março. A abertura não tem data marcada. Fontes da diplomacia argumentam que o governo brasileiro pretende “contribuir” com eventual transição do regime comunista norte-coreano e assumir um “papel moderador” nas relações de Pyongyang com a comunidade internacional, mesmo que esse país esteja distante da esfera de influência imediata de Brasília.

A abertura da embaixada em Pyongyang se dá em um momento de perspectivas de mudanças na Coréia do Norte. No dia 11, os Estados Unidos anunciaram a retirada do país – antes alardeado como membro do “eixo do mal” – da lista de nações que apóiam o terrorismo. A iniciativa da Casa Branca foi resposta à decisão do líder norte-coreano, Kim Jong-il, de dar continuidade ao desmantelamento do programa nuclear e um incentivo adicional para que a Coréia do Norte retome o acordo de desarmamento antes do fim do mandato de Bush, em janeiro de 2009.

Regime fechado desde o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o governo coreano dá indicações de uma possível transição, conforme os modelos chinês e vietnamita, nos quais a abertura econômica seguiu passos mais acelerados que a política. Nos últimos dias, a imprensa japonesa vem insistindo na afirmação de que o governo norte-coreano deverá anunciar em breve o sucessor de Kim Jong-il, de 66 anos, cuja saúde estaria debilitada pelo diabetes e por problemas cardíacos. Kim está no poder desde 1994.”

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O 11º Festival Internacional de Cinema de Pyongyang terminou ontem na capital norte-coreana e a China arrecadou a maior fatia do bolo dos prémios.

“Assembly”, de Feng Xiaogang, retrata a guerra civil chinesa – focando sobretudo o ano de 1948, em que os nacionalistas perderam milhares de soldados – e recebeu três prémios: “Melhor Filme”, “Melhor Realizador” e “Melhor Tecnologia”.

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Normalmente, não gosto de maçar os leitores com textos longos.

No entanto, não resisti a traduzir o inglês macarrónico da KCNA (Agência Oficial de Notícias da Coreia) e esta notícia com base no editorial do Rodong Sinmun. Pode ser uma explicação para o acordar de Yongbyon.

O comandante das forças norte-americanas, estacionadas na Coreia do Sul, disse que é necessário agilizar o processo para reforçar o contingente na Península Coreana. Entretanto, o departamento de Estado norte-americano apelou a uma aliança estratégica no século XXI, ao nível vice-ministerial, com os bonecos sul-coreanos.

Num comentário a tal comportamento, o Rodong Sinmun [Jornal do Partido Coreano dos Trabalhadores] escreve que isto é a prova de que os Estados Unidos estão a preparar um ataque à Coreia do Norte e a querer deixar para sempre as suas tropas na Coreia do Sul.

Os Estados Unidos clamam por uma solução pacífica em relação à questão nuclear na Península para criar a ilusão de que estão interessados nela. Mas os esquemas norte-americanos têm apenas como objectivo destacar rapidamente mais tropas para a frente coreana. Isto mostra, mais uma vez, que o apelo norte-americano para a calma em relação ao nuclear ou ao diálogo é apenas um truque para iludir a opinião pública, dentro e fora dos Estados Unidos, sendo que o único objectivo é atacar preventivamente a Coreia do Norte e este ataque significa uma guerra.

As forças norte-americanas estão sedentas de guerra e este apelo recente ao reforço das suas tropas na península é um sinal perigoso que pode provocar a segunda guerra Coreana.

O esquema norte-americano para um ataque iminente na Coreia do Norte é uma traição ao entendimento conjunto de 19 de Setembro, em que ambos os lados se comprometeram ao respeito mútuo e à coexistência pacífica; e é uma acção imprudente de anti-paz com o objectivo de trazer as nuvens escuras de uma guerra nuclear à península da Coreia.

As actuais forças da Coreia do Sul apoiam a estratégia de agressão dos Estados Unidos perante a Coreia do Norte e a Ásia. É por isso que os atacantes norte-americanos querem a presença permanente das suas forças na Coreia do Sul.

A realidade prova a validade da medida tomada pela Coreia do Norte para amparar as suas capacidades auto-defensivas.

A Coreia do Norte tem direito a escolher uma acção militar para auto-defesa.

Se os Estados Unidos optarem atacar, arrogantemente, a Coreia do Norte, cria-se uma situação muito séria, em que os responsáveis irão sofrer consequências.

As forças bélicas norte-americanas saberão muito bem quem é o seu adversário e irão perceber que o melhor será abandonarem o seu esquema imprudente de realizar um ataque preventivo.

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[Foto: Hyong Hak-bong  – AFP/2007]

A informação parece ser oficial.

Em declarações aos repórteres na zona fronteiriça de Panmunjon, o negociador norte-coreano para a questão nuclear, Hyon Hak-bong, disse que a Coreia do Norte está preparada para reconstruir o reactor nuclear de Yongbyon. Pyongyang não gostou de saber que continua na lista negra dos Estados Unidos.

Hyon aproveitou ainda para desmentir as notícias sobre a doença de Kim Jong-il.

Mais aqui. ou Aqui

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Já abriu o 11º Festival Internacional de Cinema de Pyongyang. Ponto de Exclamação

Sim! De dois em dois anos, a capital norte-coreana estende a passadeira vermelha para longas e curtas metragens e para documentários de várias nacionalidades, até mesmo norte-americanas.

O festival não tem o brilho de Cannes ou Veneza mas, durante dez dias, os norte-coreanos (de Pyongyang) podem ver filmes proibidos, ou mais ou menos proibidos.

O festival começou em 1987 e o grande impulsionador deste acontecimento terá sido Kim Jong-il, fanático pela sétima arte. Ele gosta de Daffy Duck, Steven Spielberg ou de Elizabeth Taylor.

Acredita-se que o “Querído Líder” tem uma cinemateca em casa com mais de 20 mil títulos, incluindo todos os filmes de James Bond.

“My name is il, Kim Jong-il!”

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Andrei Lankov é um professor russo que dá aulas na Universidade Kookmin, em Seul.

Entrevistei-o quando estive na Coreia do Sul, já que ele tem dedicado boa parte da sua vida académica a estudar esta delicada questão das Coreias.

Esta quarta-feira, o Asia Times Online publica um artigo muito interessante de Lankov: “Pyongyang defies all odds”.

Lankov sublinha, entre outras coisas, que a revolta só acontece quando o povo encontra alternativas mas explica porque é que a queda do regime norte-coreano é um caminho com mais pedregulhos do que os caminhos da libertação na Europa de Leste ou na União Soviética dos anos 70, do século XX.

(…) Revolutions usually begin when the ruling elite either belatedly attempts half-baked and inconclusive reforms (thus admitting that system is not prefect, but not giving enough to the dissatisfied populace) or the leaders showed signs of internal disunity. In North Korea, none of these conditions is met. The elite is united, grassroots social activity of any kind is not tolerated, alternatives to the current existence remain largely unknown to the public. (…)

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[Foto do Hotel Ryugyong: Pricey]

Jerry Guo estuda a economia da Coreia do Norte na Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

Jerry regressou há pouco tempo de uma viagem a Pyongyang – escreveu um artigo para o Washington Post – e descobriu que, afinal, há mais bolsas de capitalismo na capital norte-coreana do que aquilo que se possa imaginar.

Leiam “My excellent North Korean Adventure“.

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As agências internacionais avançam que, esta semana (provavelmente amanhã), os membros do congresso norte-americano vão receber informações dos serviços secretos que sugerem ligações perigosas entre a Coreia do Norte e a Síria.

 

Já algum tempo que foi levantada a suspeita de que Pyongyang poderia estar a ajudar Damasco a construir um reactor nuclear semelhante ao de Yongbyon (no norte da Coreia do Norte).

 

Esse reactor sírio terá sido bombardeado pela força aérea israelita em Setembro do ano passado. Uma informação nunca confirmada por Israel ou pelos Estados Unidos.

 

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Numa primeira reacção oficial à declaração de intenções lançadas em Pyongyang, o general Kwon Oh-sung (principal negociador militar sul-coreano) disse que “o incentivo à tensão em nada contribui para a paz na península”. 

O ministério da defesa de Seul disse que Pyongyang interpretou mal as declarações do general Kim Tae Young e por isso rejeita apresentar desculpas, tal como exige a Coreia do Norte.

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A Coreia do Norte ameaça suspender relações com o Sul e proíbe, por agora, a entrada de autoridades sul-coreanas no seu território. 

Pyongyang toma esta posição depois do novo chefe das Forças Armadas sul-coreanas, Kim Tae Young, ter afirmado que Seul tem planos de contingência para atacar as instalações nucleares da Coreia do Norte, caso o regime de Kim Jong-il revele intenções de atacar a Coreia do Sul. 

A KCNA (Agência Oficial de Notícias de Coreia do Norte) diz que estas declarações são “o ataque mais grave na história da relação entre as Coreias e uma provocação que se aproxima de uma espécie de declaração de guerra”. Pyongyang exige um pedido de desculpas ao oficial militar de topo sul-coreano.

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A Coreia do Norte expulsou 11 sul-coreanos que estavam a trabalhar no complexo industrial de Kaesong (fica do lado Norte, muito perto do paralelo 38).

Este complexo resulta de uma joint-venture entre Norte eSul mas Pyongyang azedou o tom depois do ministro sul-coreano da Unificação ter dito que a expansão do complexo seria congelada até à resolução do programa nuclear por parte da Coreia do Norte.

O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, defende projectos conjuntos na península mas já sublinhou, por várias vezes, que o fim do programa nuclear de Pyongyang é condição sine qua non para futuros investimentos e ajuda humanitária.

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A Coreia do Sul irá votar a favor de uma resolução da ONU sobre as alegadas violações dos direitos humanos na Coreia do Norte.

A informação chega de uma fonte Ministério dos Negócios Estrangeiros de Seul.

É uma mudança na atitude do Sul para com o Norte que na última década sempre se mostrou relutante em criticar publicamente o regime de Kim Jong-il.

Sem mencionar esta tomada de posição, o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, disse esta quarta-feira que mais do que ninguém ama o povo norte-coreano e acredita que “os norte-coreanos devem ter direito a gozar da felicidade como qualquer ser humano”.

Pyongyang tem rejeitado todas as críticas e diz que são apenas ataques dos Estados Unidos para derrubar o regime da Coreia do Norte.

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Para quem estiver interessado em visitar a Coreia do Norte, visite primeiro os conselhos aos viajantes no portal das Comunidades Portuguesas.

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Depois, se o interesse se mantiver, há vários caminhos para entrar no país-de-sua-majestade-Kim-Jong-il:

 

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Koryo Tours – É uma agência com sede em Beijing (Pequim, China) de um inglês que organiza viagens para grupos, casais ou de negócios.

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New Korea Tours – É a única agência norte-americana especializada em viagens para a Coreia do Norte.

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CGTT Voyages – Agência de viagens com sede em Paris que organiza visitas à Rússia e países da Europa de Leste mas também à Coreia do Norte. A próxima é de 11 a 19 de Abril.

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Korean Friendship Association – Esta é a Associação de Amizade com a Coreia que tem sede em Barcelona. É do catalão Alejandro Cao de Benos que diz ser o único estrangeiro a representar a Coreia do Norte no exterior.

Quase todas as agências apostam no mês de Agosto. É nessa altura que pode ver o espectacular Festival de Ginástica de Massas “Arirang”.

Normalmente, os preços que as agências apresentam incluem as viagens Pequim-Pyongyang-Pequim, alojamento na Coreia do Norte, todas as refeições, espectáculos, museus e paralelo 38.

Tudo isto ronda sempre 2000/2500 euros e é preciso acrescentar a viagem do país de origem até à China. Não está incluída.

E pronto, mais alguma dúvida é só dizerem.

Claro que por aqui espero receber contributos de quem se aventurar a entrar na Coreia do Norte.

Um certo dia, numa das minhas deambulações Inter-a-Net, vi uma frase que resume bem como nos devemos comportar na Coreia do Norte para entender aquele sistema:

“Think different. Think North Korea”

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– Também em Pyongyang se celebra a entrada da China no Ano do Rato, tido como um ano de paz e abundância. A lenda diz que Buda convidou todos os animais da criação para uma festa de Ano Novo, mas que apenas 12 marcaram presença. O rato terá sido o primeiro a chegar, diz que sim. A foto é da Agência Chinesa Xinhua News e foi tirada esta manhã em Pyongyang, na praça Kim Il-sung. Mostra um jovem norte-coreano que lança um papagaio em honra do primeiro dia do calendário lunar chinês.

– As Coreias vão enviar uma delegação conjunta de apoiantes aos Jogos Olímpicos de Pequim. No total são 600 pessoas, metade do sul, metade do norte. A delegação viaja até à China de comboio por uma linha que vai atravessar a península coreana.

– Já foi libertado o cidadão canadiano, preso durante dois meses na Coreia do Norte.

– O negociador norte-americano para a Coreia do Norte, Christopher Hill, diz que os Estados Unidos estão dispostos a aumentar as relações diplomáticas com Pyongyang, assim que a Coreia do Norte se desnuclearizar (uma palavra a entrar cada vez mais nos “léxicos mundiais”).

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O horizonte mostra dias cinzentos nas relações entre Seul e Pyongyang.

As Coreias tinham previsto começar hoje um encontro de dois dias, em Kaesong (Coreia do Norte), em que iriam discutir a cooperação ferroviária e o transporte de atletas dos dois países aos Jogos Olímpicos de Beijing (Pequim).

A Coreia do Norte suspendeu o encontro porque diz que, com o início do ano, ainda há coisas a preparar. É uma decisão que pode escamotear um contra-ataque de Pyongyang ao presidente sul-coreano recém-eleito – toma posse a 25 de Fevereiro.

Lee Myung-bak anunciou há dias que vai acabar com o Ministério da Unificação durante o seu mandato.

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Lee Myung-bak, o presidente sul-coreano recém-eleito, diz estar disposto a encontrar-se com Kim Jong-il, se isso ajudar a pôr um ponto final no programa nuclear do vizinho norte-coreano.

Entretanto, Christopher Hill, o norte-americano destacado por Bush para tratar desta “pedra no sapato”, já esgotou a paciência e impôs um prazo: o desmantelamento e a divulgação de todos os programas nucleares norte-coreanos devem acontecer até final de Fevereiro. Isto se Pyongyang quiser manter o acordo de desarmamento, ou seja, “para cá as armas, toma lá combustível”.

No calendário, Fevereiro é o mês mais pequeno.

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O trapézio de Pyongyang ganhou o “leão de ouro”, no 11º Festival Acrobático de Wuqiao, na China.

Os acrobatas norte-coreanos apresentaram os últimos movimentos aéreos, como um triplo flip-flap, uma pirueta e um quádruplo flip-flap. Todos em simultâneo e a 16 metros de altura. O número recebeu o nome de “Voos de Diversão”.O Circo de Pyongyang nasceu a 10 de Junho do ano 41 de Juche (corresponde a 1952) e já foi a festivais circenses como o de Monte Carlo ou Roma. Os atletas norte-coreanos que vencem medalhas ou prémios lá fora são, normalmente, recebidos com honras de Estado.

Durante a minha viagem na Coreia do Norte, o Pak Kwang Ung contou-me a história de uma atleta de Taekwondo que foi agraciada pelo governo de Kim Jong-il com uma casa e um carro, depois de ter ganho uma medalha de ouro no estrangeiro.

 

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Os ministros da defesa, sul-coreano e norte-coreano, começam hoje um encontro de três dias em Pyongyang, para discutir garantias de segurança, na viagem de comboio a ser feita diariamente entre Munsan (Sul) e Bongdong (Norte).

Esta ligação ferroviária ficou decidida no início deste mês, tendo como objectivo abastecer o complexo industrial de Kaesong (na Coreia do Norte).

Parece ser o renascer da cooperação económica na península coreana.

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É possível fugir da Coreia do Norte em primeira ou em segunda classe. A correspondente do Washington Post na Ásia, Blaine Harden, conta que em Seul o negócio da dissidência norte-coreana vai de vento-em-popa. Quem quiser escapar até Seul, passando pela China e pela Tailândia basta pagar menos de 2 mil dólares (cerca de 1300 euros). Mas terá de passar por tormentas: atravessar rios, caminhos tortuosos a pé e ainda algumas semanas numa cadeia tailandesa para imigrantes. Já uma fuga de primeira classe, completa, com direito a passaporte chinês falso e um bilhete de avião de Beijing para Seul, pode ir até aos 10 mil dólares (cerca de 6800 euros). Isto em apenas 3 semanas.

O dinheiro importa, mais do que nunca. O túnel subterrâneo que liga o Norte ao Sul vive num frenesim, porque os guardas e a população têm fome e os sistema estatal de distribuição alimentar está muito perto do colapso.

Enquanto isso, a Coreia do Norte está a restabelecer o contacto ferroviário com o Sul e a companhia aérea “Air China” tem agora autorização para voar, três vezes por semana, para Pyongyang.

Negócios de fuga, negócios de chegada, negócios…

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O programa nuclear norte-coreano começou a ser desactivado. É oficial, os Estados unidos confirmam e supervisionam o processo.

O plutónio faz agora o processo de empobrecimento e, em troca, a Coreia do Norte vai receber combustível no valor de centenas de milhões de dólares.

Depois do anúncio do primeiro teste nuclear, em Outubro do ano passado, a Coreia do Norte passa agora no teste das promessas.

O processo é para acompanhar.

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