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Posts Tagged ‘Pyongyang’

O “Querido Líder” morreu há um ano, mas a sua generosidade permanece eterna, dirão os apaixonados pelo regime.

Por estes dias, o ex-governador do Novo México (EUA), Bill Richardson, e Eric Schmidt, da Google, visitaram a Coreia do Norte e ficaram espantados quando um estudante da Universidade Kim Il-sung, em Pyongyang, lhes mostrou como conseguia aceder ao motor de busca da Google e pesquisar por “cidade de Nova Iorque”, ou entrar na Wikipédia, ou entrar na página da Cornell University, uma universidade norte-americana.

O mesmo computador, a partir do qual esse estudante entrava no fantástico mundo do world wide web, tinha uma etiqueta indicando tratar-se de um presente do já falecido líder Kim Jong-il.

Ao ler esta notícia – curioso! – lembrei-me de como visitei, tantas vezes, tantos lugares na Coreia do Norte onde era suposto não estar ninguém ou então estar e ficar surpreendido: “que surpresa!”. Mas sempre – SEMPRE – havia um discurso preparado, o melhor fato do roupeiro vestido, a limpeza acabada de fazer…

Na Coreia do Norte aprendi que nunca nada é suposto ser. Ou melhor, é porque sim.

[Não sei se já vos pedi ;)), mas votem aqui no blogue “Coreia do Norte”, categoria “Actualidade Política  – Internacional]

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[Foto: Marinha Sul-coreana/AP]

barcos sul-coreanos

E quando tudo parecia estar mais calmo, eis que a violação da fronteira volta a injectar tensão na península coreana.

De acordo com o governo de Seul, citado pela agência Yonhap, uma patrulha norte-coreana terá cruzado a fronteira marítima o que levou à reacção sul-coreana com disparos de aviso para o navio patrulha do regime comunista de Pyongyang. A Coreia do Norte também terá respondido com tiros.

Diz o ministério sul-coreano da defesa que o navio da Coreia do Norte terá sofrido danos mas que não há vítimas.

Esta linha marítima no Mar Ocidental (Mar Amarelo) já foi palco de vários incidentes ao longo dos últimos anos.

Em 2002, a Coreia do Norte disparou contra navios da Coreia do Sul, o que resultou em quatro mortos e 18 feridos. Mais tarde, Pyongyang pediu desculpa.

E em 1999, outro incidente na mesma zona terminou com o naufrágio de um navio Norte-coreano e a morte de quase 80 marinheiros.

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hotel - depoishotel topo

O regime de Pyongyang anunciou, há tempos, que o famoso hotel inacabado de Pyongyang – Ryugyong – estaria em fase de reconstrução.

Olhando para estas fotografias recentes, parece que o topo deste gigante já tem janelas e que o país de Kim Jong-il segue no caminho do progresso. No entanto, “Coreia do Norte: um segredo de Estado” sabe que esta foto pode ser apenas uma ilusão de óptica. De acordo com informações apuradas, aquilo que se vê nesta imagem será um material que reflecte a luz para transmitir a impressão de vidro, mas não é. Quem visita Pyongyang, pode tirar fotografias ao hotel mas apenas a uma certa “distância de segurança”. Os visitantes não estão autorizados a aproximarem-se do hotel.

Porém, há mudanças que chegam, paulatinamente, à capital norte-coreana. Parece que as autoridades já não estão a reter os telemóveis dos visitantes à chegada ao aeroporto, até porque já devem ter percebido que os mesmos não funcionam na Coreia do Norte… Mas nas ruas de Pyongyang, já há norte-coreanos de telemóvel na mão. A rede, para já, ainda só é interna, mas vem confirmar a obra da Orascom Telecom (o gigante egípcio das telecomunicações).

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Lido no brasileiro Globo, traduzido da espanhola EFE:

Tóquio, 27 jan (EFE).- O representante especial da ONU para os Direitos Humanos na Coreia do Norte, Vitit Muntarbhorn, afirmou hoje que as torturas pioraram no país comunista e que a ajuda alimentícia é utilizada para controlar a população, em entrevista coletiva em Tóquio na qual antecipou as conclusões prévias de um relatório.

Muntarbhorn conclamou “todo o sistema da ONU a atuar” e lamentou que não haja um compromisso político para que o Conselho de Segurança se pronuncie sobre os direitos humanos na Coreia do Norte.

“Cerca de 8 milhões de pessoas sofrem escassez de alimentos e o Programa Mundial de Alimentos dispõe de reservas para apenas 1,8 milhão”, afirmou.

Além disso, a Coreia do Norte mantém mais de 300 mil pessoas em campos de prisioneiros e de “reeducação” nos quais “pratica torturas e execuções públicas”, afirmou o enviado da ONU, de nacionalidade tailandesa.

“Segundo meus relatórios, algumas prisões são como povoados onde se retém gente de todas as idades”, assegurou.

O representante da ONU lembrou que a mulheres sofrem especialmente a discriminação da elite do país e são reprimidas duramente se tentarem comprar alimentos no mercado negro.

Quanto aos refugiados, assinalou que, embora no último ano tenha caído o número de norte-coreanos que tentam escapar do país pela fronteira com a China, “aumentaram os castigos”.

O Estado, que gira em torno da personalidade do dirigente Kim Jong-il, exerce um ferrenho controle de comércio de subsistência, o que aumenta a dependência do Governo.

O representante tailandês da ONU exigiu de Pyongyang “ações imediatas” em matéria de direitos humanos e insistiu que o país precisa esclarecer a situação de sequestrados.

Ainda falta esclarecer o paradeiro de 17 pessoas raptadas pela Coreia do Norte, a maioria japoneses sequestrados no litoral japonês.

O enviado da ONU reuniu-se esta semana em Tóquio com o ministro de Relações Exteriores japonês, Hirofumi Nakasone, e parentes dos sequestrados e refugiados norte-coreanos, e assegurou que o Japão deve manter medidas de pressão e diálogo com Pyongyang.

“Se um país que não é capaz ou não está disposto a proteger seus cidadãos corresponde às leis internacionais defendê-los e, portanto, esse país não pode argumentar interferência em sua soberania”, afirmou o representante da ONU. EFE

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arnaldo-carrilho

Li no Senado Federal do Brasil:

Arnaldo Carrilho será o primeiro embaixador da América do Sul a residir em Pyongyang, capital da Coréia do Norte. Enfatizou que, à exceção de Cuba – que tem embaixada no país há 40 anos -, o Brasil será o primeiro país das Américas a ter um embaixador específico para o local, cargo antes exercido cumulativamente com a Embaixada na China.

O relator da indicação, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), exaltou a especialização em assuntos asiáticos do embaixador e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poderia ter escolhido nome melhor para montar a embaixada brasileira naquele país. Arnaldo Carrilho foi cônsul-geral em Hong Kong e Sydney (Austrália) e Embaixador na Tailândia. Está aposentado dos quadros do Itamaraty desde junho do ano passado.

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[AP Photo/ Lee Jin-man]

turistas

A Associated Press publica um artigo com aquela que é, provavelmente, uma das últimas viagens dos turistas sul-coreanos à Coreia do Norte. Pelo menos nos próximos tempos, já que Pyongyang diz que a partir de 1 de Dezembro fecha a fronteira com o Sul.

Aqui fica uma parte do retrato turístico em Kaesong (que eu também tive a oportunidade de visitar em 2006):

“Kaesong seems like it is a nice place to live, but the living situation seems like it’s more difficult than when I was young,” said Oh Tae-jin, 49, a South Korean on the tour with his family.

Snacks sold at tourist sites included a bag of crackers for $3 — U.S. dollars are the currency of choice in Kaesong — a North Korean cola for $2 and a box of tea for $10, roughly 10 times the average monthly wage in North Korea.

Lunch is included in the tour’s 198,000-won cost — about $130 — with roughly half going to North Korea, according to Hyundai Asan. The 13-course feast in a traditional house in Kaesong’s elegantly restored old town includes fish, beef, lamb and ginseng-infused whiskey for an extra $20 a bottle.

Back in downtown Kaesong, a lone warden stood in an intersection directing traffic: bicycles, modern buses and the rare car. A patriotic sign declared: “As long as the Dear Leader is alive, we will win!”

(ler artigo completo)

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A eleição de Barack Obama promete uma nova era (também) para as Coreias.

Com a Coreia do Sul já ouve um contacto telefónico. O presidente Lee Myung-bak não precisou de tradutor para felicitar Obama e juntos prometeram gizar soluções para a península coreana.

Do lado da Coreia do Norte, ainda não houve contacto mas o director-geral do Departamento norte-coreano para as Relações com Washington, Ri Gun, disse aos jornalistas que Pyongyang está disposto a dialogar com qualquer governo norte-americano, independentemente da linha que Obama queira seguir em relação à Coreia do Norte.

Será que há um “yes we can” para esta península?

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