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Posts Tagged ‘North Korea’

A Coreia do Sul está a acordar para o dia 11 e os editoriais de alguns dos principais jornais sul-coreanos espelham a gravidade da situação.

Korea JoongAng Daily

The government has announced that North Korea was behind the March 20 cyberattacks against three major television networks and two financial companies in Seoul.

A joint response team comprised of the government, military and civilian sectors said that a cyberattack unit under the Reconnaissance General Bureau of North Korea had committed malicious cyberterrorism on main servers and personal computers by erasing more than 48,000 documents after thoroughly preparing to plant malignant code for as long as eight months.

The Korea Herald

Bracing for the worst

What will it take for North Korea’s young, inexperienced leader to realize that his attempts to blackmail South Korea and its allies will not work and could instead put him on a slippery slope to ruin?

As his previous provocations, such as a nuclear test and missile launches, failed to intimidate Seoul and Washington, Kim Jong-un has started to play a new card ― the shutdown of the Gaeseong industrial complex.

But he should be careful what he wishes for. The closure of the complex, widely seen as a symbol of inter-Korean cooperation and the last exchange link left between the two Koreas, could prove to be his undoing.

Korea Times

Cyber warfare Seoul must review preparedness for new breed of attack

North Korea was pinpointed Wednesday as the perpetrator of a massive cyber attack that paralyzed more than 30,000 computers and servers at the nation’s banks and broadcasters last month.

The Ministry of Science, ICT and Future Planning said the series of cyber attacks on March 20, 25 and 26 resembled methods North Korea had attempted in previous cases. According to news reports, six computers in North Korea were used to access South Korean servers using more than 1,000 IP addresses overseas and 13 of those IP addresses were traced back to North Korea. Surprisingly, the attack had been planned for eight months before it was launched.

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O actual embaixador do Brasil na Coreia do Norte, Roberto Colin, deu uma entrevista por email à Agência Brasil e com ela, uma vez mais, se sublinha o  clima de normalidade que se vive num dos países mais falados dos últimos dias. A entrevista é publicada aqui na íntegra, com os devidos créditos.

Agência Brasil (ABr) – O clima de tensão é presente no dia a dia do povo coreano?
Roberto Colin – O clima em Pyongyang [capital da Coreia do Norte] é de normalidade e nada se percebe de incomum na cidade. Tanto a imprensa escrita quanto a televisão têm dedicado espaço crescente à “construção econômica” .

ABr – O que vem a ser essa chamada “construção econômica”?
Colin – Há mais de uma semana, o jornal do Partido Comunista [norte-coreano], o Rodong Sinmum, dedica a primeira página exclusivamente às importantes decisões tomadas pela sessão plenária do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, no dia 31 de março, e da reunião da Suprema Assembleia Popular de 1º de abril quando, entre outras decisões, foi escolhido um novo primeiro-ministro, tido como reformista.

ABr – O senhor observou mudanças no comportamento das pessoas nas ruas e dos raros estrangeiros que vivem no país?
Colin – Nada parece ter mudado no comportamento da população local, nem dos poucos estrangeiros que aqui vivem. Naturalmente, a situação na Península Coreana é o principal tema de conversas nos encontros da comunidade.

ABr – Particularmente, como o senhor e sua família estão se preparando para uma eventual guerra envolvendo a Coreia do Norte?
Colin – Estamos em contato constante com nossos amigos no Corpo Diplomático, mas nada mudou em nossa rotina. Meu filho continua indo normalmente à escola coreana para estrangeiros que frequenta. Temos um abrigo subterrâneo na Embaixada do Brasil  e que esperamos não ter de usar. Também temos gerador próprio.

ABr – Autoridades norte-coreanas voltaram a procurar o senhor, depois do comunicado da última semana? O que disseram?
Colin – No domingo, dia 7, as Forças Armadas deram um briefing sobre a situação na Península Coreana, em que voltaram  a responsabilizar a “política hostil” dos Estados Unidos em relação à Coreia do Norte pela crise atual.

ABr – O senhor se comunica com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, ou com  interlocutores dele com frequência, após o alerta do governo norte-coreano?
Colin – Estou em contato permanente com a chefia do Itamaraty desde o agravamento da situação. Para nós, são reconfortantes as  manifestações de solidariedade dos colegas do Itamaraty, a começar pela chefia, como também dos amigos e parentes. Meu funcionário, minha mulher e meu filho mostraram que são pessoas fortes e equilibradas, preparadas para os desafios próprios de nossa profissão.

ABr – Como o senhor faz para driblar a tensão pessoal, do seu funcionário e da sua família?
Colin – Eu vivi momentos de tensão e risco em Moscou, em 1993, com meu único funcionário, o oficial de chancelaria Antônio José dos Santos, também no Congo. Em ambos os casos, o perigo era visível. Aqui a situação é diferente, de incerteza, porque é difícil avaliar o risco que realmente existe. Na embaixada, procuramos seguir a rotina, com a demanda adicional de trabalho que a situação impõe.

ABr – Em caso de uma crise, será possível adotar um plano de evacuação para os brasileiros que estão na Coreia do Norte?
Colin – Os únicos cidadãos brasileiros que vivem na Coreia do Norte hoje são a mulher do embaixador da Palestina e sua filha caçula. Na embaixada, somos minha família [mulher e filho] e um funcionário administrativo. Não existe um plano de evacuação definido, mas em situação de emergência, a embaixada seria evacuada para Dandong, China, na fronteira com a Coreia do Norte, que está a quatro horas daqui por via terrestre.

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Se Kim Jong-il fosse vivo, faria amanhã 71 anos. Ora, como amanhã devo estar ocupada e como este blogue já tem quase sete anos e, portanto, já aqui falei, pelo menos, seis vezes dessa data “bonita”, eis que este ano vos “presenteio” antecipadamente com um documentário sobre a mãe do “Querido Líder”: a Sô Dona Kim Jong Suk, uma “grande revolucionária”, de acordo com os livros norte-coreanos.

É isto.

[é impressão minha ou este post tem aspas a mais?]

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Eric Lafforgue é um fotógrafo francês que passa a vida a disparar olhares sobre o mundo e tem das fotografias mais belas e mais bem trabalhadas que eu já vi sobre a Coreia do Norte. Basta reparar nesta foto da estátua de bronze de Kim Il-sung. O primeiro ponto de paragem para um turista de visita à Coreia do Norte.

Agradeço ao Rui Bebiano que me indicou esta página. Espreitem! Vale mesmo a pena!

(basta carregar em cima da foto)

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Kim Jong-il chegou à China de comboio e dormiu num hotel coberto por um lençol branco… sim, o hotel. A cidade chinesa de Dandong parou. Até os jornalistas foram expulsos da cidade, ou não estivéssemos a falar de dois dos 40 “predadores da imprensa”. O que não pára é a polémica em torno do naufrágio do navio de guerra sul-coreano, em Março deste ano.

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[Foto: Agência Reuters]

Ainda a procissão vai no adro.

Traduzindo para bom português foi quase isto que a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, quis dizer hoje em Washington, antes de uma entrevista conjunta à imprensa.

“Estamos no início de um processo complexo e não no fim. Um processo que, pela primeira vez na História, deve conduzir à retirada efectiva do material nuclear da Coreia do Norte e a um ponto final rigoroso do seu programa nuclear.”

Mas acrescentou:

“Temos tido progressos nas conversações a seis? Sim. Há razões para sermos prudentes e cépticos? Sim.”

Rice deixou, ainda, no ar a hipótese de Washington deixar cair algumas sanções impostas a Pyongyang, mesmo antes do processo estar terminado…

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O Programa Alimentar (PAM) das Nações Unidas vem alertar para uma situação que há muito vem sendo divulgada por várias ONG’s: a Coreia do Norte está a passar fome.

O PAM diz que o aumento dos preços e as magras colheitas – a que eu acrescento, porventura, a má gestão – estão a levar a Coreia do Norte a enfrentar uma grave crise humanitária e alimentar.

Relembro o post do início do mês:

A Good Friends (uma ONG sul-coreana) diz que o racionamento de alimentos na Coreia do Norte atingiu um grau tão severo que o Estado mandou até cortar nas rações dos habitantes da capital.

O PAM também tem vindo a reduzir drasticamente a ajuda alimentar à Coreia do Norte. Em 2006 alimentava seis milhões de pessoas e agora alimenta apenas um milhão e 100 mil norte-coreanos. Tudo isto graças ao apertado esquema de segurança imposto aos voluntários que vêm de fora e que querem ajudar.

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A Coreia do Norte ameaça suspender relações com o Sul e proíbe, por agora, a entrada de autoridades sul-coreanas no seu território. 

Pyongyang toma esta posição depois do novo chefe das Forças Armadas sul-coreanas, Kim Tae Young, ter afirmado que Seul tem planos de contingência para atacar as instalações nucleares da Coreia do Norte, caso o regime de Kim Jong-il revele intenções de atacar a Coreia do Sul. 

A KCNA (Agência Oficial de Notícias de Coreia do Norte) diz que estas declarações são “o ataque mais grave na história da relação entre as Coreias e uma provocação que se aproxima de uma espécie de declaração de guerra”. Pyongyang exige um pedido de desculpas ao oficial militar de topo sul-coreano.

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Mil perdões pela ausência. Andei “entretida” com trabalho. Vamos ao que interessa.

No site da Fundação Reuters, os jornalistas – e toda a gente – podem escolher países e variáveis e criar gráficos. Por brincadeira – e depois vi que até nem me deu vontade nenhuma de rir – comparei os níveis de literacia entre a Coreia do Norte e Portugal. Pedi uma comparação entre 2000 e 2007 mas só há dados disponíveis para a Coreia em 2003 e 2004. Mesmo assim, repito, mesmo assim, fiquei preocupada.

Em 2004, o azul escuro da Coreia do Norte está acima do azul claro de Portugal e literacia significa perceber o que se lê. Pronto, mas eu também percebo o que percebem os norte-coreanos mediante aquilo que lhes é dado a perceber!

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[Foto: Rita Colaço / Agosto 2006, Coreia do Norte – Vestido Tradicional]

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Educar, vestir e falar para a revolução.

No dia das mulheres, o editorial do Rodong Sinmun (podem chegar a ele através da agência KCNA) veio com esta: “as mulheres devem dar bons exemplos em todos os aspectos da cultura e comportamento, seja nas roupas, nos cabelos ou na linguagem”. Incita também as mulheres a educarem os seus filhos como “leais revolucionários” e a não permitirem “ideias reaccionárias e estilos de vida alienígenas que andam a ser espalhados pelos imperialistas que querem penetrar na nossa sociedade”.

Depois, lembram que foi Kim Il-sung quem trabalhou arduamente e promulgou a Lei para a Igualdade entre Sexos.

Foi promovido, em Pyongyang, um concurso de culinária para assinalar esse (discutível) Dia Internacional das Mulheres. Posso depreender que os homens também se agarraram aos tachos já que a Coreia do Norte tem uma Lei para a Igualdade, certo?

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A Coreia do Norte é ainda mais pobre do que se julgava.

Em Agosto do ano passado, o Banco da Coreia do Sul revelou que em 2006 a economia norte-coreana ficou-se pelos 22,8 biliões de dólares. Mas o antigo ministro sul-coreano da unificação, Lee Jong-seok, divulgou hoje um relatório que mostra que, afinal, a economia do vizinho do Norte atingiu apenas os 9 biliões. O Banco da Coreia do Sul terá utilizado para o empobrecido Norte os mesmo critérios que utiliza para medir a saúde financeira do enriquecido Sul, por isso os valores são tão díspares.

Este documento revela que, em média, cada norte-coreano dispõe apenas de um dólar por dia para viver, o que coloca este país na lista dos 25 países mais pobres do mundo.

A lista da revista Forbes com os homens mais ricos do planeta foi divulgada ontem e dá Warren Buffett como o vencedor. Ele é um filantropo americano de 77 anos que tem a sua fortuna avaliada em cerca de 62 biliões de dólares.

62 biliões de apenas um homem contra 9 biliões de 23 milhões de pessoas…é só fazer as contas.

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[Foto AP / Bill Richardson à esquerda]

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Bill Richardson é um dos quase 200 nomeados para o Nobel da Paz deste ano, graças à diplomacia utilizada na Coreia do Norte e no Sudão.

Richardson, governador do Estado norte-americano do Novo México, foi pré-candidato pelos democratas às presidenciais de 2008. Abandonou recentemente a corrida – depois de ter ficado em quarto lugar nas primárias de New Hampshire – porque lá viu que é melhor sair do campo de batalha em que se defrontam Barak Obama e Hillary Clinton.

Em 1994, o exército norte-coreano abateu um helicóptero americano que terá entrado no seu território por engano. O regime de Kim Jong-il não forneceu informações sobre o destino dos dois pilotos americanos que seguiam a bordo do aparelho. Mas Richardson estava, nessa altura, a caminho de Pyongyang e Bill Clinton, então presidente dos EUA, pediu-lhe que mediasse este incidente diplomático. O congressista lá conseguiu saber que um dos pilotos tinha morrido e que o outro piloto fosse posto em liberdade pouco depois. Assim começou a carreira de Richardson como diplomata que também tem tido um papel muito activo na crise humanitária do Darfur.

Claro que o Comité Nobel não revela quem está na lista mas quem faz as nomeações vai anunciando quem nomeia. Só pode nomear quem receber convite do Comité Nobel e, supostamente, os convidados não podem divulgar qualquer informação sobre os nomeados durante 50 anos. A lista dos quase 200 nomeados vai ser encurtada para 30 a 35 nomes e, normalmente, só chegam à recta final cerca de 10 candidatos.

Não vou fazer campanha por Richardson – até porque nem serviria para nada – mas era oportuno ter mais um Nobel da Paz em nome da Coreia do Norte.

 

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A Coreia do Norte não mudou nada desde a morte de Kim Il-sung, em 1994.

Kim Jong-il tem prolongado a filosofia Juche, o isolamento, a fome e pouco mais.

Há, porém, uma única e grande diferença: o carisma de um líder (com tudo o que este substantivo tem de bom e de mau).

Sung tinha carisma, Jong-il não tem, é trapalhão. Apesar disso, o regime de sufoco continua porque há uma herança do medo. Qualquer olho brilha na Coreia do Norte quando se fala do “Grande Líder”. O mesmo não acontece quando o tema é Kim Jong-il. Ninguém se atreve a dizer mal do “Querido Líder” mas os elogios são muito mais esfuziantes para o pai do que para o filho.

Depois da renúncia de Fidel Castro ouvi alguns especialistas em relações internacionais classificar o gesto do Comandante-em-Chefe como um sinal de abertura e de mudança para os cubanos. Não quero assinar sentenças de fracasso mas, com a saída de Fidel do palco, sai apenas de cena o carisma. A essência do regime continua lá.

Cuba circula numa espécie de poder de sangue em que Raul substitui Fidel mas não é Fidel.

Raul prometeu uma reforma gradual no sistema socialista e reconheceu, há tempos, que a ilha vivia num “excesso de proibições”. Claro que reconhecer isto já é muito. Também no último ano, na Coreia do Norte, Kim Jong-il pareceu estar mais aberto ao exterior.

No entanto, Cuba e Coreia do Norte podem seguir o caminho da China: abertura económica sim mas sempre com a mão-de-ferro do Estado por lá.

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– Também em Pyongyang se celebra a entrada da China no Ano do Rato, tido como um ano de paz e abundância. A lenda diz que Buda convidou todos os animais da criação para uma festa de Ano Novo, mas que apenas 12 marcaram presença. O rato terá sido o primeiro a chegar, diz que sim. A foto é da Agência Chinesa Xinhua News e foi tirada esta manhã em Pyongyang, na praça Kim Il-sung. Mostra um jovem norte-coreano que lança um papagaio em honra do primeiro dia do calendário lunar chinês.

– As Coreias vão enviar uma delegação conjunta de apoiantes aos Jogos Olímpicos de Pequim. No total são 600 pessoas, metade do sul, metade do norte. A delegação viaja até à China de comboio por uma linha que vai atravessar a península coreana.

– Já foi libertado o cidadão canadiano, preso durante dois meses na Coreia do Norte.

– O negociador norte-americano para a Coreia do Norte, Christopher Hill, diz que os Estados Unidos estão dispostos a aumentar as relações diplomáticas com Pyongyang, assim que a Coreia do Norte se desnuclearizar (uma palavra a entrar cada vez mais nos “léxicos mundiais”).

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A Coreia do Norte continua a violar sistematicamente os direitos humanos, utilizando como armas  a tortura, a execução pública e a perseguição.

A denúncia vem de Vitit Muntarbhorn, enviado das Nações Unidas para os direitos humanos naquele Estado comunista.

Numa conferência de imprensa em Tóquio, Vitit disse que, muito recentemente, lhe foram relatados casos de execuções públicas e que a tortura é uma prática diária no país de Kim Jong-il. Acusou o “Querído Líder” de desviar dinheiro para fundos de armamento que servem os militares e a elite norte-coreana.

Vitit vai compilar estas denúncias num relatório a ser entregue em Março às Nações Unidas. Nesta altura, está na capital japonesa em encontros com oficiais do governo de Tóquio e familiares de japoneses raptados há alguns anos pela Coreia do Norte.

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Dandong é uma cidade chinesa banhada pelo Rio Yalu que faz fronteira com a Coreia do Norte.

Tem cerca de 1,5 milhões de habitantes e atrai muitos turistas que são como que Alices-no-país-das-maravilhas. Como não podem atravessar esta barreira limitam-se a espreitar para o outro lado do espelho, para a Coreia do Norte.

Dandong vibra de luzes, de gente e de comércio. Na outra margem fica Sinuiju, o parente pobre. Do lado chinês há até telescópios apontados para o lado norte-coreano.

É como olhar para uma reserva de indígenas, como se do outro lado estivesse o baluarte imaginado por Aldous Huxley em “Admirável Mundo Novo”.

Deixo aqui o link de um vídeo do canal France 3 (da televisão pública francesa) que mostra como duas realidades tão distintas podem “viver” tão perto.

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Lee Myung-bak, o presidente sul-coreano recém-eleito, diz estar disposto a encontrar-se com Kim Jong-il, se isso ajudar a pôr um ponto final no programa nuclear do vizinho norte-coreano.

Entretanto, Christopher Hill, o norte-americano destacado por Bush para tratar desta “pedra no sapato”, já esgotou a paciência e impôs um prazo: o desmantelamento e a divulgação de todos os programas nucleares norte-coreanos devem acontecer até final de Fevereiro. Isto se Pyongyang quiser manter o acordo de desarmamento, ou seja, “para cá as armas, toma lá combustível”.

No calendário, Fevereiro é o mês mais pequeno.

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Recebi hoje uma prenda de Natal que já andava nos caminhos dos Correios há alguns dias. São dois livros que desembrulhei comovida porque é tão bom quando acertam na “muche” dos nossos interesses. Obrigada Pim.

“Under the Loving Care of the Fatherly Leader”, de Bradley K. Martin, um jornalista norte-americano que faz a cobertura do continente asiático há muitos anos e que já viajou cinco vezes até à Coreia do Norte. A crítica literária já elegeu esta obra como o melhor livro de sempre sobre a Coreia do Norte.

 

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“Comrades and Strangers – Behind the Closed Doors of North Korea”, de Michael Harrold, o primeiro britânico a viver e trabalhar na Coreia do Norte. Michael chegou lá em 1986 e viveu em Pyongyang durante sete anos. Na contra-capa lê-se que há uma história de amor com uma rapariga norte-coreana, que não terá avançado muito.

 

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Vou começar as leituras e prometo partilhar algumas linhas, de vez em quando.

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Não é fácil gostar de Kimchi, um prato típico do gourmet coreano. As fotos foram tiradas na Coreia do Sul, numa viela escondida no meio do lufa-lufa de Seul. Na gastronomia a Coreia não ergueu fronteiras. O kimchi é do Norte e do Sul. Apesar do fosso no campo da nutrição diária.

 

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Estas imagens mostram o ingrediente principal do Kimchi, vulgarmente conhecido como malagueta. É um prato em que se utilizam vegetais, principalmente couve, que ficam a fermentar durante alguns dias com este produto hiper picante.

Provei este prato, pela primeira vez, em Pyongyang e jurei para nunca mais. Mas quebrei as juras, tentei novamente e apaixonei-me por tão inolvidável sabor. De tal forma que, quando cheguei à capital sul-coreana, dei por mim a entrar sozinha num restaurante e a pedir porco com kimchi. Trouxe até kimchi para Portugal. Não consegui, no entanto, arranjar fãs.

Acho que é um daqueles paladares que só se consegue adquirir e amar in loco.

E pronto, hoje dei por mim a pensar no kimchi, na saudade ardente que sinto daquela península…

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Hoje decido abrir a janela das oportunidades económicas. Para quem estiver interessado, claro.

Como é óbvio, não recebo contrapartidas por isto mas a Coreia do Norte também tem artigos com valor acrescentado.

Portugal anda tão virado para a China que, se quiser, é só espreitar à direita de Pequim, no mapa.

As fotografias são do site Naenara.

 

Pasta de Dentes “Unhasu”

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Piano “Saebyok” (com madeira de árvores da família Aceraceae)

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Automóvel “Hwipharam” (atinge velocidade máxima de 185 km/h)

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Creme Anti-rugas “Insam”

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Mais um balanço da KCNA, que cita uma fonte militar norte coreana.

No último ano, os Estados Unidos e a Coreia do Sul fizeram 2250 voos de espionagem sobre a Coreia do Norte e o reconhecimento aéreo teve um pico em Agosto com “exercícios militares para agressão”.

O mais interessante é que estas aspas aparecem conectadas a um “it said” qualquer. A tal fonte militar.

Os sinais gráficos continuam para dizer que, “mantendo o ritmo da espionagem aérea dos imperialistas norte-americanos, os mercenários sul-coreanos enviaram todos os dias dois ou três RC-800 e RF-4C, para espionagens aéreas caprichosas”.Assim, tal e qual, numa tradução livre.

As coisas andavam a correr tão bem que só apetece fazer uma espécie de adaptação “scolariana-gato-fedorenta”: e é assim que lá vão?

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O trapézio de Pyongyang ganhou o “leão de ouro”, no 11º Festival Acrobático de Wuqiao, na China.

Os acrobatas norte-coreanos apresentaram os últimos movimentos aéreos, como um triplo flip-flap, uma pirueta e um quádruplo flip-flap. Todos em simultâneo e a 16 metros de altura. O número recebeu o nome de “Voos de Diversão”.O Circo de Pyongyang nasceu a 10 de Junho do ano 41 de Juche (corresponde a 1952) e já foi a festivais circenses como o de Monte Carlo ou Roma. Os atletas norte-coreanos que vencem medalhas ou prémios lá fora são, normalmente, recebidos com honras de Estado.

Durante a minha viagem na Coreia do Norte, o Pak Kwang Ung contou-me a história de uma atleta de Taekwondo que foi agraciada pelo governo de Kim Jong-il com uma casa e um carro, depois de ter ganho uma medalha de ouro no estrangeiro.

 

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É possível fugir da Coreia do Norte em primeira ou em segunda classe. A correspondente do Washington Post na Ásia, Blaine Harden, conta que em Seul o negócio da dissidência norte-coreana vai de vento-em-popa. Quem quiser escapar até Seul, passando pela China e pela Tailândia basta pagar menos de 2 mil dólares (cerca de 1300 euros). Mas terá de passar por tormentas: atravessar rios, caminhos tortuosos a pé e ainda algumas semanas numa cadeia tailandesa para imigrantes. Já uma fuga de primeira classe, completa, com direito a passaporte chinês falso e um bilhete de avião de Beijing para Seul, pode ir até aos 10 mil dólares (cerca de 6800 euros). Isto em apenas 3 semanas.

O dinheiro importa, mais do que nunca. O túnel subterrâneo que liga o Norte ao Sul vive num frenesim, porque os guardas e a população têm fome e os sistema estatal de distribuição alimentar está muito perto do colapso.

Enquanto isso, a Coreia do Norte está a restabelecer o contacto ferroviário com o Sul e a companhia aérea “Air China” tem agora autorização para voar, três vezes por semana, para Pyongyang.

Negócios de fuga, negócios de chegada, negócios…

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Este blogue nasceu há um ano. Faz hoje, precisamente. Já foi visto quase 10 mil vezes. Parece reduzido para um ano, quando comparado com outros blogues que, só num dia, têm o mesmo número de cliques. Mas não. Fico muito satisfeita pelo facto da Coreia do Norte ter interessado por 10 mil vezes à rede da Internet. Nem sempre é fácil arranjar tempo para alimentar um espaço como este, que exige permanente actualização. Por dia, um jornalista de rádio pode ter vários temas/notícias para tratar… De qualquer forma, mantém-se o objectivo: ter Coreia do Norte em português, no imenso mundo da web. E histórias de uma jornalista portuguesa que lá esteve e ainda tem tanto para contar.

Obrigada às 10 mil visitas! Apareçam mais!

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O programa nuclear norte-coreano começou a ser desactivado. É oficial, os Estados unidos confirmam e supervisionam o processo.

O plutónio faz agora o processo de empobrecimento e, em troca, a Coreia do Norte vai receber combustível no valor de centenas de milhões de dólares.

Depois do anúncio do primeiro teste nuclear, em Outubro do ano passado, a Coreia do Norte passa agora no teste das promessas.

O processo é para acompanhar.

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