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Posts Tagged ‘Kim Jong-il’

Se Kim Jong-il fosse vivo, faria amanhã 71 anos. Ora, como amanhã devo estar ocupada e como este blogue já tem quase sete anos e, portanto, já aqui falei, pelo menos, seis vezes dessa data “bonita”, eis que este ano vos “presenteio” antecipadamente com um documentário sobre a mãe do “Querido Líder”: a Sô Dona Kim Jong Suk, uma “grande revolucionária”, de acordo com os livros norte-coreanos.

É isto.

[é impressão minha ou este post tem aspas a mais?]

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O “Querido Líder” morreu há um ano, mas a sua generosidade permanece eterna, dirão os apaixonados pelo regime.

Por estes dias, o ex-governador do Novo México (EUA), Bill Richardson, e Eric Schmidt, da Google, visitaram a Coreia do Norte e ficaram espantados quando um estudante da Universidade Kim Il-sung, em Pyongyang, lhes mostrou como conseguia aceder ao motor de busca da Google e pesquisar por “cidade de Nova Iorque”, ou entrar na Wikipédia, ou entrar na página da Cornell University, uma universidade norte-americana.

O mesmo computador, a partir do qual esse estudante entrava no fantástico mundo do world wide web, tinha uma etiqueta indicando tratar-se de um presente do já falecido líder Kim Jong-il.

Ao ler esta notícia – curioso! – lembrei-me de como visitei, tantas vezes, tantos lugares na Coreia do Norte onde era suposto não estar ninguém ou então estar e ficar surpreendido: “que surpresa!”. Mas sempre – SEMPRE – havia um discurso preparado, o melhor fato do roupeiro vestido, a limpeza acabada de fazer…

Na Coreia do Norte aprendi que nunca nada é suposto ser. Ou melhor, é porque sim.

[Não sei se já vos pedi ;)), mas votem aqui no blogue “Coreia do Norte”, categoria “Actualidade Política  – Internacional]

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A Coreia do Norte já abastece o foguetão Unha-3, preparado para enviar para o espaço o satélite Kwangmyongsong-3. Dizem os norte-coreanos que a missão é pacífica e, como sinal de prova, convidaram alguns jornalistas estrangeiros a visitarem o país.

Para além disso, o novato líder Kim Jong-un soma e segue. Foi nomeado secretário-geral do Partido Coreano dos Trabalhadores mas, no encontro que reuniu a elite do partido, em Pyongyang, ficou também definido que o falecido Kim Jong-il seria o “eterno secretário-geral”. Também Kim Il-sung recebeu o título de “eterno presidente” da Coreia do Norte, após a sua morte em 1994.

Ora, entre tantos outros títulos, já se sabe que Kim Il-sung era também o “Grande Líder”, Kim Jong-il o “Querido Líder” e agora Kim Jong-un será conhecido como o “Grande Sucessor”.

O país do mais novo chefe de Estado do mundo anda ao rubro. O lançamento do satélite é como que um presente de aniversário para os 100 anos de Kim Il-sung, no próximo dia 15 de Abril. E é também a primeira vez que Kim Jong-un desafia a comunidade internacional.

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Kim Jong-il chegou à China de comboio e dormiu num hotel coberto por um lençol branco… sim, o hotel. A cidade chinesa de Dandong parou. Até os jornalistas foram expulsos da cidade, ou não estivéssemos a falar de dois dos 40 “predadores da imprensa”. O que não pára é a polémica em torno do naufrágio do navio de guerra sul-coreano, em Março deste ano.

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Lido no Terra:

O líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-il, só aceitará que eventuais vitórias da seleção local sejam transmitidas no país durante a Copa do Mundo de 2010. (ler mais)

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Hillary Clinton está na Ásia – na primeira viagem enquanto secretária de Estado norte-americana – e ofereceu um tratado de paz à Coreia do Norte, em troca do ponto final no programa nuclear.

Kim Jong-il ofereceu ontem ao povo mais um ano. Já soma 67.

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anitakim

Já toda a gente ouviu falar, certamente, dos famosos livros da Anita: “Anita e os Póneis”, “Anita no comboio”, “Anita na Praia” ou “Anita e os animais do Jardim Zoológico” (são mais de 40 títulos).

Pois bem, li uma notícia na KCNA (agência ofical de notícias da Coreia do Norte) que me sugere a analogia Kim Jong-il / Anita.

O líder norte-coreano terá visitado o Jardim Zoológico nas Montanhas de Taesong (10 quilómetros a Nordeste de Pyongyang) que está a ser renovado.

Kim visitou os peixeinhos, os ursos, os cavalos e os tigres.

E de cada vez que Kim visita alguma coisa há mais uma linha de orientação para os norte-coreanos. Neste caso, Kim deixou quatro linhas de orientação e permitam-me que vos deixe aqui a versão original (em inglês) deste artigo da KCNA:

He [Kim Jong-il] said that it is very important to spruce up the zoo well and improve its operation as it is not only a precious treasure of the country to be handed down to the generations to come but is of great significance in the cultural and emotional life of working people and school youth and children and their upbringing and education.

In order to build the zoo better under a long-term plan it is necessary to increase the species of animals and consolidate its material and technical foundation to serve its purpose, he added.

It is important for the zoo to solve the feed problem and establish a veterinary and anti-epidemic system as it breeds a lot of animals of diverse species, he noted, underscoring the need to take thorough-going measures for providing feed suited to the diversity of species of animals and, at the same time, build modern veterinary hospitals.

He also stressed the need to refurnish the inside and outside of the animal sheds in such a way as to make them convenient to visitors and build facilities sufficient for their rest so that an increasing number of working people and school youth and children may visit the zoo to enjoy a cultural and emotional life.

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Deixo aqui a notícia escrita pela Agência Lusa, com base num artigo da agência coreana Yonhap, a propósito de uma carta – curiosa – que Kim Il-sung escreveu em 1964.

Seul, 16 Nov (Lusa) – O antigo presidente norte-coreano, Kim Il-sung, falecido em 1994, era favorável a uma desnuclearização da península, mas apoiava o programa nuclear chinês, de acordo com arquivos chineses desclassificados, hoje citados pela agência sul-coreana Yonhap.

Numa carta dirigida em 1964 ao primeiro-ministro chinês da época, Zhou Enlai, Kim Il-sung apelava a uma desnuclearização da Coreia e a uma destruição das armas nucleares.

“A República Democrática Popular da Coreia (Coreia do Norte) defende invariavelmente que as armas nucleares devem ser totalmente banidas e destruídas”, considerou Kim, nesta carta datada de 30 de Outubro de 1964, consultada pela Yonhap nos arquivos nacionais de Pequim.

“O povo coreano estará ao lado dos outros povos, unidos à paz, de modo que seja conseguida uma total proibição e destruição das armas nucleares”, acrescentou o líder norte-coreano, pai de Kim Jong-il, actualmente à frente do regime comunista.

No entanto, noutras cartas, nomeadamente numa de 17 de Maio de 1965, dirigida ao presidente chinês Mao Zedong, Kim Il-sung felicitou Pequim pelos seus ensaios nucleares e defendeu este programa como medida defensiva contra a ameaça nuclear norte-americana.

A Coreia do Norte está actualmente envolvida num difícil processo de desnuclearização.

Pyongyang encerrou em Julho de 2007 o seu complexo nuclear de Yongbyon no âmbito de um acordo que prevê em contrapartida uma ajuda humanitária e energética ao país, que efectuou o seu primeiro teste de arma atómica em 2006.

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A Korean Central News Agency (agência de notícias norte-coreana) publicou 14 fotografias de Kim Jong-il, que sorri durante um jogo de futebol.

As imagens servem para provar que o “Querido Líder” ainda está em jogo.

O vídeo que se segue é da britânica ITN News.

 

 

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Li no brasileiro Estadão:

Depois de abrir embaixadas em lugares como Sri Lanka, o governo Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para montar uma representação diplomática em Pyongyang, capital da Coréia do Norte. A instalação foi decidida logo depois do retorno de uma missão do Itamaraty à Ásia, que anotara o aval de Pequim e realizara consultas políticas com a diplomacia norte-coreana, em março. A abertura não tem data marcada. Fontes da diplomacia argumentam que o governo brasileiro pretende “contribuir” com eventual transição do regime comunista norte-coreano e assumir um “papel moderador” nas relações de Pyongyang com a comunidade internacional, mesmo que esse país esteja distante da esfera de influência imediata de Brasília.

A abertura da embaixada em Pyongyang se dá em um momento de perspectivas de mudanças na Coréia do Norte. No dia 11, os Estados Unidos anunciaram a retirada do país – antes alardeado como membro do “eixo do mal” – da lista de nações que apóiam o terrorismo. A iniciativa da Casa Branca foi resposta à decisão do líder norte-coreano, Kim Jong-il, de dar continuidade ao desmantelamento do programa nuclear e um incentivo adicional para que a Coréia do Norte retome o acordo de desarmamento antes do fim do mandato de Bush, em janeiro de 2009.

Regime fechado desde o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o governo coreano dá indicações de uma possível transição, conforme os modelos chinês e vietnamita, nos quais a abertura econômica seguiu passos mais acelerados que a política. Nos últimos dias, a imprensa japonesa vem insistindo na afirmação de que o governo norte-coreano deverá anunciar em breve o sucessor de Kim Jong-il, de 66 anos, cuja saúde estaria debilitada pelo diabetes e por problemas cardíacos. Kim está no poder desde 1994.”

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Mohamed ElBaradei lançou hoje um alerta muito sério.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) não tem meios para evitar acidentes ou ataques nucleares.

O director da AIEA disse que o Irão e a Coreia do Norte estão no topo da agenda daquele organismo.

Na semana passada, os inspectores da AIEA foram expulsos do complexo nuclear de Yongbyon. Mesmo assim, ElBaradei acredita que Pyongyang possa regressar ao Tratado de Não-Proliferação.

Entretanto, o negociador norte-americano para a questão nuclear na Coreia do Norte, Christopher Hill, deve chegar nos próximos dias à capital norte-coreana para tentar desbloquear o impasse nas conversações a seis (China, Japão, Coreia do Sul, Rússia, Estados Unidos e Coreia do Norte).

Recordo que a Coreia de Kim Jong-il (ou sabe-se lá já de quem) anunciou a intenção de acordar o seu programa nuclear alimentado a plutónio.

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Andrei Lankov é um professor russo que dá aulas na Universidade Kookmin, em Seul.

Entrevistei-o quando estive na Coreia do Sul, já que ele tem dedicado boa parte da sua vida académica a estudar esta delicada questão das Coreias.

Esta quarta-feira, o Asia Times Online publica um artigo muito interessante de Lankov: “Pyongyang defies all odds”.

Lankov sublinha, entre outras coisas, que a revolta só acontece quando o povo encontra alternativas mas explica porque é que a queda do regime norte-coreano é um caminho com mais pedregulhos do que os caminhos da libertação na Europa de Leste ou na União Soviética dos anos 70, do século XX.

(…) Revolutions usually begin when the ruling elite either belatedly attempts half-baked and inconclusive reforms (thus admitting that system is not prefect, but not giving enough to the dissatisfied populace) or the leaders showed signs of internal disunity. In North Korea, none of these conditions is met. The elite is united, grassroots social activity of any kind is not tolerated, alternatives to the current existence remain largely unknown to the public. (…)

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[Foto: AFP – um homem olha as notícias sobre Kim Jong-il numa TV sul-coreana]

Os cinco médicos chineses que estão a cuidar de Kim Jong-il permanecem na Coreia do Norte. O jornal sul-coreano JoongAng Daily escreve que isso pode ser um sinal de que o “Querído Líder” está a recuperar lentamente do suposto acidente vascular cerebral.

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Ainda de férias, interrompo apenas para dar conta de uma especulação.

Ontem, a República Popular Democrática da Coreia celebrou 60 anos de vida mas Kim Jong-il não foi à festa.

O mundo interroga-se: estará o líder norte-coreano doente? Ou terá mesmo morrido?

No Diário de Notícias, lia-se que Depois de Kim ‘morrer’ já falou com Putin e Hu.

A Associated Press escrevia que pouco se sabe sobre o sucessor de Kim Jong-il.

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[Foto da KCNA publicada pela Reuters]

 

Não tem data mas foi agora publicada pela Agência Oficial de Notícias da Coreia do Norte (KCNA). Mostra uma visita recente de Kim Jong-il a uma instalação militar também não identificada.

É sempre assim. O “Querído Líder” não pode deixar migalhas pelo caminho como Hansel e Gretel.

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Foi um compromisso da Casa Branca para com o Japão.

Tão depressa a Coreia do Norte não vai sair da lista negra dos Estados Unidos. A garantia foi deixada por Condoleezza Rice ao telefone com o ministro japonês dos negócios estrangeiros, Masahiko Komura.

Rice diz que os EUA só vão retirar o estatuto de “país-que apoia-o-terrorismo”, à Coreia do Norte, quando Kim Jong-il desmantelar o seu programa nuclear por completo.

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…Kim Jong-il fosse à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos em Pequim?

 

Joining a host of world leaders at the Olympics must be a better starting point for both Kim and his regime than anything else.

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Rumores

[Foto: Arquivo AFP/KNS]

 

É um rumor já desmentido pelo governo sul-coreano. Kim Jong-il não morreu.

Esta semana, muito se especulou sobre a morte do líder norte-coreano mas a KCNA (Agência de Notícias do regime) tem publicado várias reportagens sobre as visitas do “Querido Líder” a várias unidades do exército e a uma fábrica de têxteis no nordeste da cidade portuária de Hamhung.

Muito se tem opinado sobre a saúde de Kim Jong-il: ex-fumador, alcoólico, doente cardíaco e diabético. Kim já disse que tudo não passa de pura ficção.

E vá-se lá saber a verdade num lugar tão obscuro…Tudo se resume a esta frase de abertura na peça da Reuters:

 

Rumors are a way of life when it comes to North Korea”

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Hoje publico aqui a crónica da minha viagem à Coreia do Norte, que fiz para o blog Report on Safety. É este estímulo à partilha que torna a blogosfera cada vez mais interessante.

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É um dos grandes feriados da Coreia do Norte.

Hoje celebra-se o aniversário de Kim Il-sung. Se fosse vivo, o “presidente eterno” faria 96 anos (morreu em 1994).

Nesta data, o filho, Kim Jong-il, promove sempre uma série de generais. Este ano, dois foram promovidos a tenente-general e 33 a major-general.

Kim Jong-il prestou ainda homenagem no mausoléu onde está o corpo do seu pai.

Milhares de norte-coreanos depositaram flores aos pés da estátua de bronze de Kim Il-sung. Fica no centro da capital e é uma das primeiras paragens dos forasteiros, que devem fazer uma vénia à estátua. Visitei esta figura e o mausoléu.

Mais logo, prometo deixar aqui umas fotos.

 

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A Coreia do Norte ameaça suspender relações com o Sul e proíbe, por agora, a entrada de autoridades sul-coreanas no seu território. 

Pyongyang toma esta posição depois do novo chefe das Forças Armadas sul-coreanas, Kim Tae Young, ter afirmado que Seul tem planos de contingência para atacar as instalações nucleares da Coreia do Norte, caso o regime de Kim Jong-il revele intenções de atacar a Coreia do Sul. 

A KCNA (Agência Oficial de Notícias de Coreia do Norte) diz que estas declarações são “o ataque mais grave na história da relação entre as Coreias e uma provocação que se aproxima de uma espécie de declaração de guerra”. Pyongyang exige um pedido de desculpas ao oficial militar de topo sul-coreano.

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A Coreia do Norte não mudou nada desde a morte de Kim Il-sung, em 1994.

Kim Jong-il tem prolongado a filosofia Juche, o isolamento, a fome e pouco mais.

Há, porém, uma única e grande diferença: o carisma de um líder (com tudo o que este substantivo tem de bom e de mau).

Sung tinha carisma, Jong-il não tem, é trapalhão. Apesar disso, o regime de sufoco continua porque há uma herança do medo. Qualquer olho brilha na Coreia do Norte quando se fala do “Grande Líder”. O mesmo não acontece quando o tema é Kim Jong-il. Ninguém se atreve a dizer mal do “Querido Líder” mas os elogios são muito mais esfuziantes para o pai do que para o filho.

Depois da renúncia de Fidel Castro ouvi alguns especialistas em relações internacionais classificar o gesto do Comandante-em-Chefe como um sinal de abertura e de mudança para os cubanos. Não quero assinar sentenças de fracasso mas, com a saída de Fidel do palco, sai apenas de cena o carisma. A essência do regime continua lá.

Cuba circula numa espécie de poder de sangue em que Raul substitui Fidel mas não é Fidel.

Raul prometeu uma reforma gradual no sistema socialista e reconheceu, há tempos, que a ilha vivia num “excesso de proibições”. Claro que reconhecer isto já é muito. Também no último ano, na Coreia do Norte, Kim Jong-il pareceu estar mais aberto ao exterior.

No entanto, Cuba e Coreia do Norte podem seguir o caminho da China: abertura económica sim mas sempre com a mão-de-ferro do Estado por lá.

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