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[Foto: o dissidente Hwang Jang-yop/AFP]

hwang

Nas minhas pesquisas descobri mais um parágrafo que diz muito.

Faz parte de um artigo escrito por Hwang Jang-yop, um dissidente norte-coreano que, até ao momento, foi “só” a mais alta figura política a fugir da Coreia do Norte. Ajudou a desenhar a filosofia Juche (que fala de auto-suficiência) e desertou do país em 1997. Hwang era o secretário para os assuntos internacionais do Partido Coreano dos Trabalhadores e esteve, muitas vezes, perto de Kim Jong-il (que é o secretário-geral do partido)

Neste artigo pós-fuga, Hwang faz o retrato de um líder que não gosta de viver em harmonia:

Kim Jong Il is by nature a person who does not like living in harmony with others. He makes people fight against each other and depend only on him. Thus when he talks about strengthening the organization, he means making strict rules to guarantee unconditional obedience to him and holding more meetings for officials to criticize each other. During mutual denunciation sessions, the yardstick used is the degree of one’s loyalty to Kim Jong Il. So the more party members criticize each other and fight among themselves, the greater Kim Jong Il’s authority becomes.

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É possível fugir da Coreia do Norte em primeira ou em segunda classe. A correspondente do Washington Post na Ásia, Blaine Harden, conta que em Seul o negócio da dissidência norte-coreana vai de vento-em-popa. Quem quiser escapar até Seul, passando pela China e pela Tailândia basta pagar menos de 2 mil dólares (cerca de 1300 euros). Mas terá de passar por tormentas: atravessar rios, caminhos tortuosos a pé e ainda algumas semanas numa cadeia tailandesa para imigrantes. Já uma fuga de primeira classe, completa, com direito a passaporte chinês falso e um bilhete de avião de Beijing para Seul, pode ir até aos 10 mil dólares (cerca de 6800 euros). Isto em apenas 3 semanas.

O dinheiro importa, mais do que nunca. O túnel subterrâneo que liga o Norte ao Sul vive num frenesim, porque os guardas e a população têm fome e os sistema estatal de distribuição alimentar está muito perto do colapso.

Enquanto isso, a Coreia do Norte está a restabelecer o contacto ferroviário com o Sul e a companhia aérea “Air China” tem agora autorização para voar, três vezes por semana, para Pyongyang.

Negócios de fuga, negócios de chegada, negócios…

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