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Archive for the ‘Notícias’ Category

O 1º de Maio, Dia do Trabalhador, na Coreia do Norte…

…e o primeiro de 15 anos  de trabalhos forçados para o  norte-americano Kenneth Bae.

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Se os Estados Unidos dizem que querem falar, então a Coreia do Norte, através da KCNA, impõe  duras condições (tradução quase literal):

Primeiro, devem parar imediatamente todos os seus actos de provocação contra a Coreia do Norte e pedir desculpa por todos eles.

    O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve recuar em todas as resoluções de sanções que cozinhou alegando pretextos absurdos. Isso seria um sinal de boa vontade para com a Coreia do Norte.

    Os fantoches sul-coreanos deve imediatamente suspender todas as suas atitutes anti-RDPC (República Popular Democrática da Coreia), desligando do Norte os seus próprios percalços, como o caso do naufrágio do navio de guerra Cheonan incidente naufrágio e o ataque informático de 20 de  Março

    Em segundo lugar, devem dar garantias formais perante o mundo de que eles não irão encenar novamente exercícios de guerra nuclear para ameaçar ou chantagear a Coreia do Norte. Diálogo não combina com ações de guerra. Manobras de guerra nuclear só vão prolongar a situação e bloquear totalmente o caminho do diálogo.

    O exército e o povo da RPDC não serão levados pelo sofisma de que os exercícios de guerra nuclear que estão sendo encenados debaixo do seu próprio nariz são as ações militares anuais e defensivas para defender os EUA e garantir a segurança da Coreia do Sul.

    Em terceiro lugar, devem tomar a decisão de retirar toda a guerra nuclear, a partir de Coreia do Sul e seus arredores e desistir de sua tentativa de reintroduzi-los, devendo ter em mente que a desnuclearização da península coreana pode começar com a retirada da guerra nuclear introduzida pelos EUA e que isso pode levar à desnuclearização global.

    O chefe da Chongwadae não se deve esquecer que a perspectiva da Coreia do Sul pode ser cor-de-rosa – quando as armas nucleares do Norte são considerados como um bem comum para a nação – mas a Coreia do Sul é obrigada a ir para a ruína enquanto permanecer debaixo do guarda-chuva nuclear dos EUA.

    A situação na península está diretamente ligada com a paz e a segurança no nordeste da Ásia e no resto do mundo.

    O exército e o povo da RPDC, juntamente com as pessoas amantes da paz mundial que simpatizam com justiça e consciência valor irão acompanhar de perto o comportamento futuro dos EUA e seus seguidores.

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PSY, o famoso rapper sul-coreano está de volta com um novo single: Gentleman.

Numa conferência de imprensa em Seul, PSY disse esperar que os norte-coreanos gostem deste novo single e que a sua função é tão somente arrancar um sorriso das pessoas.

Eis este “Gentleman”.

 

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A Coreia do Norte divulgou imagens que mostram cães a atacarem fotos do ministro sul-coreano da Defesa  Kim Kwan-jin, durante um treino militar em local desconhecido.

Que dizer?

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O “Querido Líder” morreu há um ano, mas a sua generosidade permanece eterna, dirão os apaixonados pelo regime.

Por estes dias, o ex-governador do Novo México (EUA), Bill Richardson, e Eric Schmidt, da Google, visitaram a Coreia do Norte e ficaram espantados quando um estudante da Universidade Kim Il-sung, em Pyongyang, lhes mostrou como conseguia aceder ao motor de busca da Google e pesquisar por “cidade de Nova Iorque”, ou entrar na Wikipédia, ou entrar na página da Cornell University, uma universidade norte-americana.

O mesmo computador, a partir do qual esse estudante entrava no fantástico mundo do world wide web, tinha uma etiqueta indicando tratar-se de um presente do já falecido líder Kim Jong-il.

Ao ler esta notícia – curioso! – lembrei-me de como visitei, tantas vezes, tantos lugares na Coreia do Norte onde era suposto não estar ninguém ou então estar e ficar surpreendido: “que surpresa!”. Mas sempre – SEMPRE – havia um discurso preparado, o melhor fato do roupeiro vestido, a limpeza acabada de fazer…

Na Coreia do Norte aprendi que nunca nada é suposto ser. Ou melhor, é porque sim.

[Não sei se já vos pedi ;)), mas votem aqui no blogue “Coreia do Norte”, categoria “Actualidade Política  – Internacional]

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São menos, dizem. 1508 norte-coreanos chegaram à Coreia do Sul em 2012. Menos 1198 do que em 2011. Desde 2006, é a primeira vez que o número dos que fogem da Coreia do Norte cai. Os dados podem ser lidos em português aqui.

Mas as razões para a queda do número de norte-coreanos que procuram refúgio no país vizinho estão em inglês aqui. As autoridades sul-coreanas atribuem a queda deste número ao aumento do controlo nas fronteiras, desde a morte de Kim Jong-il e consequente chegada de Kim Jong-un ao poder.

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Nas últimas duas semanas, assisti ao ciclo de conferências “A emergência da Coreia do Sul”, pelo investigador Luis Mah,  no Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa.

Entrevistei Luis Mah, ontem, ao final do dia, pouco depois de serem conhecidos os resultados das eleições sul-coreanas. É uma breve análise ao futuro de uma das maiores potências económicas do mundo, que pode ouvir na íntegra aqui, basta carregar no player que se segue:

luis mah

Investigador no Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento (CESA) no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) em Lisboa.

É também professor auxiliar convidado no Instituto de Estudos Orientais da Universidade Católica Portuguesa (UCP) e co-autor do blogue “O retorno da Ásia“.

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Está confirmada a vitória de Park Geun-hye nas eleições presidenciais da Coreia do Sul, com 52,1% dos votos.

Pela primeira vez, uma mulher vai comandar os destinos dos sul-coreanos e ocupar a Casa Azul em Seul.

Foi a maior votação dos últimos 15 anos, apesar das baixas temperaturas que se fazem sentir no país: 75,8% dos eleitores exerceram o seu direito de voto.

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Um satélite  norte-coreano já está no espaço e o novo Kim é uma celebridade na Internet. Já está em primeiro lugar numa pesquisa online sobre a personalidade do ano da revista Time.

Ao mesmo tempo,  é já na quarta-feira que a Coreia do Sul elege o sucessor de Lee Myung-bak.

Neste momento, dois candidatos disputam as presidenciais: Moon Jae-in, líder do PDU (Partido Democrático Unificado) e Park Geun-hye, do Partido Saenuri (actualmente no poder), filha do falecido ditador sul-coreano Park Chung-hee.

Geun-hye já foi apelidada de “Rainha das Eleições”. É deputada há 15 anos e, se ganhar as eleições – como indicam as sondagens -,  será a primeira mulher presidente do país.

Tem 60 anos, nunca casou ou teve filhos e herda uma pesada herança do pai. A própria, é vista como a versão sul-coreana de Margareth Thatcher ou a Angela Merkel da Ásia. As reportagens que têm medido o pulso a estas eleições, indicam que não bastará ter uma mulher à frente dos destinos da nação para acabar com as fortes desigualdades entre homens e mulheres, que se verificam na Coreia do Sul.

Seja qual for o vencedor, ambos os candidatos querem refrear a política hostil de Lee Myung-bak para com o vizinho. Mas Park Geun-hye quer ir com mais calma, naquilo a que já chamou de Trustpolitik. Ou seja, uma política de consequências. Se, por exemplo, a Coreia do Norte lançar algum míssil, então a Coreia do Sul deve reagir de imediato. Se, por outro lado, mostrar verdadeiros sinais de reconciliação, a Coreia do Sul será a primeira a ajudar o vizinho.

Trazendo o assunto para mais perto de nós, a depender do resultado destas eleições está uma escola de pilotos na Base Aérea 11, em Beja, o que pode trazer 200 ou 300 famílias sul-coreanas para Beja. Quem o diz é o ministro da Defesa Nacional, Aguiar-Branco.

Também a merecer uma forte referência está o primeiro livro escrito por um português sobre a Coreia do Norte.

“Dentro do Segredo”, é o livro-viagem do escritor José Luís Peixoto, da editora Quetzal e é um livro que merece ser lido por quem já foi à Coreia do Norte, por quem nunca lá foi, por quem quer ir. É um livro que resulta de 15 dias de viagem no país mais secreto do mundo.

Para breve está prometida uma entrevista ao autor – a quem agradeço publicamente o livro e o autógrafo – a ser publicada na íntegra neste blogue.

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E ao 5º dia dos Jogos Olímpicos, as Coreias brilham nos top 5 dos medalhados.

A Coreia do Sul está em 4º lugar com oito medalhas (três de ouro, duas de prata e três de bronze).

A Coreia do Norte vem logo a seguir, em 5ª lugar, com quatro medalhas (três de ouro e uma de bronze).

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Não é um espirro e quer dizer “amanhã”.

O Achim é um tablet que a agência estatal norte-coreana, a KCNA, diz ser um sucesso entre os estudantes e totalmente desenvolvido e fabricado na Coreia do Norte, pela Electronics Development Company. Pesa 300 gramas e tem cinco horas de autonomia.

No entanto, coloca-se em causa este made in DPRK. Especula-se que poderá ser fabricado na China e anunciado na Coreia do Norte como sendo de produção nacional. As imagens que acompanham a notícia da KCNA mostram homens e mulheres, supostamente engenheiros electrónicos, que seguram nas mãos o Achim, mas não o seu interior.

Já em tempos foram mostradas outras imagens do fabrico de um pc, numa fábrica norte-coreana, cujos componentes electrónicos pareciam pertencer mais ao interior de uma televisão do que ao interior de um computador.

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“Epic fail”, escrevem os jornais ingleses, no pontapé de saída dos Jogos Olímpicos de Londres.

Coreia do Norte e Colômbia preparavam-se para uma partida de futebol feminino, no estádio de  Hampden Park, mas o encontro começou quase uma hora depois do previsto.

Como atesta a foto acima publicada, a organização apresentou o plantel norte-coreano com a bandeira da Coreia do Sul!!

Falha ou ignorância, certo é que a organização esteve muito mal e as norte-coreanas recusaram entrar em campo. O comité olímpico, claro, reconheceu o erro e apresentou um pedido de desculpas. A equipa só regressou quando todas as jogadoras foram apresentadas no ecrã gigante, ao lado da bandeira norte-coreana.

No final, a equipa da Coreia do Norte venceu a Colômbia por 2-0.

Uma vitória que quase ficou por acontecer, após este grave incidente diplomático.

[Nota: parece que a Coreia do Norte já confirmou que Kim Jong Un se casou com “a tal mulher-mistério”. Chama-se Ri Sol-ju. A confirmação chegou através da rádio oficial do regime.]

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Numa busca com outro propósito, dou por mim a ver as notícias da KCNA (agência noticiosa da Coreia do Norte) do passado dia 7 de Julho. E é por isto que vem a seguir que continuo apaixonada por esta latitude. Quando penso que já nada vindo da Coreia do Norte pode surpreender-me, eis que…

“Pessoas fascinadas pela ternura de Kim Il Sung”, é o título deste artigo da KCNA, que traz Gomes como personagem central.

Presumo que a notícia se refira a Francisco da Costa Gomes, presidente da república portuguesa entre 1974 e 1976. Mas demorei algum tempo a perceber por que razão tinha vindo a KCNA, em Julho de 2012, relembrar que Gomes tinha Kim Il Sung em muito boa conta, quando tanto Gomes como Kim Il Sung já não estão entre nós. Que se fale de Kim Il Sung, ainda percebo. Afinal, ele é o presidente eterno… Depois, percebi que Gomes tinha visitado a Coreia do Norte em 1981, quando já não era presidente português. Oi?! Confuso? É pois, julgo, uma efeméride ao estilo norte-coreano.

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Há quase seis anos, quando decidi abrir este espaço – o primeiro em português, exclusivamente dedicado à península coreana – julguei que iria ser muito difícil encontrar, diariamente, notícias sobre um dos países mais fechados do mundo.

Passado pouco tempo, fiquei espantada com a torrente informativa que chega desta inopinada geografia. São notícias produzidas quase ao minuto, com origem, sobretudo, na Coreia do Sul, no Japão e, ocasionalmente, nos Estados Unidos.

No entanto, quase todas as “notícias” surgem acompanhadas de um sublinhado: “uma fonte anónima”, “uma informação não confirmada” ou “dados não confirmados”.

Coloco a palavra “notícias” entre aspas para dar início a uma reflexão semântica, após a leitura deste artigo da Associated Press.

O que é “notícia” quando nos referimos a um país-eremita?

Diria que, à partida, uma “notícia” é uma novidade que deve ser confirmada para informar com verdade, embora o dicionário também admita que uma “notícia” é o “relato de um acontecimento feito por um jornalista ou à maneira de um jornalista”. E relatar implica descrever aquilo que se vê, admitindo a subjectividade de um olhar.

A Coreia do Norte raramente se deixa ver ou confirmar. Isto é, como diz à Associated Press, Kim Byeong-jo, professor da Korea National Defense University, em Seul: “The less we know about a country, the more rumors we tend to create about it.” Ou então, “when curiosity is especially strong, rumors grow more sensational. … Imagination takes over where facts are scarce and sources are unclear.”

Na Coreia do Sul, titula o artigo supra-citado que há uma “especulação desenfreada sobre a Coreia do Norte”. Os jornais, as televisões e as rádios têm editorias e jornalistas exclusivamente dedicados a “notícias” sobre a Coreia do Norte. O mesmo é dizer, especialistas em rumores norte-coreanos.

O artigo da Associated Press vem a propósito da “notícia” do afastamento do vice-marechal norte-coreano Ri Yong Ho. A Coreia do Norte anunciou que o afastamento ficou a dever-se a questões de saúde, mas a “notícia”, fora de portas, não pegou.

“It takes time for real facts to emerge when information is controlled. In North Korea’s case, it takes even longer, and, worse yet, truth may never even surface.”

A frase do professor Kim Byeong-jo é uma espécie de resumo para o ponto prévio que é necessário fazer de tempos a tempos.

A palavra notícia – e o que ela significa – sobre a Coreia do Norte, será sempre grafada entre-aspas. Mesmo que o sinal gráfico não esteja lá.

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Ganhou, pediu, exigiu…não importa o verbo. Importa a ação. Ou será ao contrário?

Kim Jong-un faz, desde a morte do pai, em Dezembro do ano passado, um percurso político-militar relâmpago. Agora, foi promovido a marechal do exército. Basta ler a wikipédia – com todos os erros que possa ter – para perceber que não se chega a marechal por dá cá aquela palha.

Ora, assalta-se-me uma questão (tipo “quem nasceu primeiro? O ovo ou a galinha?): terá Kim Jong-un inspirado Miguel Relvas ou Miguel Relvas Kim Jong-un?

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[Foto gentilmente retirada daqui]

Kim Jong-un estará a seguir o exemplo do pai e do avô, ao livrar-se, desta vez, do vice marechal Ri Yong Ho (à esquerda na foto), o homem que o ajudou na difícil tarefa de sucessão.

A agência oficial de notícias, KCNA, escreve que Ri Yong Ho foi afastado de diversos cargos por razões de saúde. Já a agência Associated Press estranha porque o mentor de Kim Jong-un foi visto há poucos dias em público e parecia gozar de perfeita saúde.

A fórmula para afastar incómodos não será nova.

 

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…chegam várias notícias. A saber:

Uma agência da ONU  – a da Propriedade Intelectual – terá exportado material informático para a Coreia do Norte e também para o Irão.

A Secretária de Estado, Hillary Clinton, de visita ao Cambojda, diz que é preciso uma frente unida para tratar da desnuclearização da península coreana.

Desde 2006, os Estados Unidos já receberam 135 refugiados norte-coreanos. Mais 5 chegaram no passado mês de Junho.

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Ora bem…

…então quem é esta rapariga, ao lado do líder norte-coreano, que aplaude o espetáculo não autorizado pela Disney que apresentou a Minnie e o Mickey aos norte-coreanos e a Kim Jong-un? E já agora, porque não seguir o conselho de Ferreira Fernandes?

[gentilmente retirada do Público]

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[Foto retirada daqui]

Este míssil foi exibido na praça Kim Il-sung, no dia em que se celebraram os 100 anos do fundador da República Popular Democrática da Coreia.

Os analistas utilizam o argumento de que o metal deste míssil apresenta algumas ondulações, ou seja, é demasiado fino para suportar um voo.

David Wright, um físico da Union of Concerned Scientists, diz que estes mísseis – que se chamam KN-08s – parecem ser uma “representação trapalhona de um míssil que está em vias de desenvolvimento”.

No dia 15 de Abril, altura do aniversário do “Grande Líder”, o vice-marechal norte-coreano Ri Yong Ho sentiu necessidade de alegar que a Coreia do Norte tem arsenal suficiente para derrotar os Estados Unidos “de um só golpe”. Uma afirmação poucos dias depois do lançamento falhado do foguetão Unha-3.

Também no dia do centenário de nascimento do avô, Kim Jong-un fez o seu primeiro discurso público enquanto líder norte-coreano. Fica o vídeo com tradução em inglês:

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A Coreia do Norte já abastece o foguetão Unha-3, preparado para enviar para o espaço o satélite Kwangmyongsong-3. Dizem os norte-coreanos que a missão é pacífica e, como sinal de prova, convidaram alguns jornalistas estrangeiros a visitarem o país.

Para além disso, o novato líder Kim Jong-un soma e segue. Foi nomeado secretário-geral do Partido Coreano dos Trabalhadores mas, no encontro que reuniu a elite do partido, em Pyongyang, ficou também definido que o falecido Kim Jong-il seria o “eterno secretário-geral”. Também Kim Il-sung recebeu o título de “eterno presidente” da Coreia do Norte, após a sua morte em 1994.

Ora, entre tantos outros títulos, já se sabe que Kim Il-sung era também o “Grande Líder”, Kim Jong-il o “Querido Líder” e agora Kim Jong-un será conhecido como o “Grande Sucessor”.

O país do mais novo chefe de Estado do mundo anda ao rubro. O lançamento do satélite é como que um presente de aniversário para os 100 anos de Kim Il-sung, no próximo dia 15 de Abril. E é também a primeira vez que Kim Jong-un desafia a comunidade internacional.

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A Coreia do Norte estará prestes a lançar um míssil de longo alcance. De teste, dizem os norte-coreanos.

Repetem-se os argumentos e as críticas. A comunidade internacional a prometer isolar ainda mais o país; e a Coreia do Norte a sublinhar o seu direito a experimentar a sua produção balística.

O jornal The Telegraph publica imagens recentes que parecem indicar que o lançamento do míssil norte-coreano está para breve.

[imagem retirada daqui]

Imagem

Em declarações à agência de notícias Yonhap, uma fonte militar sul-coreana não identificada estima que o lançamento deste míssil custará qualquer coisa como 850 milhões de dólares. O suficiente para comprar duas toneladas e meia de milho chinês e alimentar toda a população norte-coreana durante um ano.

Mas, antes mesmo de um lançamento balístico que promete enfurecer a comunidade internacional, o Partido dos Trabalhadores vai eleger Kim Jong-un como o seu secretário-geral, cargo ocupado anteriormente pelo pai, Kim  Jong-il. A reunião (sempre) magna do Partido dos Trabalhadores  servirá também para preparar as celebrações do 100º aniversário de nascimento de Kim Il-Sung, o fundador da República Popular democrática da Coreia.

Depois do “Grande Líder” e do “Querido Líder”, Kim Jong-un é agora apontado como “o Grande Sucessor”.

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Da morte de Kim Jong-il

Há quase dois meses que, verdadeiramente, celebro a vida. Uma outra vida. Metade de mim a quem me tenho dado por inteiro. A quem já prometi contar todas as aventuras por que passei nessa península chamada Coreia. E que por acaso carrego agora ao colo, em posição marsupial. Agora mesmo, em pé. A escrever só com uma mão.

E então já sei como podia começar:

Filho, sabes que no ano em que tu nasceste, pouco depois de teres nascido, morreu um homem com um nome engraçado. Kim Jong-il. K-i-m-j-o-n-g-i-l. E sabes que ele também era filho de outro homem com um nome também engraçado. Kim Il-sung. E sabes que havia outro. Kim Jong-un. Este era filho do Kim Jong-il que morreu quando tu nasceste e neto do Kim Il-sung. O Kim Il-sung morreu há mais tempo e era líder de um país onde as pessoas não podiam falar livremente. E as pessoas continuaram sem poder falar no tempo do Kim Jong-il. E toda a gente se perguntava se as pessoas iam, finalmente, falar e pensar livremente, no dia em que Kim Jong-il morreu. E depois, filho, depois sim. Houve uma grande revolta e foi isso que permitiu que tu e eu pudéssemos estar hoje aqui, de mãos dadas, a embarcar para a livre capital da Coreia do Norte, Pyongyang.

Francisco, esta é a história que eu gostava de te contar. Um dia.

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 [Fonte: Jung Yeon-Je/AFP/Getty Images]

Este homem é Park Sang-hak (um dissidente norte-coreano) e terá sido alvo de uma tentativa de envenenamento por parte de outro dissidente norte-coreano, do qual apenas se conhece o sobrenome: Ahn.  

Park Sang-hak é líder de um grupo activista anti-Pyongyang – Fighters for Free North Korea – com sede na Coreia do Sul e suspeita-se que Ahn seja mais um espião norte-coreano, a vestir a pele de dissidente.

De acordo com os serviços secretos sul-coreanos, Ahn estaria a preparar-se para matar Park Sang-hak com uma agulha  envenenada. Park revelou ter sido contactado há pouco tempo por Ahn, que queria marcar um encontro, e que o alegado espião norte-coreano terá pertencido às forças especiais norte-coreanas.

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Luxo…mas pouco

Foi batizado ontem – por cerca de 130 passageiros – e é, provavelmente, o cruzeiro menos luxuoso do mundo.

A partir do porto de Rajin – perto da fronteira da China com a Rússia – a Coreia do Norte lançou-se às águas rumo às montanhas de Kumgang, junto à fronteira com a Coreia do Sul.

Em Rajin, na margem, 500 pessoas lançaram acenos sincronizados para Mangyongbong, o nome dado ao antigo navio de carga, agora transformado num navio de (fraco) luxo.

 Mais fotos, aqui.

(obrigada Ma Ke Jeto, Mosso)

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Kim Jong-il na Rússia

Não, este blogue não encerrou. Anda a meio gás, é verdade. As etapas da vida – neste caso, felizes – assim o determinam. Mas isso agora não interessa nada.

O líder supremo da Coreia do Norte viajou até à Rússia, coisa que não acontecia desde 2002. A visita parece ter sido um sucesso. Kim Jong-il quer regressar às conversações nucleares; está disposto a deixar passar uma conduta de gás russo para a Coreia do Sul; quer enviar norte-coreanos para ajudarem a cultivar os campos de agricultura russos; quer abrir uma cervejaria na Sibéria e vários restaurantes norte-coreanos nas principais cidades russas; e poderá ter negociado a compra de aviões de combate.

Dmitry Medvedev, o presidente russo, ficou já convidado a visitar a Coreia do Norte.

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Até 29 de Maio, os jornalistas europeus podem candidatar-se ao programa do European Journalism Centre e da Korean Press Foundation e serem um dos seis escolhidos para uma viagem de duas semanas à Coreia do Sul (entre 22 de Agosto e 3 de Setembro).

Fui seleccionada em 2009 e em apenas duas semanas fiz contactos que levariam meses a conseguir. O EJC pediu-me para contar como foi a experiência.

Nã percam esta oportunidade. Concorram!

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[Amnistia Internacional – Foto da família Oh, tirada em 1991, e a única imagem do campo de Yodok]

Com base em novas imagens de satélite e em testemunhos de ex-prisioneiros políticos, a Amnistia Internacional (AI) estima que existam cerca de 200 mil pessoas encarceradas nos “campos de reeducação” norte-coreanos.

A Amnistia diz que, nesses campos, a tortura é prática recorrente e os prisioneiros são tratados como escravos.

Sam Zarifi, da AI, sublinha que a “Coreia do Norte não pode mais negar o inegável” e que “há centenas de milhares de pessoas que vivem praticamente sem direitos e tratados comos escravos”. Zarifi diz ainda que esta é uma das piores situações que a Amnistia tem documentado “nos últimos 50 anos”.

A Aministia Internacional diz que Kim Jong-il deve “fechar estes campos imediatamente”.

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Mais uma vez, Kim Jong-il aparece como um dos líderes que mais sufoca a imprensa – de acordo com a lista da organização Repórteres Sem Fronteiras – e está a educar o filho, Kim Jong-un, para que a censura não perca fôlego.

Each day his activities, or those of his father or children, begin the TV news broadcasts and are front-page stories in the newspapers. The misspelling of his name suffices to send the culprit to one of North Korea’s ideological re-education camps. In 2008, Kim Jong-il ordered the security forces to prevent foreign videos, magazines, telephones, computers and CDs from entering the country from China. Several people have been executed for using mobile phones without permission.

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[Foto: AFP]

Perante o desastre que se abateu sobre o Japão, a Coreia do Norte aconselha os seus cidadãos a utilizarem os animais de estimação como um sinal de alerta precoce para terramotos.

De acordo com a KCNA, os sinais a que os norte-coreanos devem estar atentos são: cães que ladram sem parar, gado que se recusa a comer ou cavalos que tentam sair dos estábulos.

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Cheonan – Ano 1

[Foto: Korea Times]

Os sul-coreanos prestam homenagem aos 46 marinheiros que morreram, a 26 de Março de 2010, no naufrágio do navio Cheonan. Foi o pior desastre naval para o Sul desde o final da guerra da Coreia, em 1953.

Em Pyongyang, o governo de Kim Jong-il mostra-se ansioso para retomar o diálogo com Seul. Há negócios em vista e a situação económica e social – a avaliar pelos últimos relatórios de algumas ONG’s – não anda nada famosa, na Coreia do Norte.

Seul responde que as portas estão sempre abertas, mas há uma palavra-passe: perdão. Os sul-coreanos insistem que o Norte deve retratar-se e pedir desculpa pelo ataque ao navio de Cheonan, em Março do ano passado.

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