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Archive for the ‘North Korea’ Category

O 1º de Maio, Dia do Trabalhador, na Coreia do Norte…

…e o primeiro de 15 anos  de trabalhos forçados para o  norte-americano Kenneth Bae.

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Há uns anos, depois de regressar da minha viagem à Coreia do Norte, fui convidada a participar num programa de televisão (cujo nome prefiro não referir) e a primeira questão foi qualquer coisa como: “Então Rita, conta-nos, a Coreia do Norte é mesmo um país assustador, não é?”

De lá para cá, de uma ou de outra forma, a pergunta já me foi colocada 4567 vezes. E confesso que é a pergunta que mais me aborrece, porque ninguém tem pachorra para ouvir o necessário contexto da minha viagem e porque a minha resposta, qualquer que seja, será sempre controversa.

Quem ouve um “não, a Coreia do Norte não é um país assustador” pensa que  estou “feita com os gajos” ou questiona-se “como é possível dizer isso de um país que oprime as pessoas?”

Se responder que sim, que “é assustador”, lá vêm mais 433 pessoas dizer que me limito a reproduzir ideias feitas.

E ambos terão razão. Nem o não nem o sim são respostas boas. A pergunta, convenhamos, também não.

Uma resposta destas não se dá de supetão, mas tento resumir que julgo que apenas vi aquilo que me foi permitido ver; que claro que há muitas dúvidas que nos assaltam a cabeça durante uma visita à Coreia do Norte; que não vi fome declarada; que não vi ninguém a ser executado na rua; que vi bicicletas (outra ideia feita, de que não há bicicletas na rua); e que, apesar de tudo, conheci pessoas extremamente simpáticas e genuinamente boas (e talvez ingenuamente também).

Fechem os olhos. Qual é a primeira imagem da Coreia do Norte que vos vem à cabeça?

a) Kim Jong-un

b) Desfile militar

c) Armas nucleares

d) a pivô da televisão norte-coreana

Eu fecho os meus. E à minha mente vêm imagens como: a Miss Kim encantada com um chapéu de palha; o sorriso de menino de Pak Kwang-ung, enquanto dançava no karaoke de Pyongyang; o canto caloroso das cigarras à entrada de Panmunjon; as duas irmãs de mãos dadas, num passeio de domingo com o avô…

É por isso que é tão difícil escrever sobre a Coreia do Norte. Porque vi (eu vi!) imagens ternurentas e sei que fiz amigos para a vida (embora alguns nunca mais os vá ver) e, ao mesmo tempo, as mesmas imagens podem guardar segredos terríveis. Jamais saberei.

O que sei é que, vítimas do tempo e deste tempo, nós jornalistas habituámo-nos a escolher os caminhos mais fáceis, que pretendem ir ao encontro do imaginário das pessoas, em vez de seguirmos estradas de inclinação acentuada, que clarifiquem (ou mesmo que transformem) mentes menos exercitadas.

Faço um mea culpa. Ninguém é inocente. Mas uns serão condenados enquanto persistirem no erro, outros serão ilibados sempre que tentarem fazer melhor.

Desta vez, o programa de investigação “Panorama da BBC persistiu no erro com a reportagem “Undercover in North Korea”. Os repórteres infiltraram-se numa viagem de estudantes, dizendo que de outra forma, enquanto jornalistas, jamais conseguiriam entrar no país mais fechado do mundo. É a primeira de muitas mentiras. E aquilo que se vê nesta reportagem é apenas a repetição de uma fórmula já gasta.

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Se os Estados Unidos dizem que querem falar, então a Coreia do Norte, através da KCNA, impõe  duras condições (tradução quase literal):

Primeiro, devem parar imediatamente todos os seus actos de provocação contra a Coreia do Norte e pedir desculpa por todos eles.

    O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve recuar em todas as resoluções de sanções que cozinhou alegando pretextos absurdos. Isso seria um sinal de boa vontade para com a Coreia do Norte.

    Os fantoches sul-coreanos deve imediatamente suspender todas as suas atitutes anti-RDPC (República Popular Democrática da Coreia), desligando do Norte os seus próprios percalços, como o caso do naufrágio do navio de guerra Cheonan incidente naufrágio e o ataque informático de 20 de  Março

    Em segundo lugar, devem dar garantias formais perante o mundo de que eles não irão encenar novamente exercícios de guerra nuclear para ameaçar ou chantagear a Coreia do Norte. Diálogo não combina com ações de guerra. Manobras de guerra nuclear só vão prolongar a situação e bloquear totalmente o caminho do diálogo.

    O exército e o povo da RPDC não serão levados pelo sofisma de que os exercícios de guerra nuclear que estão sendo encenados debaixo do seu próprio nariz são as ações militares anuais e defensivas para defender os EUA e garantir a segurança da Coreia do Sul.

    Em terceiro lugar, devem tomar a decisão de retirar toda a guerra nuclear, a partir de Coreia do Sul e seus arredores e desistir de sua tentativa de reintroduzi-los, devendo ter em mente que a desnuclearização da península coreana pode começar com a retirada da guerra nuclear introduzida pelos EUA e que isso pode levar à desnuclearização global.

    O chefe da Chongwadae não se deve esquecer que a perspectiva da Coreia do Sul pode ser cor-de-rosa – quando as armas nucleares do Norte são considerados como um bem comum para a nação – mas a Coreia do Sul é obrigada a ir para a ruína enquanto permanecer debaixo do guarda-chuva nuclear dos EUA.

    A situação na península está diretamente ligada com a paz e a segurança no nordeste da Ásia e no resto do mundo.

    O exército e o povo da RPDC, juntamente com as pessoas amantes da paz mundial que simpatizam com justiça e consciência valor irão acompanhar de perto o comportamento futuro dos EUA e seus seguidores.

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PSY, o famoso rapper sul-coreano está de volta com um novo single: Gentleman.

Numa conferência de imprensa em Seul, PSY disse esperar que os norte-coreanos gostem deste novo single e que a sua função é tão somente arrancar um sorriso das pessoas.

Eis este “Gentleman”.

 

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[Rita Colaço/Coreia do Norte/2006]

imagem-coreia

Para quem ainda não sabia, a Coreia do Norte tem um calendário próprio, ao ritmo do aniversário do Grande Líder.

Se Kim Il-sung fosse vivo (não sendo é como se fosse) faria hoje 101 anos, mas o calendário marca Juche 102. Kim Il-sung nasceu em 1912 e a partir daí começou o ano 1: Juche 1(Juche é um conceito criado por Kim Il-sung e que significa algo como “a Coreia por ela própria”).

Por isso, o ano de 2013  é para os norte-coreanos o ano de 102.

O dia é especial para (quase) todos os norte-coreaanos, mesmo para aqueles que fugiram do país. Quase todos os dissidentes que tenho entrevistado ao longo dos anos me dizem que Kim Il-sung é visto por todos como um herói. Como o homem que libertou a Coreia do Norte dos japoneses. Como o homem que trouxe prosperidade (até finais da década de 80) para o país. Já Kim Jong-il não reunia a mesma unanimidade e “adoração”.

Daí que o dia 15 de Abril seja, de facto, um dia especial para os norte-coreanos e, neste ano, para o mundo que espera em suspenso por um gesto perigoso de Kim Jong-un.

E porque hoje é dia 15 de Abril, ofereço-vos o remake sonoro da minha viagem à Coreia do Norte em 2006. Um retrato que apenas mostra a versão norte-coreana. Esta é a história tal como me foi contada.

(também podem ouvir aqui, mais ou menos ao minuto 29)

Ainda vos deixo a notícia publicada hoje pela KCNA e que, quanto a mim, traz um tom menos ameaçador e mais reconciliador.

 Pyongyang, April 15 (KCNA) — The dear respected

Kim Jong Un received a letter from the Central Committee of the Anti-Imperialist National Democratic Front (AINDF) on Monday, the birth anniversary of President Kim Il Sung.
The letter said: Thanks to the April 15 when the sun of Juche rose, the Korean nation could put an end to its history of distress interwoven with flunkeyism and national ruin, greet a new bright morning and take the road of eternal happiness and prosperity of the nation with spring sunshine given off from Mangyongdae.
The life of Kim Il Sung was an epic-like one of an invincible hero who clarified the truth that arms are a lifeline of the nation and guarantees the victory of revolution, restored the country by leading to victory the hard-fought battles against the Japanese and the U.S. imperialists under the banner of Songun and honorably defended the sovereignty of the nation.
He brightly indicated the path for national reunification by setting forth just and rational proposals and ways for reunification including the three principles of national reunification, the ten-point programme of the great unity of the whole nation and the proposal for founding the Democratic Federal Republic of Koryo.
The cause of the Songun revolution based on Juche is being successfully carried forward by you Marshal Kim Jong Un, who are identical to Kim Il Sung and leader Kim Jong Il.
In the letter AINDF vowed to glorify the idea of national reunification and leadership feats of Kim Il Sung and Kim Jong Il and vigorously advance for independent reunification, more deeply cherishing in mind the firm belief that Kim Il Sung and Kim Jong Il are always with the Korean people.
It also pledged to join the all-people resistance to frustrate the frantic moves of the hostile forces for a nuclear war and make positive contribution to bringing about a fresh turn in the efforts for national reunification in this significant year which marks the 65th anniversary of the DPRK and the 60th anniversary of the victory of the Korean people in the Fatherland Liberation War in response to the special statement of the government, political parties and organizations of the DPRK.

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Conheci Tim Peters em 2006, na Coreia do Sul. Tim é o fundador da Helping Hands Korea e chegou há dois dias da China, onde vai muitas vezes ajudar os refugiados norte-coreanos.

Desde que Kim Jong-un chegou ao poder, o número de refugiados norte-coreanos tem vindo a diminuir. Nesta entrevista, Tim Peters explica por que razão ter menos refugiados é um mau sinal.

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Esta noite, quase meio a dormir, ocorreu-me que Kim Jong-un – rapaz tido como calmo e com algum mundo – poderá ver a guerra como o único meio para libertar um país oprimido há mais de 60 anos.

Tenho para mim que toda e qualquer guerra é estúpida.

Porém, será que se pode perdoar o mal que uma guerra faz pela (aparente) liberdade que ela possa trazer?

Gostava mesmo muito de ler os vossos comentários.

Aqui ou lá na página do Facebook.

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O actual embaixador do Brasil na Coreia do Norte, Roberto Colin, deu uma entrevista por email à Agência Brasil e com ela, uma vez mais, se sublinha o  clima de normalidade que se vive num dos países mais falados dos últimos dias. A entrevista é publicada aqui na íntegra, com os devidos créditos.

Agência Brasil (ABr) – O clima de tensão é presente no dia a dia do povo coreano?
Roberto Colin – O clima em Pyongyang [capital da Coreia do Norte] é de normalidade e nada se percebe de incomum na cidade. Tanto a imprensa escrita quanto a televisão têm dedicado espaço crescente à “construção econômica” .

ABr – O que vem a ser essa chamada “construção econômica”?
Colin – Há mais de uma semana, o jornal do Partido Comunista [norte-coreano], o Rodong Sinmum, dedica a primeira página exclusivamente às importantes decisões tomadas pela sessão plenária do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, no dia 31 de março, e da reunião da Suprema Assembleia Popular de 1º de abril quando, entre outras decisões, foi escolhido um novo primeiro-ministro, tido como reformista.

ABr – O senhor observou mudanças no comportamento das pessoas nas ruas e dos raros estrangeiros que vivem no país?
Colin – Nada parece ter mudado no comportamento da população local, nem dos poucos estrangeiros que aqui vivem. Naturalmente, a situação na Península Coreana é o principal tema de conversas nos encontros da comunidade.

ABr – Particularmente, como o senhor e sua família estão se preparando para uma eventual guerra envolvendo a Coreia do Norte?
Colin – Estamos em contato constante com nossos amigos no Corpo Diplomático, mas nada mudou em nossa rotina. Meu filho continua indo normalmente à escola coreana para estrangeiros que frequenta. Temos um abrigo subterrâneo na Embaixada do Brasil  e que esperamos não ter de usar. Também temos gerador próprio.

ABr – Autoridades norte-coreanas voltaram a procurar o senhor, depois do comunicado da última semana? O que disseram?
Colin – No domingo, dia 7, as Forças Armadas deram um briefing sobre a situação na Península Coreana, em que voltaram  a responsabilizar a “política hostil” dos Estados Unidos em relação à Coreia do Norte pela crise atual.

ABr – O senhor se comunica com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, ou com  interlocutores dele com frequência, após o alerta do governo norte-coreano?
Colin – Estou em contato permanente com a chefia do Itamaraty desde o agravamento da situação. Para nós, são reconfortantes as  manifestações de solidariedade dos colegas do Itamaraty, a começar pela chefia, como também dos amigos e parentes. Meu funcionário, minha mulher e meu filho mostraram que são pessoas fortes e equilibradas, preparadas para os desafios próprios de nossa profissão.

ABr – Como o senhor faz para driblar a tensão pessoal, do seu funcionário e da sua família?
Colin – Eu vivi momentos de tensão e risco em Moscou, em 1993, com meu único funcionário, o oficial de chancelaria Antônio José dos Santos, também no Congo. Em ambos os casos, o perigo era visível. Aqui a situação é diferente, de incerteza, porque é difícil avaliar o risco que realmente existe. Na embaixada, procuramos seguir a rotina, com a demanda adicional de trabalho que a situação impõe.

ABr – Em caso de uma crise, será possível adotar um plano de evacuação para os brasileiros que estão na Coreia do Norte?
Colin – Os únicos cidadãos brasileiros que vivem na Coreia do Norte hoje são a mulher do embaixador da Palestina e sua filha caçula. Na embaixada, somos minha família [mulher e filho] e um funcionário administrativo. Não existe um plano de evacuação definido, mas em situação de emergência, a embaixada seria evacuada para Dandong, China, na fronteira com a Coreia do Norte, que está a quatro horas daqui por via terrestre.

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Qual é a dimensão da verdade quando a realidade está a 10 mil quilómetros ou apenas a alguns centímetros dos olhos?

Provavelmente, jamais saberemos. Porém, dois turistas acabadinhos de chegar da Coreia do Norte contam aqui as suas impressões.

Um deles, Patrick Thornquist, faz o resumo perfeito da dificuldade que é distinguir aquilo que se vê daquilo que se VÊ.

You try to grasp what is real and what is not. You’re trying to find that balance between what your media tells you and what they’re telling you because they’re very far off.

E mesmo VENDO/OUVINDO nunca teremos a certeza de como as coisas realmente são.

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Anda para aqui meio mundo a dizer que Kim Jong-un  não manda, que quem manda são os tios e que ele é um imberbe e não-sei-o-quê.

Pois bem, para que não restem dúvidas: o rapaz percebe de geografia, fuma e mete altas patentes militares a tirarem notas das suas sábias instruções sobre como atacar os Estados Unidos.

Kim Jong-un é um estratega nato.

Ah, e ainda manda sair todos os estrangeiros da Coreia do Sul e dá cabo de uma das poucas fontes de financiamento e emprego dos norte-coreanos: o complexo industrial de Kaesong.

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A Coreia do Norte divulgou imagens que mostram cães a atacarem fotos do ministro sul-coreano da Defesa  Kim Kwan-jin, durante um treino militar em local desconhecido.

Que dizer?

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Lembram-se de Arnaldo Carrilho?

Ele foi o primeiro embaixador do Brasil na Coreia do Norte e deu ontem uma entrevista ao canal online Café na Política.

É um ex-insider que passou três anos na Coreia do Norte e que pode dar uma fotografia mais fiel do país mais isolado do mundo.

Arnaldo Carrilho considera que o Brasil pode ser um importante desbloqueador da tensão que se vive nesta geografia asiática, no contexto do bloco alternativo às grandes potências formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS).

É uma entrevista muito interessante. Vale mesmo a pena ver.

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(sugestão do Nuno Machado e da Caracóis Danjo, a quem agradeço uma vez mais)

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É uma notícia de última hora!

A Coreia do Norte começou a permitir a entrada de telemóveis estrangeiros no país. Acabaram-se as longas filas (onde eu também estive) para deixar o telemóvel logo à entrada. A partir de agora, os turistas podem comprar um cartão SIM à entrada e usarem os seus próprios aparelhos para comunicarem com o exterior. Ou, então, podem alugar um telemóvel.

Mantêm-se, no entanto, algumas restrições: não vai ser possível ligar para números norte-coreanos (excepto hóteis em Pyongyang e embaixadas), nem tão pouco vai ser permitido ligar, por exemplo, para a Coreia do Sul. Mas é permitido ligar para os Estados Unidos e para o Japão.

E se, de repente, receberem uma chamada de um + 850, já sabem: fala do país mais (cada vez menos) secreto do mundo!

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– Ora bem, parece que me passou ao lado um tema quente, quente, quente: a suposta gravidez da primeira-dama norte-coreana: Ri Sol-Ju. E pronto. É só isto, que o assunto é parvo e mal fundamentado.

– A Coreia do Norte quer reabrir a sua embaixada em Canberra, na Austrália. O ministro dos Negócios Estrangeiros australiano, Bob Carr, diz que esta é uma boa oportunidade para o diálogo sobre a questão do atentado aos direitos humanos no país de Kim Jong-un. Cheira-me que esta declaração não será a melhor frase de boas-vindas para um país que sempre negou qualquer abuso…

– E se a reunificação fosse já hoje? Como seria a economia do Norte? Lê-se neste artigo que o custo da reunificação para o lado Sul está estimado em um trilião de dólares (whatever that means): “A Coreia do Norte poderá tornar-se num centro industrial low-cost, uma vez que gigantes tecnológicos sul-coreanos, como a Samsung, mandam fazer os seus produtos na China”.

– Na Coreia do Sul, diz-se que quando a Samsung espirra, o país constipa-se. O editorial de hoje do Chosun Ilbo fala do assunto com preocupação. Um país que dependa tão fortemente de uma só empresa tem a sua economia assente numa base muito frágil. Quase tão frágil como a campanha da Samsung em Portugal (pronto, vá, eu tinha de falar nisto).

– Ainda sobre Gangnam. Os residentes do bairro mais chique de Seul pagam mais quatro vezes pela educação privada dos seus filhos do que a média nacional.

Gravidez, diplomacia, futuro e educação. Quatro palavras-chave para ir de fim-de-semana!

[E que tal mais um voto no Coreia do Norte, categoria de Actualidade Política-Internacional aqui:http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-1a-fase-14/ E aqui para blogger do ano: http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-1a-fase-44/ ‘gradecida!]

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São menos, dizem. 1508 norte-coreanos chegaram à Coreia do Sul em 2012. Menos 1198 do que em 2011. Desde 2006, é a primeira vez que o número dos que fogem da Coreia do Norte cai. Os dados podem ser lidos em português aqui.

Mas as razões para a queda do número de norte-coreanos que procuram refúgio no país vizinho estão em inglês aqui. As autoridades sul-coreanas atribuem a queda deste número ao aumento do controlo nas fronteiras, desde a morte de Kim Jong-il e consequente chegada de Kim Jong-un ao poder.

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Kim Han Sol. Um neto de Kim Jong-il que nunca conheceu o avô. Sobrinho do actual líder. Foi entrevistado por Elisabeth Rehn, antiga ministra finlandesa da Defesa, no United World College, na Bosnia, onde estuda.

Kim Han Sol vive com uma líbia, apoiante da revolução de Trípoli que fez cair Kadafi.

Era de um destes Kim que a Coreia do Norte precisava.

[Parte I – atenção, a introdução está em finlandês, mas a entrevista é em inglês]

[Parte II]

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Depois de algumas negociações,  a Asia Pacific Broadcasting Union vai garantir a transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres na televisão norte-coreana, a KCTV.

Da Coreia do Norte, seguem 56 atletas para a capital de Inglaterra. Luta livre, boxe, halterofilismo e judo são as modalidades que mais medalhas têm dado ao país, num total de 41, desde 1964.

O diário britânico The Telegraph ensina algumas frases – que podem ser ditas em coreano – para quem quiser estabelecer uma conversação simpática com um norte-coreano, durante a temporada olímpica que se aproxima:

“Welcome to London 2012, the greatest show on earth”

“leondeon 2012 , jigusang-eseo gajang keun pyosi e osin geos-eul hwan-yeonghabnida”

“It’s not the winning that matters, it’s the taking part”

“i munje neun geugeos-i bog-yong bubun geu seungliga aniya”

“Faster, higher, stronger (The Olympic motto)”

“ppaleugo , nop-eun ganghan”

“I think you’re in my seat”

“nan dangsin-i nae jalie issdago saeng-gag”

“The area of Stratford has seen unprecedented economic and social regeneration as part of the delivery of these Olympic Games.”

“seuteu laes podeu ui myeonjeog i ollimpig ui jeondal ui ilhwan-eulo jeonlyeeobsneun gyeongjejeog, sahoejeog jaesaeng-eul bol su issseubnida.”

“There may be delays on the Jubilee line”

“jubilli lain-e jiyeon iiss-eul su issseubnida”

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 [Fonte: Jung Yeon-Je/AFP/Getty Images]

Este homem é Park Sang-hak (um dissidente norte-coreano) e terá sido alvo de uma tentativa de envenenamento por parte de outro dissidente norte-coreano, do qual apenas se conhece o sobrenome: Ahn.  

Park Sang-hak é líder de um grupo activista anti-Pyongyang – Fighters for Free North Korea – com sede na Coreia do Sul e suspeita-se que Ahn seja mais um espião norte-coreano, a vestir a pele de dissidente.

De acordo com os serviços secretos sul-coreanos, Ahn estaria a preparar-se para matar Park Sang-hak com uma agulha  envenenada. Park revelou ter sido contactado há pouco tempo por Ahn, que queria marcar um encontro, e que o alegado espião norte-coreano terá pertencido às forças especiais norte-coreanas.

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[Amnistia Internacional – Foto da família Oh, tirada em 1991, e a única imagem do campo de Yodok]

Com base em novas imagens de satélite e em testemunhos de ex-prisioneiros políticos, a Amnistia Internacional (AI) estima que existam cerca de 200 mil pessoas encarceradas nos “campos de reeducação” norte-coreanos.

A Amnistia diz que, nesses campos, a tortura é prática recorrente e os prisioneiros são tratados como escravos.

Sam Zarifi, da AI, sublinha que a “Coreia do Norte não pode mais negar o inegável” e que “há centenas de milhares de pessoas que vivem praticamente sem direitos e tratados comos escravos”. Zarifi diz ainda que esta é uma das piores situações que a Amnistia tem documentado “nos últimos 50 anos”.

A Aministia Internacional diz que Kim Jong-il deve “fechar estes campos imediatamente”.

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Mais uma vez, Kim Jong-il aparece como um dos líderes que mais sufoca a imprensa – de acordo com a lista da organização Repórteres Sem Fronteiras – e está a educar o filho, Kim Jong-un, para que a censura não perca fôlego.

Each day his activities, or those of his father or children, begin the TV news broadcasts and are front-page stories in the newspapers. The misspelling of his name suffices to send the culprit to one of North Korea’s ideological re-education camps. In 2008, Kim Jong-il ordered the security forces to prevent foreign videos, magazines, telephones, computers and CDs from entering the country from China. Several people have been executed for using mobile phones without permission.

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Brasil e Coreia do Norte celebram 10 anos de laços diplomáticos

One Man Captured Secret Video in North Korea and Lived to Blog About It

Pyongyang disposta a discutir enriquecimento do seu urânio

Repórteres Sem Fronteiras voltam a alertar contra censura na Web

Pyongyang aceita repatriar 27 cidadãos que chegaram ao Sul

Coreia do Norte vai apresentar avião que desaparece no ar

A Coreia do Norte enfrenta este ano uma acrescida penúria alimentar

Coreia do Norte pede ajuda alimentar a países da África

North Korea uses families to blackmail defectors

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Apesar das conversações entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul não terem corrido bem – como se suspeitava, pela exigência de um mea culpa em ataques que os norte-coreanos sempre negaram -, o embaixador português na Península Coreana, Henrique Silveira Borges, garantiu à Agência Lusa que  “o clima, que estava muitíssimo tenso, melhorou significativamente”.

Apesar disso, a Coreia do Norte parece querer continuar a desenvolver o seu programa nuclear e balístico. Tim Brown trabalha para a Globalsecurity e analisou imagens recentes de satélite que parecem indicar a conclusão de uma segunda rampa de lançamento de mísseis. Entrevistado pela agência Reuters, Brown diz que a Coreia do norte está a trabalhar em conjunto com o Irão e com o Paquistão e que esta instalação é mais sofisticada do que a anterior.

O chefe dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, James Clapper, já afirmou que “as armas nucleares e os mísseis balísticos da Coreia do Norte constituem uma séria ameaça para os Estados Unidos“.

A China continua impávida e serena. Apoia a sucessão de Kim Jong Il e reforça as relações sino-norte-coreanas, mas esquece-se de cumprir a convenção de Genebra que assinou em 1951 e que deveria proteger os refugiados norte-coreanos.

Em nome de uma rota comercial barata – e que por isso deve continuar pacífica – também todos os países ditos desenvolvidos se “esquecem” de chamar o governo chinês à razão.

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[Imagem gentilmente retirada de bfamobile.com]

Há dias, a Coreia do Norte apareceu como líder mundial no que toca à utilização de telemóveis 3G.

No entanto, é preciso esclarecer que estes dados referem-se ao número de pessoas que, tendo um telemóvel, estão conectadas à tecnologia 3G. Naturalmente que, sendo o acesso à rede móvel um facto tão recente na Coreia do Norte, não é de espantar que os seus utilizadores apanhem a carruagem da frente.

Num total de cerca de 301 mil subscrições móveis norte-coreanas, 99,9 por cento são ligações de  3ª geração.

Só em Portugal, por exemplo, existem mais de 10 milhões de subscrições de telemóveis, mas a taxa de penetração do 3G anda à volta dos 30 por cento.

Daqui se depreende como as estatísticas podem ser traiçoeiras e os títulos dos jornais, por vezes, demasiado redutores.

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              [Foto: KCNA - Monte Paektu, lugar onde alegadamente nasceu Kim Jong Il]

Kim Jong Il faz hoje anos. Esse parece ser um facto.

A dúvida está no ano de nascimento. De acordo com os norte-coreanos, o líder faz hoje apenas 69 anos, mas há documentos russos e norte-americanos que dizem que Kim Jong Il nasceu em 1941 e que, portanto, completa hoje 70 anos.

A data terá sido forjada pelo Grande Líder, Kim Il Sung, até porque assim ficariam – pai e filho – com uma redonda diferença de idades de 30 anos. Significa que, pelos cálculos norte-coreanos, 2012 servirá para marcar o centenário do presidente eterno, Kim Il Sung, e o septuagenário do actual líder Kim Jong Il. Uma coincidência que dará, certamente, origem a vastas celebrações no próximo ano.

E some-se a sucessão que está na calha e tudo calha bem em 2012. Não havendo certezas de quando nasceu Kim Jong Un (o próximo na cadeira do poder), suspeita-se que o rapaz terá 28 anos. Ora, se ele fizer 29 ainda este ano, fará 30 no próximo que é, precisamente, 2012!

Mas voltando ao aniversário de Kim Jong Il, entre outras prendas, o líder norte-coreano recebeu mais uma dissidência no sapato. Um norte-coreano atravessou a fronteira do paralelo 38 rumo à Coreia do Sul, virando as costas às celebrações do aniversário de Kim Jong Il.

Enquanto isso, a poucas horas das celebrações, Kim Jong Chul, o segundo filho de Kim Jong Il, terá sido visto em Singapura a assistir a um concerto de Eric Clapton. Se calhar estava a convencer o músico britânico a dar um espectáculo em Pyongyang. É que, não vai há muito tempo, a Coreia do Norte convidou Eric Clapton a dar música ao líder, mas até agora…nada.

A Coreia do Sul também quis associar-se às festividades do líder vizinho e, como já vem sendo hábito, enviou balões para o Norte da península com mensagens anti-Pyongyang.

Escreve o  The Guardian que as celebrações deste ano não tiveram grande aparato e que o governo norte-coreano não conseguiu cumprir a tradição de distribuir rações alimentares mais generosas por toda a população, sempre que se assinala o aniversário de Kim Jong Il ou do presidente eterno já morto, Kim Il Sung.

Parece até que as embaixadas da Coreia do Norte, espalhadas pelo mundo, receberam ordens para lançarem apelos de ajuda alimentar aos governos estrangeiros.

Porém, basta ler a KCNA (a agência de notícias norte-coreana) para se perceber cada vez menos o que se passa neste país. Quando é que nos preocupamos a sério?

People from all walks of life and school youth and children significantly celebrated the birthday of leader Kim Jong Il.
An endless stream of officials, working people and school youth and children visited the venue of the 15th Kimjongilia Festival in Pyongyang and the Kimjongilia exhibition halls in provinces.
Performances were given at theaters and halls in Pyongyang, Kanggye, Hamhung, Chongjin and Wonsan cities, Taehongdan, Phyongwon and Kangryong counties and other areas before capacity audience.
Workers of the Kim Chaek Iron and Steel Complex significantly spent the holiday enjoying art performance, while producing much more iron and steel.
Sports and amusement games including volleyball, Korean chess and Yut-games were held in units including the February 8 Vinalon Complex, the Musan Mining Complex, the Namhung Youth Chemical Complex, the Anju Area Coal Complex, the Sinuiju Cosmetics Factory and the Hyesan Youth Mine.

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Ver vídeo aqui:

http://veja.abril.com.br/multimidia/video/cultura-pop-invade-coreia-do-norte

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Há rumores de que a sucessão norte-coreana está bem encaminhada.

Kim Jong-un, o filho de Kim Jong-il que lhe irá suceder na cadeira do poder, estará nesta altura a preparar uma viagem para a China sozinho. Irá, portanto, dar início ao beija-mão.

A AsiaNews escreve que o presidente chinês, Hu Jintao, e o seu sucessor, Xi Jinping, querem impulsionar a aliança, mas também querem que Kim Jong-un seja mais humilde do que o seu pai, Kim Jong-il.

Kim Jong-il’s designated heir appears to be preparing a solo visit to Beijing. Hu Jintao and his successor Xi Jinping want to boost the alliance but also demand greater humility from the son compared to his I’ll-do-it-my-way father, ‘dear leader’ Kim Jong-il.

(continuar a ler)

Entretanto, a Coreia do Norte sublinha a necessidade de diálogo com a Coreia do Sul, sem atrasos e sem pré-condições.

Recordo que, ainda esta semana, os sul-coreanos já tinham dito que só aceitavam falar com o país vizinho se estes reconhecessem a autoria nos ataques do ano passado e pedissem perdão.

Numa declaração publicada pela KCNA (agência oficial de notícias da Coreia do Norte), os norte-coreanos dizem que os sul-coreanos devem aceitar a proposta de Pyongyang para o diálogo, sem dúvidas inúteis ou preconceitos.

O ministro sul-coreano para a Unificação já veio classificar estas declarações como “propaganda ofensiva”, que em nada contribuem para o amenizar da tensão.

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No Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos, na Suíça, o professor chinês, Yan Xuetong, considera que as relações entre o Norte e o Sul da Península Coreana não vão melhorar enquanto Lee Myung-bak  for presidente da Coreia do Sul.

Por isso, diz Yan, o melhor que a Coreia do Norte tem a fazer é esperar pelo próximo presidente:

Yan, who is dean of the Institute of International Studies at Tsinghua University, said this means North Korean officials will be “very patient” and will wait to engage with South Korea’s next president in two years when Lee’s term ends.

Speaking at a panel Wednesday at the World Economic Forum, Yan said China’s main concern is to avoid war on the Korean peninsula and ensure stability.

“So at this moment, from my understanding, our policy is very clear — try to stabilize the (Korean) relationship and prevent any military clashes,” Yan said.

“The question is how should we make this region peaceful?” he said. “That’s why we strongly support the Sunshine policy because the Sunshine policy can keep (the) North and South at peace.”

(continuar a ler)

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