Começo a ficar seriamente preocupada.
Os sul-coreanos, civis e militares, estão a sair para as ruas e a pedir que o governo responda de forma mais musculada ao ataque norte-coreano de terça-feira. O comandante dos fuzileiros navais sul-coreanos, Yoo Nak-jun, já prometeu uma resposta mil vezes maior para vingar a morte dos dois fuzileiros de 20 e 22 anos de idade.
Até o editorial do jornal sul-coreano Chosun Ilbo – tido como uma publicação próxima do partido conservador do presidente Lee Myung-bak – vem criticar a actuação do governo dizendo que a Coreia do Sul deve parar de agir como um tigre de papel. Basta ler este excerto:
Junta-se a isto a provocação. A Coreia do Norte tem repetido que está farta dos exercícios militares da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, no Mar Amarelo. Amanhã, começa mais uma jornada de exercícios navais conjuntos que vão prolongar-se por quatro dias. Pyongyang avisa que as consequências dessas movimentações podem ser imprevisíveis.
Entretanto, a China está a tentar pôr água na fervura dizendo que o fundamental agora é controlar a situação e prevenir incidentes como o de terça-feira.
Resta saber se isto será suficiente para travar uma guerra, agora, cada vez mais iminente.