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Archive for Setembro, 2009

Terminou o encontro das famílias separadas pela Guerra da Coreia. O longo tempo de separação e a idade avançada resultaram num ansioso “olá” e num urgente “adeus”.

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A promessa

Pak Kil yon

Sempre é mais qualquer coisa.

Num discurso perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, Pak Kil-yon, prometeu uma Península sem armas nucleares se os Estados Unidos deixarem de confrontar Pyongyang. Disse que essas armas servem apenas para dissuadir a ameaça exterior e que vão ser tratadas de forma responsável, para impedir a proliferação nuclear.

A ONU promete acompanhar a promessa.

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Amores divididos

Aos 85 anos, a memória já atraiçoa Lee Doong-un. Mas não esquece a mulher que deixou no lado Norte da península. A reunião das famílias separadas pela Guerra da Coreia ainda não acabou. Esta é apenas uma das muitas estórias de um divórcio à força, que a Al-jazeera contou antes do reencontro de Lee com a filha.

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Viagens Cruzadas

Na Rádio Vermelho, o brasileiro  Elias Jabbour, doutorando em Geografia Humana, conta a experiência da viagem que fez, recentemente, à Coreia do Norte. Elias diz que “o povo norte-coreano é alegre e politizado”.

Enquanto alguns sonham com essa viagem a um dos países mais secretos do mundo, muitos outros tentam de lá fugir. Um grupo de nove norte-coreanos bateu ontem à porta da embaixada da Dinamarca em Hanói (Vietname). Pediram protecção e justificaram a fuga com a opressão e a fome.

Amanhã, 200 famílias separadas pela Guerra da Coreia, reencontram-se pela primeira vez em mais de 50 anos.

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A resolução do Conselho de Segurança da ONU para um futuro sem armas nucleares. Obama sabe que não vai ser fácil…

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Bill Clinton falou, vagamente, sobre a missão de libertação das duas jornalistas norte-americanas, em entrevista a Larry King. Diz que Kim Jong-il está melhor do que aquilo que muitos pensam.

Entretanto, o presidente sul-coreano disse ao mundo que ofereceu um acordo à Coreia do Norte, uma espécie de largar ou pegar. Se Pyongyang renunciar ao seu programa nuclear, pode receber em troca algumas ajudas e garantias internacionais no campo da segurança.

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Economia dos Afectos

Ontem, a Coreia do Norte “convidou” os seus cidadãos a fazerem parte de uma nova campanha de reconstrução da economia.

A ideia é chegar a 2012 – ano que se assinalam os 100 anos de nascimento de Kim Il-sung – como uma “poderosa nação”, desenvolvendo quatro sectores principais: carvão, metal, aço e transportes ferroviários.

Ao mesmo tempo, e de acordo com um grupo sul-coreano de defesa dos direitos humanos, o regime norte-coreano encerrou o maior mercado de Pyongyang, onde existiam cerca de 40 mil bancas de venda. A Coreia do Norte parece estar a querer conter a ameaça da “epidemia capitalista”. No entanto, continua a permitir – e até a estimular – os pequenos mercados de rua. O sistema central de distribuição de rações parece estar falido e, por isso, esses pequenos mercados são sempre uma oportunidade para os mais pobres poderem ter acesso a algum alimento e, assim, libertar o Estado de mais uma responsabilidade… O problema é que, nesses pontos de venda, há cada vez mais produtos importados, sobretudo DVD’s de filmes e séries sul-coreanos. É um dilema:  a Coreia do Norte tenta conter o capitalismo, mas não consegue conter a entrada da Democracia. Este é, pelo menos, o relato dos dissidentes norte-coreanos que conseguem chegar à Coreia do Sul.

A esta economia doméstica, soma-se a economia dos afectos.

Norte e Sul conseguiram, finalmente, chegar a um entendimento sobre a reinício dos encontros entre os familiares coreanos separados pela guerra. No próximo dia 26 de Setembro – e até 1 de Outubro – há 200 famílias que vão dar o primeiro abraço em muitos anos. As reuniões foram canceladas há dois anos, quando o actual presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, chegou ao poder.

As famílias vão poder pôr a conversa em dia durante seis dias, num hotel norte-coreano que fica na Montanha do Diamante. O tempo é curto para tanto tempo sem um olhar, um toque, uma comunicação. Claro que – dirão muitos – é melhor que nada. Mas não consigo sequer imaginar como seria querer falar com a minha mãe e ter de pedir autorização – e até pedinchar – ao governo.

Na Península da Coreia, os afectos ainda são uma luta diplomática.

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