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Archive for 26 de Agosto, 2009

Seul ainda não ficou definitivamente para trás, mas hoje vim até ao Sul deste fascinante país. Cada vez mais.

Uma hora de voo é quanto basta para chegar à capital industrial da Coreia do Sul: Ulsan.

A visita de um grupo de jornalistas europeus parece ter despertado a curiosidade local. À nossa espera estava uma equipa de televisão cá do sítio. Ao estilo dos paparazzi, filmaram quase todas as visitas. Mas levaram o troco e cá vai uma foto!

Tv de Bulsan

A Câmara Municipal de Ulsan foi a primeira paragem do dia. Fomos recebidos pelo presidente Bak Maeng-woo que governa a cidade-chave para o crescimento económico da Coreia do Sul. Só para dar uma ideia, no top ten das indústrias de construção naval, estão sete empresas sul-coreanas e a maior está em Ulsan: a Hyundai Heavy Industries. Mas já lá vamos porque agora é tempo para uma gargalhada.

Hoje conheci uma das pessoas mais engraçadas de toda esta viagem. Chama-se Joo Bong-Hyeon e é o vice-presidente da Câmara de Ulsan. Almoçou connosco e, logo de início, ofereceu um balão a cada um. Hilariante! Para além disso, presenteou-nos com um belo vinho de arroz. Passou o almoço todo a dizer “empty is impolite” (vazio é indelicado), e lá vinha ele encher o copo. As fotos são a prova da refeição mais divertida de todas!

Escondida no BalãoBalão Hilariante

Próxima paragem: Rio Taehwa.

Este curso de água com mais de 45 quilómetros desagua no mar do Japão e até 2002 estava completamente degradado. Em apenas dois anos, este “mar” de água doce foi revitalizado e a fauna e a flora regressaram às margens do Taehwa para um casamento perfeito entre o ambiente e a indústria pesada, em Ulsan.

Rio Taehwa

Na margem direita do Taehwa, foi criado um parque ecológico de bambu. Ali ao lado, estão algumas das maiores indústrias do mundo, mas no meio do parque as cigarras cantam, os habitantes fazem jogging e é o local ideal para namorar. E vão mais duas fotos.

Park Bambu - conjuntaMe in Bambu Park

Agora, navegar, navegar rumo à Hyundai.

Os coreanos não gostam de ouvir “iun-dai”. Dizem que a culpa é dos japoneses e que o mundo segue essa forma de dizer. Em coreano, Hyundai deve soar a “ion-dê”.

O Grupo Hyundai produz tudo e mais alguma coisa. Para além dos famosos carros, também produz roupa, navios e até tem uma agência de turismo (a única na Coreia do Sul que organiza viagens para a Coreia do Norte).

Hyundai Heavy Industries

A Hyundai foi fundada em 1946, nem a propósito, por um norte-coreano que veio para a Coreia do Sul. O nome Hyundai significa “moderno” e o fundador (que já morreu) é conhecido como Asan. No museu da Hyundai, estão os únicos pares de sapatos que Asan usou durante 30 anos!

Sapatos Asan

Hoje só visitámos a Hyundai Heavy Industries (construção naval).

No estaleiro da Hyundai trabalham mais de 25 mil pessoas com contratos efectivos mas, se contarmos com os contratos a termo, são mais de 40 mil. Desde que o cliente pede um navio de carga até ao dia da entrega, passam apenas sete meses! A Hyundai entrega um navio a cada três dias e cada um pode custar 200 milhões de euros! A imagem seguinte foi muito negociada porque não é permitido fotografar ao desbarato no estaleiro da Hyundai. Dizem que é por razões de segurança (entenda-se terrorismo) e para evitar revelar segredos aos chineses, que competem com os sul-coreanos nesta área.

Grupo na Hyundai

O dia não ficou por aqui.

Mais duas horas de autocarro para a dormida em Busan (não confundir com Ulsan).

Busan está para a Coreia do Sul como o Porto está para Portugal. É a segunda maior cidade do país, mas só amanhã posso dizer mais alguma coisa. Só sei que do meu quarto tenho uma vista lindíssima para a baía de Busan. O jantar foi à beira-mar. Peixe-cru, aguardente coreana (não sou grande fã, devo dizer) e um retrato pueril da Coreia do Sul, conduzem-me agora a um sono tranquilo.

Vista Hotel BusanPeixe CruInocência Coreana

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