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Archive for 25 de Agosto, 2009

Começo quase pelo fim, aí pelas cinco da tarde (hora de Seul, menos oito horas  em Lisboa).

Temos um mini-bus e temos o Sr. Lee, o condutor. E eu vou quase sempre a seu lado porque gosto de ver tudo,  pronto. O GPS do Sr. Lee também é uma televisão e, em plena hora de ponta, Lee estava de mãos no volante a ver em directo o lançamento do primeiro foguetão sul-coreano (que ao que parece não entrou na órbita correcta). E nem precisei de perceber coreano para entender a alegria do homem!

i-what?

Infelizmente, não consigo pôr videos no blogue porque – e aqui vai uma queixa -, apesar de estar num país que é todo high-tech, a rede da Internet no meu quarto não se aguenta e está sempre a cair (por isso hoje não há fotos). O defeito deve ser meu, claro. Assim como deve ser minha culpa o facto de ainda não ter conseguido fazer uma chamada do telemóvel que fui obrigada a alugar no aeroporto. Como estou na décima maior potência económica do mundo, o meu humilde telemóvel não funciona aqui, só os de 3ª geração. Solução: alugar um telemóvel à chegada, meter o meu cartão SIM nesse aparelho (ou seja, ficamos com o mesmo número) e rezar para perceber as teclas que vêm em coreano. No entanto, todo este esforço titânico tem sido inglório porque consigo receber chamadas mas não consigo ligar. Ando a viver à base do sms.

Feito o reparo (e já vou fazer outro mais à frente), visitei hoje a NHN (Next to Human Network), que é a maior empresa sul-coreana a operar na área da Internet. A NHN é dona do quinto maior motor de busca a nível mundial e o segundo maior a nível asiático. O Naver é o homólogo da Google. O chefe da equipa do Naver, Won Yun Sik, diz que estão a preparar-se para entrar no mercado europeu e seduzir os “googlemaníacos”. O Naver é também um portal que oferece aos utilizadores um médico. Ah pois é! Se estivermos com algum problema de saúde, basta irmos ao portal Naver e em 10 minutos (isso mesmo) teremos uma resposta clínica na ponta da língua (perdão, dos dedos).

Crescimento Verde, mas pouco

Nos céus de Seul, há sempre como que um pó fino no ar. Aquilo a que chamamos de smog (ou poluição urbana). Soube agora que grande parte desse pó vem dos lados de Pequim, uma cidade onde também já estive (por alturas do Verão) e onde se torna, por vezes, difícil respirar e ver o azul do céu.

Mas os sul-coreanos vão dando pequenos passos. Criaram a chamada Comissão para o Crescimento Verde e até o presidente Lee Myung-bak vai de bicicleta para o trabalho (é uma curta distância entre a residência oficial e o gabinete, ambos dentro do mesmo complexo).

Mas mais do que implementar medidas verdes, é preciso mudar a mentalidade das pessoas (isto aplica-se a todas as nacionalidades). O maior paradigma esteve hoje à minha frente a falar, por entre umas garfadas de Bibimbap (um prato tradicional, em que misturamos arroz, vegetais e carne).

Almoçámos com Yoo, Beom-Sik, representante do Comité para o Crescimento Verde, e todos fizeram perguntas menos eu. Até certa altura. “Quais são as atitudes verdes que toma no seu dia-a-dia?”, perguntei. “De vez em quando vou para o trabalho de metro”, respondeu. “E já agora, porque é que o ar condicionado está sempre tão forte em todos os edifícios de Seul? Onde é que está a eficiência energética?”, perguntei de braços gelados. Yoo respondeu: “já viu o calor que está lá fora, já viu o que era agora dizer às pessoas para desligarem ou diminuírem a potência do ar condicionado?”.

Cá para mim, disse-lhe, “a coisa resolvia-se com um aumento nas contas da energia. No bolso, às vezes, está a mudança”.

E para mudar de ares, amanhã apanho um voo doméstico até Ulsan (no sul da Coreia do Sul), depois durmo em Busan e na quinta-feira vou para a ilha de Jeju (quase com vista para o Japão).

Regresso à cidade encalorada de Seul na próxima sexta-feira e aqui regresso, claro, todos os dias!

Annyeong gaseyo! Adeus!

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