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Archive for Agosto, 2009

Cheguei a Seul e o computador continua a trair-me.

Quero colocar aqui as fotos de Busan e Jeju, mas agora so em Portugal. Parto daqui a poucas horas.

Ja tenho saudades…

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Ainda sem pontuacao, ando a fazer copy/paste de palavras que ja utilizei no blog (como no caso do titulo deste post).

Passo por aqui para fazer link para a noticia da Agencia Lusa:

Seul, 28 Ago (Lusa) – A Coreia do Norte e a Coreia do Sul chegaram hoje a acordo sobre o reinício dos encontros de famílias separadas pela fronteira entre os dois países, anunciou a agência sul-coreana Yonhap.

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Cheguei a ilha de Jeju. Quente, abafada e verde (como gosto).

O meu computador nao reconhece o cabo da Internet e sou obrigada a escrever num teclado coreano do hotel.

Por isso, hoje nao posso dizer muito mais. Apenas que esta tudo bem mas que nem um “til” consigo ter.

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Seul ainda não ficou definitivamente para trás, mas hoje vim até ao Sul deste fascinante país. Cada vez mais.

Uma hora de voo é quanto basta para chegar à capital industrial da Coreia do Sul: Ulsan.

A visita de um grupo de jornalistas europeus parece ter despertado a curiosidade local. À nossa espera estava uma equipa de televisão cá do sítio. Ao estilo dos paparazzi, filmaram quase todas as visitas. Mas levaram o troco e cá vai uma foto!

Tv de Bulsan

A Câmara Municipal de Ulsan foi a primeira paragem do dia. Fomos recebidos pelo presidente Bak Maeng-woo que governa a cidade-chave para o crescimento económico da Coreia do Sul. Só para dar uma ideia, no top ten das indústrias de construção naval, estão sete empresas sul-coreanas e a maior está em Ulsan: a Hyundai Heavy Industries. Mas já lá vamos porque agora é tempo para uma gargalhada.

Hoje conheci uma das pessoas mais engraçadas de toda esta viagem. Chama-se Joo Bong-Hyeon e é o vice-presidente da Câmara de Ulsan. Almoçou connosco e, logo de início, ofereceu um balão a cada um. Hilariante! Para além disso, presenteou-nos com um belo vinho de arroz. Passou o almoço todo a dizer “empty is impolite” (vazio é indelicado), e lá vinha ele encher o copo. As fotos são a prova da refeição mais divertida de todas!

Escondida no BalãoBalão Hilariante

Próxima paragem: Rio Taehwa.

Este curso de água com mais de 45 quilómetros desagua no mar do Japão e até 2002 estava completamente degradado. Em apenas dois anos, este “mar” de água doce foi revitalizado e a fauna e a flora regressaram às margens do Taehwa para um casamento perfeito entre o ambiente e a indústria pesada, em Ulsan.

Rio Taehwa

Na margem direita do Taehwa, foi criado um parque ecológico de bambu. Ali ao lado, estão algumas das maiores indústrias do mundo, mas no meio do parque as cigarras cantam, os habitantes fazem jogging e é o local ideal para namorar. E vão mais duas fotos.

Park Bambu - conjuntaMe in Bambu Park

Agora, navegar, navegar rumo à Hyundai.

Os coreanos não gostam de ouvir “iun-dai”. Dizem que a culpa é dos japoneses e que o mundo segue essa forma de dizer. Em coreano, Hyundai deve soar a “ion-dê”.

O Grupo Hyundai produz tudo e mais alguma coisa. Para além dos famosos carros, também produz roupa, navios e até tem uma agência de turismo (a única na Coreia do Sul que organiza viagens para a Coreia do Norte).

Hyundai Heavy Industries

A Hyundai foi fundada em 1946, nem a propósito, por um norte-coreano que veio para a Coreia do Sul. O nome Hyundai significa “moderno” e o fundador (que já morreu) é conhecido como Asan. No museu da Hyundai, estão os únicos pares de sapatos que Asan usou durante 30 anos!

Sapatos Asan

Hoje só visitámos a Hyundai Heavy Industries (construção naval).

No estaleiro da Hyundai trabalham mais de 25 mil pessoas com contratos efectivos mas, se contarmos com os contratos a termo, são mais de 40 mil. Desde que o cliente pede um navio de carga até ao dia da entrega, passam apenas sete meses! A Hyundai entrega um navio a cada três dias e cada um pode custar 200 milhões de euros! A imagem seguinte foi muito negociada porque não é permitido fotografar ao desbarato no estaleiro da Hyundai. Dizem que é por razões de segurança (entenda-se terrorismo) e para evitar revelar segredos aos chineses, que competem com os sul-coreanos nesta área.

Grupo na Hyundai

O dia não ficou por aqui.

Mais duas horas de autocarro para a dormida em Busan (não confundir com Ulsan).

Busan está para a Coreia do Sul como o Porto está para Portugal. É a segunda maior cidade do país, mas só amanhã posso dizer mais alguma coisa. Só sei que do meu quarto tenho uma vista lindíssima para a baía de Busan. O jantar foi à beira-mar. Peixe-cru, aguardente coreana (não sou grande fã, devo dizer) e um retrato pueril da Coreia do Sul, conduzem-me agora a um sono tranquilo.

Vista Hotel BusanPeixe CruInocência Coreana

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Começo quase pelo fim, aí pelas cinco da tarde (hora de Seul, menos oito horas  em Lisboa).

Temos um mini-bus e temos o Sr. Lee, o condutor. E eu vou quase sempre a seu lado porque gosto de ver tudo,  pronto. O GPS do Sr. Lee também é uma televisão e, em plena hora de ponta, Lee estava de mãos no volante a ver em directo o lançamento do primeiro foguetão sul-coreano (que ao que parece não entrou na órbita correcta). E nem precisei de perceber coreano para entender a alegria do homem!

i-what?

Infelizmente, não consigo pôr videos no blogue porque – e aqui vai uma queixa -, apesar de estar num país que é todo high-tech, a rede da Internet no meu quarto não se aguenta e está sempre a cair (por isso hoje não há fotos). O defeito deve ser meu, claro. Assim como deve ser minha culpa o facto de ainda não ter conseguido fazer uma chamada do telemóvel que fui obrigada a alugar no aeroporto. Como estou na décima maior potência económica do mundo, o meu humilde telemóvel não funciona aqui, só os de 3ª geração. Solução: alugar um telemóvel à chegada, meter o meu cartão SIM nesse aparelho (ou seja, ficamos com o mesmo número) e rezar para perceber as teclas que vêm em coreano. No entanto, todo este esforço titânico tem sido inglório porque consigo receber chamadas mas não consigo ligar. Ando a viver à base do sms.

Feito o reparo (e já vou fazer outro mais à frente), visitei hoje a NHN (Next to Human Network), que é a maior empresa sul-coreana a operar na área da Internet. A NHN é dona do quinto maior motor de busca a nível mundial e o segundo maior a nível asiático. O Naver é o homólogo da Google. O chefe da equipa do Naver, Won Yun Sik, diz que estão a preparar-se para entrar no mercado europeu e seduzir os “googlemaníacos”. O Naver é também um portal que oferece aos utilizadores um médico. Ah pois é! Se estivermos com algum problema de saúde, basta irmos ao portal Naver e em 10 minutos (isso mesmo) teremos uma resposta clínica na ponta da língua (perdão, dos dedos).

Crescimento Verde, mas pouco

Nos céus de Seul, há sempre como que um pó fino no ar. Aquilo a que chamamos de smog (ou poluição urbana). Soube agora que grande parte desse pó vem dos lados de Pequim, uma cidade onde também já estive (por alturas do Verão) e onde se torna, por vezes, difícil respirar e ver o azul do céu.

Mas os sul-coreanos vão dando pequenos passos. Criaram a chamada Comissão para o Crescimento Verde e até o presidente Lee Myung-bak vai de bicicleta para o trabalho (é uma curta distância entre a residência oficial e o gabinete, ambos dentro do mesmo complexo).

Mas mais do que implementar medidas verdes, é preciso mudar a mentalidade das pessoas (isto aplica-se a todas as nacionalidades). O maior paradigma esteve hoje à minha frente a falar, por entre umas garfadas de Bibimbap (um prato tradicional, em que misturamos arroz, vegetais e carne).

Almoçámos com Yoo, Beom-Sik, representante do Comité para o Crescimento Verde, e todos fizeram perguntas menos eu. Até certa altura. “Quais são as atitudes verdes que toma no seu dia-a-dia?”, perguntei. “De vez em quando vou para o trabalho de metro”, respondeu. “E já agora, porque é que o ar condicionado está sempre tão forte em todos os edifícios de Seul? Onde é que está a eficiência energética?”, perguntei de braços gelados. Yoo respondeu: “já viu o calor que está lá fora, já viu o que era agora dizer às pessoas para desligarem ou diminuírem a potência do ar condicionado?”.

Cá para mim, disse-lhe, “a coisa resolvia-se com um aumento nas contas da energia. No bolso, às vezes, está a mudança”.

E para mudar de ares, amanhã apanho um voo doméstico até Ulsan (no sul da Coreia do Sul), depois durmo em Busan e na quinta-feira vou para a ilha de Jeju (quase com vista para o Japão).

Regresso à cidade encalorada de Seul na próxima sexta-feira e aqui regresso, claro, todos os dias!

Annyeong gaseyo! Adeus!

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Quem me conhece sabe que falo mais com o coração e hoje parecia que ia explodir, tal era a emoção por estar tão perto da Coreia do Norte, daquela mesma terra impenetrável, temível e mágica que consegui pisar há três anos.  Muito ao longe, consegui captar a imagem da bandeira da República Popular Democrática da Coreia, vulgarmente conhecida como Coreia do Norte.

A bandeira norte-coreana

Confesso que senti a máquina da propaganda mais forte a Sul do que senti há três anos a Norte. Na JSA (Joint Security Area) fomos recebidos pelo sargento Frank Murillo do exército norte-americano, que está há quase dez meses destacado numa missão que, segundo o próprio, “é muito calma, quase uma brincadeira”. Murillo esteve antes no Iraque. Percebe-se.

Comandante Frank Murillo

Antes de chegarmos à linha de demarcação militar (onde ficam os edifícios azuis das Nações Unidas), o sargento Murillo deu os conselhos da praxe: não apontar para o lado norte-coreano, não gritar, não tocar nos soldados sul-coreanos e, claro, não atravessar essa linha sem regresso (quando regressar vou publicar aqui alguns dos vídeos que fiz). A típica instalação do medo, numa zona que quase parece um museu ao ar livre: extensos campos verdes, onde se aninham a cultura do arroz e algumas casas. Para andar nesta zona, fomos obrigados a usar estas faixas azuis que nos identificam como jornalistas.

A península unida num candeeiro

No caminho para o único edifício que Norte e Sul partilham (embora em momentos diferentes), vi estes candeeiros com a Península Coreana Unida. Perguntei, entretanto, ao Sgt. Murillo se se sentia, de alguma forma, invejado pelos guardas norte-coreanos. “Claro, eles olham para nós, vêem que somos fortes, temos refeições a toda a hora, temos máquinas fotográficas e ainda trazemos turistas a visitar esta área e que também têm um ar bem saudável. Por isso, claro que devem invejar-nos”, respondeu. Devo confessar que não gostei do tom de gozo da resposta porque aqueles homens do outro lado de lá da Península são mais magros e mais baixos apenas graças às atitudes de um regime egoísta e péssimo gestor de recursos.

Olhos nos olhosEstamos aqui

Já dentro do edifício azul que se fecha a Norte quando se abre a porta do lado Sul, recebemos o aviso “proibido tocar” nos soldados sul-coreanos que estavam lá dentro. Eles podem reagir. Explicaram-nos também que os soldados sul-coreanos usam óculos de sol para evitarem o contacto visual com os norte-coreanos. E, claro, sempre dão um ar mais ameaçador.

No meu bom chico-espertismo português, lá consegui colocar-me junto a uma destas rochas humanas sem lhe tocar num fio de cabelo, só para a bela da fotografia. Descobri, afinal, que nós, portugueses, temos também sempre a mania de julgar que somos ridículos, quando afinal só damos é o primeiro passo para a aventura. Todos os meus colegas europeus também tiraram fotografias junto ao dito senhor. E não doeu e nem custou nada!

Não fala não mexe não respira

Mais tranquila foi a visita seguinte, guiada pelo Tenente-Comandante Hugh Son, canadiano com raízes coreanas, que pertence à Comissão de Armistício do comando militar das Nações Unidas.

Hugh Son - o homem que guarda o portão sul-coreanoEle é, na verdade, o homem que todos os dias fica 100 metros à porta da Coreia do Norte, na estrada que liga o Sul à cidade norte-coreana de Kaesong. É lá que está o complexo industrial com as fábricas sul-coreanas que dão trabalho a milhares de norte-coreanos e é o único ponto em que Norte e Sul trabalham para um mesmo objectivo. Os funcionários sul-coreanos atravessam todos os dias essa estrada no carro do Tenente-Comandante Hugh Son e são deixados a 100 metros do portão, a partir do qual já se pisa território norte-coreano.

Através destes binóculos, no alto da colina sul-coreana do Paralelo 38, voltei a olhar para a cidade de Kaesong (que visitei há três anos) e para os símbolos que acendem e eternizam o culto da personalidade de Kim Il-sung e Kim Jong-il.

Estava lá, a Coreia do Norte, ao longe. Não pude deixar de pensar na Miss Kim, no Pak Kwang-ung, na Jo Gum-nyo, no To-tchol. Apeteceu-me tanto gritar estupidamente: tenho saudades! Está tudo bem por aí?

Só mais uma espreitadelaDo Sul a espreitar a cidade de Kaesong (Coreia do Norte)

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Visitei, finalmente, o lado Sul do Paralelo 38!

Mais tarde, venho contar pormenores. Deixo apenas agora os dois lados da zona mais militarizada do mundo.

[Há 3 anos foi assim – Coreia do Norte]        Há 3 anos foi assim do lado Norte [Hoje foi assim – Coreia do Sul]

E pensar que já estive do outro lado...

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Depois do funeral de Kim Dae-jung quis saber o que escreve a KCNA (a Agência Oficial de Notícias da Coreia do Norte) sobre o assunto, já que a delegação norte-coreana se encontrou com o presidente sul-coreano Lee Myung-bak. Não consegui. Só me aparecia uma página com um warning. Depois, tentei o Naenara (outra página apoiante do regime de Pyongyang) e levei com outro warning.

warning

Explicaram-me que, uma vez que as Coreias ainda estão tecnicamente em guerra, a Coreia do Sul não permite o acesso às páginas norte-coreanas. A publicação de livros que apoiem o regime de Pyongyang também é proibida.

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Hoje conheci a família Kim: a avó Kim Yong Ja; o pai Kim Sung-hae; a mãe Choi Kyoung-won; e o filho Kim Dong-kyu.

Família Coreana

Ao mesmo tempo que o ministro da Unificação sul-coreano, Hyun In-taek, se reunia com o chefe da delegação da Coreia do Norte, Kim Yang-gon (no primeiro diálogo de alto nível entre os dois países em dois anos), a avó Kim desfiava as memórias da Guerra da Coreia.

Kim Yong Ja, 67 anos, tinha apenas nove anos nessa altura, e já vivia no Sul da Península. Olhava para Kim Il-sung (o presidente eterno da Coreia do Norte) como um homem assustador, parecido com Hitler. Lembra-se de ter sido obrigada a abandonar a terra onde vivia, apenas com o essencial. Um dia, durante a guerra, um dos soldados norte-coreanos aproximou-se dela e deu-lhe um abraço, lavado em lágrimas. Ambos sabiam que eram, de alguma forma, irmãos.

Kim Yong Ja é uma avó como tantas outras. Após o jantar, levantou-se e foi buscar um saco de plástico com alguns presentes lá dentro: quatro pares de meias e uma camisola! Um doce de pessoa!

Meias coreanas

A avó Kim pertence à geração que defende a reunificação das Coreias. Os mais novos colocam mais reticências a esta ideia, porque temem as consequências económicas da união. O Sul, mais rico, teria de suportar e inverter a pobreza norte-coreana, o que poderia afectar a qualidade de vida dos habitantes da décima maior potência económica do mundo.

Ontem, na Universidade de Yonsei, assisti a um debate aceso entre os estudantes sobre esta questão. Por exemplo, Hyo-Chang Kim, 22 anos, estudante de engenharia electrónica, dizia que não queria ter nada a ver com o Norte e que desejava mesmo que os vizinhos norte-coreanos desaparecessem do mapa. Mais tarde, reconheceu que tinha exagerado, no calor do momento, mas mantinha a posição contra a reunificação.

Rita2

Pelo contrário,  Sue Hye Park, 21 anos, disse ser a favor da reunificação porque os avós deixaram família na Coreia do Norte e sofrem com a separação. No entanto, também reconheceu que os sul-coreanos não estão preparados para assumir as consequências de um divórcio tão longo, que gerou diferenças abissais entre Norte e Sul.

Rita1

As fotografias em que apareço com os estudantes foram tiradas pelo meu colega Jakub Adamuwicz, do jornal Luxemburger Wort (thank you).

Para de além de Jakub, há mais colegas europeus nesta viagem onde tenho aprendido imenso sobre a sociedade sul-coreana. Aqui ficam os nomes da malta que aparece na foto: da Áustria, Joseph Kirchengast (Der Standard); da Estónia, Andres Kuusk (ETV, Estonian National Television), da Polónia, Dominika Pszczolkowska-Moscicka (Gazeta Wyborcza); da Roménia, Carmen Gavrila (Romanian National Radio); e de Itália, Maria Laura Franciosi e Valentina Bonaccorso (European Journalism Center).

Seoul1

Amanhã, Domingo, os sul-coreanos vão acenar um último adeus ao antigo presidente Kim Dae-jung e sente-se uma brisa de mudança.

A visita dos norte-coreanos a Seul deveria ter acabado hoje, um dia antes do funeral. Mas o ministro sul-coreano da Unificação disse que o regresso da delegação norte-coreana a Pyongyang “podia vir a ser adiado”, isto depois de um encontro  de hora e meia com Kim Yang-gon, membro do Partido dos Trabalhadores. Parece que os norte-coreanos pediram um encontro com o presidente sul-coreano Lee Myung-bak.

Aos jornalistas, o norte-coreano Kim Yang-gon disse que sentiu em Seul a “necessidade de melhorar as relações entre Norte e Sul”.

Está dada a mensagem.

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A menina Dorothy e o Feiticeiro de Oz da Coreia do Sul!

Instantâneo Matinal

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O dia foi muito produtivo mas extenuante. Por fim, uma merecida KGB.

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Há cerca de um ano, falei aqui do livro “Os Aquários de Pyongyang” e, nessa altura, estava muito longe de imaginar que algum dia viria a falar com o seu autor.

Pois bem, esta noite, jantei com Kang Chol-hwan, o próprio. Em 1977, aos nove anos, Kang foi condenado a dez anos de trabalhos forçados, com base num crime de desobediência política que o avô alegadamente cometeu. Ora, como Kang contou esta noite, na Coreia do Norte, quando alguém comete um crime, todos os membros da família são condenados. Kang passou fome ao mesmo tempo que era obrigado a trabalhar de sol a sol.

Os aquários aparecem no livro porque, antes de ser considerado como um traidor, Kang tinha um aquário enorme com muitos peixes dourados, na sua casa em Pyongyang (a família fazia parte da elite norte-coreana). Quando lhe disseram que ia para o campo de Yodok, Kang nem percebeu bem o que lhe estava a acontecer. Apenas fez birra para levar os peixes consigo. E conseguiu. Porém, a chegada de Kang ao campo de trabalhos forçados ficou assinalada pela morte dos peixes que não resistiram à viagem. O desgosto agarrou-se à pele. Durante dez anos, Kang foi como um peixe dentro de um aquário do qual não conseguia sair.

Kang Chol-hwan - aquario 2

Em 1991, fugiu, finalmente, para a China e um ano depois chegou à Coreia do Sul, onde agora trabalha como jornalista.

Hoje, a Coreia do Norte anunciou que vai fazer-se representar nas cerimónias fúnebres de Kim Dae-jung. Aqui em Seul, esse anúncio está a ser visto como uma grande oportunidade para adoçar o tom azedo dos últimos tempos entre as Coreias, mas Kang Chol-hwan acredita que esta é mais uma manobra de diversão do regime de Pyongyang.

Kang aceitou ser fotografado com a versão portuguesa do meu (que é seu) livro na mão!

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O dia tem sido muito bom em matéria de contactos.

Professor Kang ChoiDe manhã, estive em dois seminários na Korea Press Foundation e conheci o professor Kang Choi, do Institute of Foreign Affairs and National Security. Kang disse que, apesar do burburinho do nuclear, a crise económica e o emprego são as questões que preocupam mais os sul-coreanos. De qualquer forma, sublinhou que a reunificação da península depende do ponto final da Coreia do Norte em relação ao programa nuclear. Seul já vai herdar o fardo do choque cultural e económico, por isso, disse, não precisa da dor de cabeça nuclear.

Luto Nacional

Depois do almoço, fui até à Assembleia Nacional onde se fazem os preparativos para o funeral do antigo presidente sul-coreano Kim Dae-jung, que se realiza no Domingo. Nos corredores do parlamento, muitos funcionários vestem-se de preto, porque Kim era visto por muitos como um grande líder político. Cartaz Kim Dae-jung

Para a história fica o encontro com Kim Jong-il em 2000, onde ambos assinaram um acordo que incrementou a reconciliação nacional, arrefeceu as tensões militares e fez aumentar a cooperação económica. Também muito importante foi o facto dessa histórica reunião ter facilitado o reencontro de famílias separadas à força pela guerra. Nos corredores do parlamento sul-coreano, há vários cartazes com a imagem do Nobel Kim Dae-jung.

O “Eterno Perdedor”

Entretanto, conheci uma figura política que dá quase uma estória para um livro: Lee Hoi Chang, do partido da oposição Liberty Forward Party. Lee bem podia ter o cognome de “Eterno Perdedor”.

Eterno perdedorJá foi por três vezes candidato à presidência, uma delas, precisamente, contra o falecido Kim Dae-jung, onde perdeu por uma margem mínima de 1,6 por cento . Em 2002, voltou a tentar e voltou a perder, desta vez para Roh Moo-hyun.

Persistente, é o que no mínimo se pode dizer, em 2007, voltou à carga para um combate de Lee vs Lee. Lee Hoi Chang perdeu, novamente, para Lee Myung-bak do GNP (Grand National Party). Ou seja, este homem esteve sempre quase para ser, mas nunca foi. No entanto, sinto-me uma privilegiada por ter tido a oportunidade de estar com aquele-que-foi-quase-o-presidente-da-Coreia-do -Sul. E Lee não descartou uma quarta tentativa. Fantástico!

Paz e Cabelos

Ainda nesta jornada parlamentar, descobri que há uma barbearia para os senhores deputados e um cabeleireiro para as senhoras deputadas dentro da Assembleia Nacional.Cabeleireiro

Só me deixaram fotografar da porta porque não deve ser de bom tom ver os senhores parlamentares a fazerem uma mise ou uma permanente.

Para mim, esta descoberta é surpreendente porque, tanto quanto sei, não há disto em Portugal, embora admita a minha ignorância perante os serviços disponíveis em São Bento, na Assembleia da República.

E para terminar, deixo mais uma fotografia em que estou com a tradutora Amy Lee. Importantíssima para quebrar a barreira linguística, Amy tem feito um trabalho notável. Para além de hiper competente é também muito simpática e sugeriu este gesto de Paz para a fotografia. Peace and love!

Peace

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Deixo estes primeiros retratos nocturnos para ir prestar contas ao sono.

As fotos podiam estar melhor, mas as minhas objectivas já não conseguem focar bem. Amanhã será outro dia!

Refeição Coreana

[A típica refeição coreana onde não falta o Kimchi]

Velocidade Nocturna[Velocidade também tipicamente coreana]

Repuxos[Os miúdos matam o calor num repuxo luminoso – 22 horas]

Lugar à sombra[Alguém quer um lugar à sombra da lua?]

Lotação Esgotada[Hum…não me parece. A lotação de Seul by night está esgotada]

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Aterragem: 11h40

Temperatura Exterior: 28ºC

Estou partida. Mal dormi. Atravessei a Sibéria, sobrevoei Pequim e cheguei, finalmente, a Seul.

[Foto: Rita Colaço / Portagem à entrada de Seul]Portagem Seul

Logo à chegada vejo uma publicidade a um casino com a frase Players Paradise. Achei curioso.

É que a vizinha Coreia do Norte apresenta-se ao mundo como um Workers Paradise.

Aqui já são quase três da tarde e a malta ainda a acordar em Lisboa…que paraíso!

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Já estou em Amesterdão, na porta de embarque F3, e faço este post à pressa só para partilhar uma tristeza, que é também uma surpresa.

Preciso de pastilhas elásticas para andar de avião quase como de água para sobreviver.

Em Lisboa, as pressas deram no esquecimento e já na descida para a terra das túlipas sofri com a pressão a bom sofrer. “Bem”, pensei, “a coisa resolve-se lá em baixo quando aterrar”. Contentinha da vida, fui comprar uma revista, depois olhei, olhei, olhei e nada.

“Sorry, do you have chewing gum?”, perguntei sempre a pensar que eu é que não estava a ver nada.

“You won’t find it anymore in this airport”, respondeu-me uma senhora que não deve ter acordado nos melhores dias.

Claro que julguei que a senhora não estava boa da cabeça. Mais à frente parei noutro local e outro senhor respondeu o mesmo: não há pastilhas elásticas à venda neste aeroporto! Perguntei porquê e obtive esta bela resposta que traduzo já de rajada: “porque as pessoas são muito porcas, colam as pastilhas em todo o lado e assim foi criada esta regra”! Ora toma! Será da gripe?

Pronto, depressinha, depressinha, que Seul já me espera!

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Depois de passar pelas filas de um aeroporto cada vez mais estafado – entenda-se Lisboa -, arranjei um lugar de espera junto à porta de embarque nº15.

Dou por mim a ver as últimas da Coreia e descubro que morreu o antigo presidente sul-coreano Kim Dae-jung.

Falei do Nobel da Paz aqui.

Agora, espera-me um voo de três horas até Amesterdão, depois mais 11 horas até Seul…ufa…que seca! Até lá!

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a minha malaAmanhã vou partir para mais uma aventura coreana.

Desta vez, fico-me apenas pelo Sul da península mas vou estar muito perto do Norte quando visitar a Zona Desmilitarizada (DMZ) e estiver a escassos centímetros do solo que pisei há três anos.

Vou estar quase duas semanas na Coreia do Sul, numa viagem com outros jornalistas europeus, centrada em temas como: as relações entre a Europa e a Coreia; a questão do nuclear; e a reunificação da Península Coreana. Vou, ainda, encontrar-me com estudantes, políticos, empresários e jornalistas coreanos.

A estadia vai ser agitada mas prometo partilhá-la neste blog.

Viajem comigo neste “Regresso à Península”!

Nota: a poucas horas da minha viagem é bom ler notícias como esta publicada ontem pela Lusa:

A Coreia do Norte aceitou hoje retomar as viagens entre as duas Coreias, aligeirar os controlos fronteiriços com a Coreia do Sul e aumentar o número de reuniões familiares, segundo um acordo bilateral citado pela agência oficial norte-coreana.
Este acordo surge na sequência de uma reunião em Pyongyang entre o presidente norte-coreano, Kim Jong-Il, e a presidente do grupo automóvel sul-coreano Hyundai, Hyun Jung-Eun, indicou a agência oficial norte-coreana KCNA.

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Roupinhas do pior!

De férias, regada por um branco Tranquilo do Alentejo, descubro que Kim Jong-il foi eleito como o homem mais mal vestido do mundo. Escreve a Time, citando a Agência EFE.

Também não admira…

Bonito Kim

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Postas do Oriente

Postas do Oriente

Há dias, chegou-me uma bela posta ao meu email que, com simples temperos, oferece um paladar visual eficaz.

São as “Postas do Oriente” de Rui Canastro, que viveu dois anos em Pequim e resolveu criar este projecto:

O Postas do Oriente tem como único propósito atrair a atenção do mundo lusófono para com o ainda por muitos desconhecido mas cada vez mais influente continente asiático.

Para tal fim reúne e divulga neste espaço um conjunto de blogs escritos na língua portuguesa de autores que se encontram a residir em paragens orientais ou ainda aqueles cujas temáticas se centram essencialmente nesta zona do planeta.

Utilizando como ferramenta o Google Reader, apresenta como principal funcionalidade a disponibilização de uma lista actualizada em tempo real dos links das últimas 50 actualizações dos blogs constantes da selecção do Postas do Oriente, sendo expectável que permita o acompanhamento de diferentes opiniões sobre determinados assuntos e que contribua para o debate de ideias.

A lista de blogs participantes pretende-se maior e cada vez mais diversificada pelo que o seu sucesso só será possível com a contribuição de todos, tanto na divulgação do espaço como também na sugestão de novos blogs.

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“Um péssimo trabalho”

flowers to mr.bill

Christopher Hitchens é jornalista, escritor e colunista da Vanity Fair e da revista Slate.

Para ele, a visita de Bill Clinton à Coreia do Norte não passou de um “péssimo trabalho”.

A Terra Magazine traduziu o texto que Hitchens escreveu para a Slate:

SERÁ QUE A VISITA DE BILL CLINTON À COREIA DO NORTE VALEU A PENA? DE JEITO NENHUM.

Gostaria de atentar para um pequeno detalhe sobre o acontecido com Laura Ling e Euna Lee, as duas jornalistas americanas que foram presas sem justificativa, detidas ilegalmente e libertadas aleatoriamente pela família criminosa que controla o norte da península coreana: a mesma família que trata seus habitantes como escravos-prisioneiros e todos os vizinhos como reféns, na mira de seus mísseis.

As duas jovens foram presas em março e libertadas em agosto. Isso significa que passaram quase meio ano em prisões norte-coreanas. Ainda assim, a julgar pelas fotos divulgadas que as mostram chegando em solo americano, elas mantinham a mesma aparência física de quando foram presas ilegalmente.

Eu, no entanto, passei bem menos tempo desfrutando da honrosa hospitalidade norte-coreana e mesmo assim perdi peso. A estatística surpreendente e amplamente divulgada sobre a Coreia do Norte é que seus cidadãos são em média cinco centímetros mais baixos do que os sul-coreanos. E mesmo sendo “em média” – o número é observado inclusive em soldados norte-coreanos. Quando se chega a medir esse déficit de crescimento dos filhos da última geração que passou fome no país, a situação se mostra ainda mais preocupante.(…)

(para ler o resto é só clicar aqui)

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Mais um perdão!

A visita de Bill Clinton parece ter mesmo inspirado Kim Jong-il.

Depois de, aparentemente, ter dado sinais de querer melhorar as relações com os Estados Unidos, agora lê-se no Último Segundo:

Seul, 11 ago (EFE).- A Coreia do Norte planeja libertar ainda hoje um trabalhador sul-coreano detido no final de março, segundo informou a rede de TV local “YTN”.

A informação sobre a iminente libertação, dada ao canal por uma fonte na Coreia do Norte, surge no segundo dia da visita a Pyongyang da presidente do Grupo Hyundai, Hyun Jung-eun, para negociar a libertação do detido.

Antes de cruzar ontem a fronteira para uma viagem de três dias, Hyun disse que faria todos os esforços para retornar com o homem, detido em 30 de março no complexo industrial de Kaesong.

A presidente da montadora sul-coreana, que se reuniu com Kim Jong-il em 2005 e 2007, deve ter hoje um novo encontro com o ditador norte-coreano, segundo a “YTN”.

Por ser presidente da Hyundai Asam e chefe direto de Yu, Cho Kun-shik, que tinha previsto viajar hoje ao parque industrial conjunto da cidade norte-coreana de Kaesong, decidiu cancelar a viagem à espera do resultado da visita de Hyun.

Pyongyang deteve no final de março um funcionário de 44 anos da empresa Hyundai Asam, acusado de ter criticado a Coreia do Norte e tentado convencer uma norte-coreana a desertar.

Desde que foi detido, o funcionário da Hyundai não foi autorizado a ter contato com o exterior.

Seul, 11 ago (EFE).- A Coreia do Norte planeja libertar ainda hoje um trabalhador sul-coreano detido no final de março, segundo informou a rede de TV local “YTN”.

A informação sobre a iminente libertação, dada ao canal por uma fonte na Coreia do Norte, surge no segundo dia da visita a Pyongyang da presidente do Grupo Hyundai, Hyun Jung-eun, para negociar a libertação do detido.

Antes de cruzar ontem a fronteira para uma viagem de três dias, Hyun disse que faria todos os esforços para retornar com o homem, detido em 30 de março no complexo industrial de Kaesong.

A presidente da montadora sul-coreana, que se reuniu com Kim Jong-il em 2005 e 2007, deve ter hoje um novo encontro com o ditador norte-coreano, segundo a “YTN”.

Por ser presidente da Hyundai Asam e chefe direto de Yu, Cho Kun-shik, que tinha previsto viajar hoje ao parque industrial conjunto da cidade norte-coreana de Kaesong, decidiu cancelar a viagem à espera do resultado da visita de Hyun.

Pyongyang deteve no final de março um funcionário de 44 anos da empresa Hyundai Asam, acusado de ter criticado a Coreia do Norte e tentado convencer uma norte-coreana a desertar.

Desde que foi detido, o funcionário da Hyundai não foi autorizado a ter contato com o exterior.

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BE045151

Para desanuviar destes últimos dias, proponho o estudo “Historical images at a glance: North Korea in American editorial cartoons”, publicado no Outono de 2002, mas que se pode ler na íntegra na BNET.

É um documento que analisa os cartoons que foram publicados na imprensa norte-americana em três momentos distintos: durante a Guerra da Coreia (1950-53); em 1968, após a captura do El Pueblo (barco norte-americano) por parte dos norte-coreanos; e a morte de dois soldados norte-americanos pela Coreia do Norte, na zona desmilitarizada, em Agosto de 1976.

Como grande conclusão, lê-se que:

This study showed that editorial cartoonists did not use historical elements frequently to explain contemporary issues. The cartoonists’ methods were limited to “communication of the quick.”

Seguem-se cartoons mais recentes de Cameron Cardow, do Canadá.

kim jong-il cartoon

kim and bill

Historical images at a glance: North Korea in American editorial cartoons

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Dias Invisíveis

rua pyongyang

A viagem que Sara Wang fez durante quatro dias à Coreia do Norte não ficou registada no passaporte.

É sempre bom ler mais uma experiência no país mais secreto do mundo, mas confesso que começo a ficar farta daquelas descrições que põem todos magros menos Kim Jong-il:

The women wore silk blouses, nice skirts, and high heels, and the men were decked out in good T-shirts, which sometimes showed off their big bellies.

They were the only fat North Koreans that I saw on the trip. The people in the streets of Pyongyang and Kaesong were often downright skinny. In Pyongyang, I had my picture taken with two elementary-school boys in Kim Il-Sung Square, and I could clearly feel their ribs when I put my hands on their backs.

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Libertação humanitária

A partir de Washington, a jornalista  Rita Siza, do Público, publica a discussão que se seguiu à libertação das jornalistas Euna Lee e Laura Ling:

A viagem de Clinton a Pyongyang, insiste a Administração Obama, foi uma empresa pessoal e inserida no trabalho humanitário do antigo Presidente – os Estados Unidos não têm relações diplomáticas com a Coreia do Norte e recusam reabrir esse canal enquanto Kim Jong-il não se sentar à mesa das negociações a seis sobre o armamento nuclear (EUA e Coreia do Norte mais China, Rússia, Coreia do Sul e Japão).

(…)

Alguns comentadores notavam que o Presidente Obama poderá “explorar” a boa vontade demonstrada por ambas as partes no processo de libertação das jornalistas, nomeadamente para cativar o regime norte-coreano a concordar com o reatamento das conversações regionais. O desafio, para os americanos, é envolver a Coreia do Norte sem recompensar o seu mau comportamento e sem assumir preponderância perante os seus parceiros nas negociações.

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kcna

Este é o resumo da visita de Bill Clinton, publicado na KCNA (agência oficial de notícias da Coreia do Norte).

É uma versão que a administração Obama já negou, dizendo que Clinton esteve em Pyongyang a título pessoal e que não pediu desculpas a Kim Jong-il em nome do governo norte-americano.

Former U.S. President Bill Clinton and his party visited the Democratic People’s Republic of Korea from August 4 to 5.

Kim Jong Il, general secretary of the Workers’ Party of Korea and chairman of the National Defence Commission of the DPRK, met with Bill Clinton and his party.

During their stay Clinton and his party paid a courtesy call on Kim Yong Nam, president of the Presidium of the Supreme People’s Assembly.

Clinton expressed words of sincere apology to Kim Jong Il for the hostile acts committed by the two American journalists against the DPRK after illegally intruding into it. Clinton courteously conveyed to Kim Jong Il an earnest request of the U.S. government to leniently pardon them and send them back home from a humanitarian point of view.

The meetings had candid and in-depth discussions on the pending issues between the DPRK and the U.S. in a sincere atmosphere and reached a consensus of views on seeking a negotiated settlement of them.

Kim Jong Il issued an order of the Chairman of the DPRK National Defence Commission on granting a special pardon to the two American journalists who had been sentenced to hard labor in accordance with Article 103 of the Socialist Constitution and releasing them.

Clinton courteously conveyed a verbal message of U.S. President Barack Obama expressing profound thanks for this and reflecting views on ways of improving the relations between the two countries.

The measure taken to release the American journalists is a manifestation of the DPRK’s humanitarian and peaceloving policy.

The DPRK visit of Clinton and his party will contribute to deepening the understanding between the DPRK and the U.S. and building the bilateral confidence.

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140 dias depois

Depois do regresso das jornalistas a casa, agora os analistas fazem contas aos argumentos usados por Bill Clinton para conseguir a libertação de Euna Lee e Laura Ling. Discutem também se este momento pode significar a abertura de uma nova era nas relações entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte.

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O reencontro

abraços

jornalistas

Foi um reencontro arrepiante!

Laura Ling falou também em nome de Euna Lee:

“Há 30 horas estávamos presas na Coreia do Norte e íamos ser levadas para um campo de trabalho. Disseram-nos que íamos primeiro ter um encontro. Quando vimos Bill Clinton ficámos extasiadas”.

“O pesadelo das nossas vidas chegou ao fim”.

Elas já regressaram a casa.

Agora fala Obama no jardim da Casa Branca em Washington. Diz que Bill Clinton fez um trabalho extraordinário!

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O regresso

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As jornalistas e Bill Clinton acabaram de aterrar no aeroporto de Burbank, Califórnia, Estados Unidos.

Ainda estão dentro do avião. Estou a ver tudo através da CNN.

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