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Archive for Agosto, 2009

Cheguei a Seul e o computador continua a trair-me.

Quero colocar aqui as fotos de Busan e Jeju, mas agora so em Portugal. Parto daqui a poucas horas.

Ja tenho saudades…

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Ainda sem pontuacao, ando a fazer copy/paste de palavras que ja utilizei no blog (como no caso do titulo deste post).

Passo por aqui para fazer link para a noticia da Agencia Lusa:

Seul, 28 Ago (Lusa) – A Coreia do Norte e a Coreia do Sul chegaram hoje a acordo sobre o reinício dos encontros de famílias separadas pela fronteira entre os dois países, anunciou a agência sul-coreana Yonhap.

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Cheguei a ilha de Jeju. Quente, abafada e verde (como gosto).

O meu computador nao reconhece o cabo da Internet e sou obrigada a escrever num teclado coreano do hotel.

Por isso, hoje nao posso dizer muito mais. Apenas que esta tudo bem mas que nem um “til” consigo ter.

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Seul ainda não ficou definitivamente para trás, mas hoje vim até ao Sul deste fascinante país. Cada vez mais.

Uma hora de voo é quanto basta para chegar à capital industrial da Coreia do Sul: Ulsan.

A visita de um grupo de jornalistas europeus parece ter despertado a curiosidade local. À nossa espera estava uma equipa de televisão cá do sítio. Ao estilo dos paparazzi, filmaram quase todas as visitas. Mas levaram o troco e cá vai uma foto!

Tv de Bulsan

A Câmara Municipal de Ulsan foi a primeira paragem do dia. Fomos recebidos pelo presidente Bak Maeng-woo que governa a cidade-chave para o crescimento económico da Coreia do Sul. Só para dar uma ideia, no top ten das indústrias de construção naval, estão sete empresas sul-coreanas e a maior está em Ulsan: a Hyundai Heavy Industries. Mas já lá vamos porque agora é tempo para uma gargalhada.

Hoje conheci uma das pessoas mais engraçadas de toda esta viagem. Chama-se Joo Bong-Hyeon e é o vice-presidente da Câmara de Ulsan. Almoçou connosco e, logo de início, ofereceu um balão a cada um. Hilariante! Para além disso, presenteou-nos com um belo vinho de arroz. Passou o almoço todo a dizer “empty is impolite” (vazio é indelicado), e lá vinha ele encher o copo. As fotos são a prova da refeição mais divertida de todas!

Escondida no BalãoBalão Hilariante

Próxima paragem: Rio Taehwa.

Este curso de água com mais de 45 quilómetros desagua no mar do Japão e até 2002 estava completamente degradado. Em apenas dois anos, este “mar” de água doce foi revitalizado e a fauna e a flora regressaram às margens do Taehwa para um casamento perfeito entre o ambiente e a indústria pesada, em Ulsan.

Rio Taehwa

Na margem direita do Taehwa, foi criado um parque ecológico de bambu. Ali ao lado, estão algumas das maiores indústrias do mundo, mas no meio do parque as cigarras cantam, os habitantes fazem jogging e é o local ideal para namorar. E vão mais duas fotos.

Park Bambu - conjuntaMe in Bambu Park

Agora, navegar, navegar rumo à Hyundai.

Os coreanos não gostam de ouvir “iun-dai”. Dizem que a culpa é dos japoneses e que o mundo segue essa forma de dizer. Em coreano, Hyundai deve soar a “ion-dê”.

O Grupo Hyundai produz tudo e mais alguma coisa. Para além dos famosos carros, também produz roupa, navios e até tem uma agência de turismo (a única na Coreia do Sul que organiza viagens para a Coreia do Norte).

Hyundai Heavy Industries

A Hyundai foi fundada em 1946, nem a propósito, por um norte-coreano que veio para a Coreia do Sul. O nome Hyundai significa “moderno” e o fundador (que já morreu) é conhecido como Asan. No museu da Hyundai, estão os únicos pares de sapatos que Asan usou durante 30 anos!

Sapatos Asan

Hoje só visitámos a Hyundai Heavy Industries (construção naval).

No estaleiro da Hyundai trabalham mais de 25 mil pessoas com contratos efectivos mas, se contarmos com os contratos a termo, são mais de 40 mil. Desde que o cliente pede um navio de carga até ao dia da entrega, passam apenas sete meses! A Hyundai entrega um navio a cada três dias e cada um pode custar 200 milhões de euros! A imagem seguinte foi muito negociada porque não é permitido fotografar ao desbarato no estaleiro da Hyundai. Dizem que é por razões de segurança (entenda-se terrorismo) e para evitar revelar segredos aos chineses, que competem com os sul-coreanos nesta área.

Grupo na Hyundai

O dia não ficou por aqui.

Mais duas horas de autocarro para a dormida em Busan (não confundir com Ulsan).

Busan está para a Coreia do Sul como o Porto está para Portugal. É a segunda maior cidade do país, mas só amanhã posso dizer mais alguma coisa. Só sei que do meu quarto tenho uma vista lindíssima para a baía de Busan. O jantar foi à beira-mar. Peixe-cru, aguardente coreana (não sou grande fã, devo dizer) e um retrato pueril da Coreia do Sul, conduzem-me agora a um sono tranquilo.

Vista Hotel BusanPeixe CruInocência Coreana

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Começo quase pelo fim, aí pelas cinco da tarde (hora de Seul, menos oito horas  em Lisboa).

Temos um mini-bus e temos o Sr. Lee, o condutor. E eu vou quase sempre a seu lado porque gosto de ver tudo,  pronto. O GPS do Sr. Lee também é uma televisão e, em plena hora de ponta, Lee estava de mãos no volante a ver em directo o lançamento do primeiro foguetão sul-coreano (que ao que parece não entrou na órbita correcta). E nem precisei de perceber coreano para entender a alegria do homem!

i-what?

Infelizmente, não consigo pôr videos no blogue porque – e aqui vai uma queixa -, apesar de estar num país que é todo high-tech, a rede da Internet no meu quarto não se aguenta e está sempre a cair (por isso hoje não há fotos). O defeito deve ser meu, claro. Assim como deve ser minha culpa o facto de ainda não ter conseguido fazer uma chamada do telemóvel que fui obrigada a alugar no aeroporto. Como estou na décima maior potência económica do mundo, o meu humilde telemóvel não funciona aqui, só os de 3ª geração. Solução: alugar um telemóvel à chegada, meter o meu cartão SIM nesse aparelho (ou seja, ficamos com o mesmo número) e rezar para perceber as teclas que vêm em coreano. No entanto, todo este esforço titânico tem sido inglório porque consigo receber chamadas mas não consigo ligar. Ando a viver à base do sms.

Feito o reparo (e já vou fazer outro mais à frente), visitei hoje a NHN (Next to Human Network), que é a maior empresa sul-coreana a operar na área da Internet. A NHN é dona do quinto maior motor de busca a nível mundial e o segundo maior a nível asiático. O Naver é o homólogo da Google. O chefe da equipa do Naver, Won Yun Sik, diz que estão a preparar-se para entrar no mercado europeu e seduzir os “googlemaníacos”. O Naver é também um portal que oferece aos utilizadores um médico. Ah pois é! Se estivermos com algum problema de saúde, basta irmos ao portal Naver e em 10 minutos (isso mesmo) teremos uma resposta clínica na ponta da língua (perdão, dos dedos).

Crescimento Verde, mas pouco

Nos céus de Seul, há sempre como que um pó fino no ar. Aquilo a que chamamos de smog (ou poluição urbana). Soube agora que grande parte desse pó vem dos lados de Pequim, uma cidade onde também já estive (por alturas do Verão) e onde se torna, por vezes, difícil respirar e ver o azul do céu.

Mas os sul-coreanos vão dando pequenos passos. Criaram a chamada Comissão para o Crescimento Verde e até o presidente Lee Myung-bak vai de bicicleta para o trabalho (é uma curta distância entre a residência oficial e o gabinete, ambos dentro do mesmo complexo).

Mas mais do que implementar medidas verdes, é preciso mudar a mentalidade das pessoas (isto aplica-se a todas as nacionalidades). O maior paradigma esteve hoje à minha frente a falar, por entre umas garfadas de Bibimbap (um prato tradicional, em que misturamos arroz, vegetais e carne).

Almoçámos com Yoo, Beom-Sik, representante do Comité para o Crescimento Verde, e todos fizeram perguntas menos eu. Até certa altura. “Quais são as atitudes verdes que toma no seu dia-a-dia?”, perguntei. “De vez em quando vou para o trabalho de metro”, respondeu. “E já agora, porque é que o ar condicionado está sempre tão forte em todos os edifícios de Seul? Onde é que está a eficiência energética?”, perguntei de braços gelados. Yoo respondeu: “já viu o calor que está lá fora, já viu o que era agora dizer às pessoas para desligarem ou diminuírem a potência do ar condicionado?”.

Cá para mim, disse-lhe, “a coisa resolvia-se com um aumento nas contas da energia. No bolso, às vezes, está a mudança”.

E para mudar de ares, amanhã apanho um voo doméstico até Ulsan (no sul da Coreia do Sul), depois durmo em Busan e na quinta-feira vou para a ilha de Jeju (quase com vista para o Japão).

Regresso à cidade encalorada de Seul na próxima sexta-feira e aqui regresso, claro, todos os dias!

Annyeong gaseyo! Adeus!

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Quem me conhece sabe que falo mais com o coração e hoje parecia que ia explodir, tal era a emoção por estar tão perto da Coreia do Norte, daquela mesma terra impenetrável, temível e mágica que consegui pisar há três anos.  Muito ao longe, consegui captar a imagem da bandeira da República Popular Democrática da Coreia, vulgarmente conhecida como Coreia do Norte.

A bandeira norte-coreana

Confesso que senti a máquina da propaganda mais forte a Sul do que senti há três anos a Norte. Na JSA (Joint Security Area) fomos recebidos pelo sargento Frank Murillo do exército norte-americano, que está há quase dez meses destacado numa missão que, segundo o próprio, “é muito calma, quase uma brincadeira”. Murillo esteve antes no Iraque. Percebe-se.

Comandante Frank Murillo

Antes de chegarmos à linha de demarcação militar (onde ficam os edifícios azuis das Nações Unidas), o sargento Murillo deu os conselhos da praxe: não apontar para o lado norte-coreano, não gritar, não tocar nos soldados sul-coreanos e, claro, não atravessar essa linha sem regresso (quando regressar vou publicar aqui alguns dos vídeos que fiz). A típica instalação do medo, numa zona que quase parece um museu ao ar livre: extensos campos verdes, onde se aninham a cultura do arroz e algumas casas. Para andar nesta zona, fomos obrigados a usar estas faixas azuis que nos identificam como jornalistas.

A península unida num candeeiro

No caminho para o único edifício que Norte e Sul partilham (embora em momentos diferentes), vi estes candeeiros com a Península Coreana Unida. Perguntei, entretanto, ao Sgt. Murillo se se sentia, de alguma forma, invejado pelos guardas norte-coreanos. “Claro, eles olham para nós, vêem que somos fortes, temos refeições a toda a hora, temos máquinas fotográficas e ainda trazemos turistas a visitar esta área e que também têm um ar bem saudável. Por isso, claro que devem invejar-nos”, respondeu. Devo confessar que não gostei do tom de gozo da resposta porque aqueles homens do outro lado de lá da Península são mais magros e mais baixos apenas graças às atitudes de um regime egoísta e péssimo gestor de recursos.

Olhos nos olhosEstamos aqui

Já dentro do edifício azul que se fecha a Norte quando se abre a porta do lado Sul, recebemos o aviso “proibido tocar” nos soldados sul-coreanos que estavam lá dentro. Eles podem reagir. Explicaram-nos também que os soldados sul-coreanos usam óculos de sol para evitarem o contacto visual com os norte-coreanos. E, claro, sempre dão um ar mais ameaçador.

No meu bom chico-espertismo português, lá consegui colocar-me junto a uma destas rochas humanas sem lhe tocar num fio de cabelo, só para a bela da fotografia. Descobri, afinal, que nós, portugueses, temos também sempre a mania de julgar que somos ridículos, quando afinal só damos é o primeiro passo para a aventura. Todos os meus colegas europeus também tiraram fotografias junto ao dito senhor. E não doeu e nem custou nada!

Não fala não mexe não respira

Mais tranquila foi a visita seguinte, guiada pelo Tenente-Comandante Hugh Son, canadiano com raízes coreanas, que pertence à Comissão de Armistício do comando militar das Nações Unidas.

Hugh Son - o homem que guarda o portão sul-coreanoEle é, na verdade, o homem que todos os dias fica 100 metros à porta da Coreia do Norte, na estrada que liga o Sul à cidade norte-coreana de Kaesong. É lá que está o complexo industrial com as fábricas sul-coreanas que dão trabalho a milhares de norte-coreanos e é o único ponto em que Norte e Sul trabalham para um mesmo objectivo. Os funcionários sul-coreanos atravessam todos os dias essa estrada no carro do Tenente-Comandante Hugh Son e são deixados a 100 metros do portão, a partir do qual já se pisa território norte-coreano.

Através destes binóculos, no alto da colina sul-coreana do Paralelo 38, voltei a olhar para a cidade de Kaesong (que visitei há três anos) e para os símbolos que acendem e eternizam o culto da personalidade de Kim Il-sung e Kim Jong-il.

Estava lá, a Coreia do Norte, ao longe. Não pude deixar de pensar na Miss Kim, no Pak Kwang-ung, na Jo Gum-nyo, no To-tchol. Apeteceu-me tanto gritar estupidamente: tenho saudades! Está tudo bem por aí?

Só mais uma espreitadelaDo Sul a espreitar a cidade de Kaesong (Coreia do Norte)

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Visitei, finalmente, o lado Sul do Paralelo 38!

Mais tarde, venho contar pormenores. Deixo apenas agora os dois lados da zona mais militarizada do mundo.

[Há 3 anos foi assim – Coreia do Norte]        Há 3 anos foi assim do lado Norte [Hoje foi assim – Coreia do Sul]

E pensar que já estive do outro lado...

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