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Archive for Janeiro, 2009

Achei este texto da KCNA tão delicioso que não resisti à tradução:

As férias escolares de Inverno das crianças são passadas em horas agradáveis nas piscinas do complexo termal de Changgwang, localizado na margem do rio Pothong que passa por Pyongyang.

 

A piscina quente ao ar livre é animada por crianças que espirram e deslizam pelos escorregas, ignorando a passagem do tempo.

 

Os alunos exibem as suas habilidades, em provas de natação a alta velocidade na piscina interior, com uma paisagem pintada numa parede de azulejos.

 

As piscinas interiores e exteriores aquecidas estão abertas todo o ano, não só durante o Verão quente, mas também na Primavera, no Outono e no Inverno frio, mesmo quando há grandes flocos de neve a cair. Com leitos inclinados, são 60 centímetros a 1200 metros de profundidade para servir as crianças e os adultos.

 

Kim Song Hwan, monitora das piscinas, disse à KCNA:

 

“As piscinas aquecidas estão sempre lotadas em todas as épocas. Mesmo no Inverno frio, como agora, centenas de alunos vêm aqui todos os dias. Sentindo profundamente a calorosa atenção do Partido dos Trabalhadores da Coreia, que nos forneceu com um tal centro maravilhoso de actividades de tempos livres. Assim, os alunos têm oportunidade de formar os seus corpos e mentes para se tornarem pilares de confiança do país.”

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Sempre que falo desta minha paixão geográfico-político-social, que é a Coreia do Norte, todos perguntam: porquê?

Mas Porquê?!

[Foto: Rita Colaço/Agosto 2006]

porque

Prólogo

Já foi há algum tempo.

Lembro-me de estar a ver televisão e de fixar todos os sentidos num homem que recebia uma bola de basquetebol das mãos da então secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright. A bola estava assinada pela estrela da NBA, Michael Jordan.

O presente não era para um miúdo mas para o líder da Coreia do Norte: Kim Jong-il.

A figura intrigou-me. Gordo, baixo, sorridente, fato esverdeado, apertado e de linhas rectas, a lembrar o rigor militar. Uma cópia de Mao Zedong, o político e vizinho chinês.

Pareceu-me, na altura, um homem simpático mas a trilha das palavras desse documentário sonorizava relatos que pouco ou nada transmitiam simpatia.
Para quem nasce com o “bichinho”, só o simples facto de ouvir a expressão um-dos-países-mais-secretos-do-mundo já é meio caminho andado para querer escancarar uma porta, à partida, inexpugnável.

Deixei-me amadurecer um pouco e, ainda júnior na profissão, comecei a dedicar-me à pesquisa dessa geografia inacessível e a querer desafiar-me.
Nas pausas radiofónicas, dei os meus momentos de descanso à descoberta de Kim Il-sung, de Kim Jong-il e de 23 milhões de pessoas.

No dia 9 de Agosto de 2006, ainda antes das três horas da madrugada, estava a levantar-me para uma aventura de 19 dias entre a China, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, na mais absoluta incerteza em relação a esse país governado por um homem que, um dia, ao receber uma bola de basquetebol, sorriu.
É essa viagem que me proponho relembrar aqui, sempre que possível, a par das magras notícias que chegam de uma Península agitada.

São os relatos “pessoais e provisórios” de uma jornalista. A expressão que o jornalista polaco, Kapuscinski, utilizava para sintetizar a ideia de que um bom jornalista não deve “acreditar na objectividade da informação”.

Porque, afinal, não posso escrever para além do diálogo que mantive com os meus olhos.

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Lido no brasileiro Globo, traduzido da espanhola EFE:

Tóquio, 27 jan (EFE).- O representante especial da ONU para os Direitos Humanos na Coreia do Norte, Vitit Muntarbhorn, afirmou hoje que as torturas pioraram no país comunista e que a ajuda alimentícia é utilizada para controlar a população, em entrevista coletiva em Tóquio na qual antecipou as conclusões prévias de um relatório.

Muntarbhorn conclamou “todo o sistema da ONU a atuar” e lamentou que não haja um compromisso político para que o Conselho de Segurança se pronuncie sobre os direitos humanos na Coreia do Norte.

“Cerca de 8 milhões de pessoas sofrem escassez de alimentos e o Programa Mundial de Alimentos dispõe de reservas para apenas 1,8 milhão”, afirmou.

Além disso, a Coreia do Norte mantém mais de 300 mil pessoas em campos de prisioneiros e de “reeducação” nos quais “pratica torturas e execuções públicas”, afirmou o enviado da ONU, de nacionalidade tailandesa.

“Segundo meus relatórios, algumas prisões são como povoados onde se retém gente de todas as idades”, assegurou.

O representante da ONU lembrou que a mulheres sofrem especialmente a discriminação da elite do país e são reprimidas duramente se tentarem comprar alimentos no mercado negro.

Quanto aos refugiados, assinalou que, embora no último ano tenha caído o número de norte-coreanos que tentam escapar do país pela fronteira com a China, “aumentaram os castigos”.

O Estado, que gira em torno da personalidade do dirigente Kim Jong-il, exerce um ferrenho controle de comércio de subsistência, o que aumenta a dependência do Governo.

O representante tailandês da ONU exigiu de Pyongyang “ações imediatas” em matéria de direitos humanos e insistiu que o país precisa esclarecer a situação de sequestrados.

Ainda falta esclarecer o paradeiro de 17 pessoas raptadas pela Coreia do Norte, a maioria japoneses sequestrados no litoral japonês.

O enviado da ONU reuniu-se esta semana em Tóquio com o ministro de Relações Exteriores japonês, Hirofumi Nakasone, e parentes dos sequestrados e refugiados norte-coreanos, e assegurou que o Japão deve manter medidas de pressão e diálogo com Pyongyang.

“Se um país que não é capaz ou não está disposto a proteger seus cidadãos corresponde às leis internacionais defendê-los e, portanto, esse país não pode argumentar interferência em sua soberania”, afirmou o representante da ONU. EFE

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É de luas este Kim…

A nova lua apareceu e com ela Kim Jong-il.

 

A “fé inalterável e a vontade do Exército e do povo a favor da causa revolucionária” foram cantados (de acordo com a Agência KCNA) para o “Querido Líder”, nas celebrações do ano novo lunar.

 

Garante, quem viu, que o homem está bom e recomenda-se, só não avisa quando resolve aparecer.

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Encontros de Agenda

[Kim Jong-il durante o encontro com uma autoridade chinesa – Foto do site da AFP]
kim-jong-il

Talvez para acabar com as especulações, um alto dirigente do Partido Comunista Chinês, Wang Jiarui, visitou o líder norte-coreano.

Esta terá sido a primeira reunião de Kim Jong-il com um representante estrangeiro, desde o suposto acidente vascular cerebral que sofreu no verão passado.

As agências internacionais dizem que este encontro – poucos dias depois da tomada de posse de Barack Obama, como presidente norte-americano – pode ser um sinal de que o regime de Pyongyang está aberto à discussão do programa nuclear com a nova administração Obama.

Não vejo muito bem onde é que está a relação, nem me espanto com este encontro, até porque a China e a Coreia do Norte são países vizinhos e amigos. Nada mais natural, portanto, do que reuniões para cumprir a agenda diplomática de ambos os países.

Quando muito, a visita terá servido apenas para confirmar que Kim Jong-il está vivo.

Entretanto, também já li que o líder norte-coreano aceitou o convite do presidente chinês, Hu Jintao, para visitar a China.

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kimjongilia

“Kimjongilia” é um documentário de N.F. Heikin, sobre o sistema prisional da Coreia do Norte e o culto da personalidade em torno do líder Kim Jong-il, que participa no Festival de Sundance de Cinema.

Kimjongilia é também o nome de uma flor – sobre a qual já falei aqui – criada para homenagear os líderes Kim.

O realizador Heikin entrevistou vários sobreviventes das prisões norte-coreanas, num documentário que junta ainda filmes de propaganda.

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O terceiro Rei

A Agência sul-coreana Yonhap escreve que Kim Jong-il já designou o seu terceiro filho, Kim Jong-woon, como seu sucessor.

Parece que a decisão já foi comunicada ao Partido dos Trabalhadores mas pouco se sabe do caçula-il.

Nunca, até hoje, foi publicada uma fotografia dele mas dizem que é muito parecido com o pai.

Em comum têm o nome: Kim , claro, para não destoar. Kim Jong-woon, de 25 anos, é filho do terceiro casamento do líder norte-coreano com Ko Young-hee, que morreu em 2004, aos 51 anos, vítima de cancro da mama.

Sabe-se que estudou na Suíça e que frequentou a universidade em Pyongyang entre 2002 e 2007.

Kim Il-sung nomeou o filho Kim Jong-il para comandar o país, quando este tinha 32 anos, agora Kim Jong-il terá nomeado o seu caçulinha Kim Jong-woon para se sentar no trono, vá-se lá saber quando.

Filho de peixe sabe governar e, pelos vistos, esta rima da monarquia-comunista-socialista está para durar…

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