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Archive for 30 de Novembro, 2008

[Foto de Jerónimo de Sousa: Alberto Frias / Expresso]

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Lisboa, 29 Nov (Lusa) — O PCP defende o reconhecimento do direito da

China e da Coreia do Norte a decidirem os seus destinos, mas alterou o texto

do projecto de resolução política para acentuar as discordâncias de princípio

face àqueles modelos.

 

No capítulo sobre análise da situação internacional, as teses do PCP,

que serão aprovadas no XVIII Congresso, estabelecem como “importante realidade

do quadro internacional”, os países que “definem como orientação e objectivo

a construção duma sociedade socialista”.

 

São os casos, refere o documento, de Cuba, China, Vietname, Laos e República

Democrática da Coreia (Coreia do Norte).

 

Na versão proposta a debate no partido, antes do Congresso, dizia-se

no texto que “independentemente das avaliações diferenciadas em relação

aos caminhos e às características destes processos”, o PCP considera fundamental

reconhecer e assegurar o direito dos povos destes países a “decidir livremente

sobre o seu próprio caminho”.

 

Na versão proposta hoje ao Congresso, já depois de admitidas as alterações,

o PCP vai mais longe nas ressalvas, ao afirmar que aqueles processos de

construção socialista “exigem permanente e cuidada observação e análise”.

 

 

Para além das “interrogações e inquietações” do PCP perante os modelos

daqueles países, acrescentou-se que existem mesmo “discordâncias, por vezes

de princípio”, tendo em conta “a concepção programática própria do PCP de

socialismo para Portugal”.

 

“O PCP considera que não há vias únicas de transformação social e reafirma

o inalienável direito destes países e dos seus povos, como de todos os povos

do mundo, a decidir livremente sobre o seu próprio caminho”, referem as

teses.

 

Ao todo, foram “acolhidas e consideradas, no todo ou parcialmente, mais

de 550 alterações ao projecto” proposto a debate, o que “traduz uma aceitação,

no todo ou em parte, da larga maioria das propostas apresentadas”, referiu

Luísa Araújo, da comissão política do PCP.

 

No relatório da comissão de redacção, Luísa Araújo explicou que foram

rejeitadas, entre outras, propostas que visavam “eliminar a referência por

inteiro da ideia ou a enunciação dos países que, definindo como orientação

e objectivo a construção do socialismo, resistem à ofensiva imperialista”.

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