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Archive for Novembro, 2008

[Foto de Jerónimo de Sousa: Alberto Frias / Expresso]

pcp-jeronimo-de-sousa1

Lisboa, 29 Nov (Lusa) — O PCP defende o reconhecimento do direito da

China e da Coreia do Norte a decidirem os seus destinos, mas alterou o texto

do projecto de resolução política para acentuar as discordâncias de princípio

face àqueles modelos.

 

No capítulo sobre análise da situação internacional, as teses do PCP,

que serão aprovadas no XVIII Congresso, estabelecem como “importante realidade

do quadro internacional”, os países que “definem como orientação e objectivo

a construção duma sociedade socialista”.

 

São os casos, refere o documento, de Cuba, China, Vietname, Laos e República

Democrática da Coreia (Coreia do Norte).

 

Na versão proposta a debate no partido, antes do Congresso, dizia-se

no texto que “independentemente das avaliações diferenciadas em relação

aos caminhos e às características destes processos”, o PCP considera fundamental

reconhecer e assegurar o direito dos povos destes países a “decidir livremente

sobre o seu próprio caminho”.

 

Na versão proposta hoje ao Congresso, já depois de admitidas as alterações,

o PCP vai mais longe nas ressalvas, ao afirmar que aqueles processos de

construção socialista “exigem permanente e cuidada observação e análise”.

 

 

Para além das “interrogações e inquietações” do PCP perante os modelos

daqueles países, acrescentou-se que existem mesmo “discordâncias, por vezes

de princípio”, tendo em conta “a concepção programática própria do PCP de

socialismo para Portugal”.

 

“O PCP considera que não há vias únicas de transformação social e reafirma

o inalienável direito destes países e dos seus povos, como de todos os povos

do mundo, a decidir livremente sobre o seu próprio caminho”, referem as

teses.

 

Ao todo, foram “acolhidas e consideradas, no todo ou parcialmente, mais

de 550 alterações ao projecto” proposto a debate, o que “traduz uma aceitação,

no todo ou em parte, da larga maioria das propostas apresentadas”, referiu

Luísa Araújo, da comissão política do PCP.

 

No relatório da comissão de redacção, Luísa Araújo explicou que foram

rejeitadas, entre outras, propostas que visavam “eliminar a referência por

inteiro da ideia ou a enunciação dos países que, definindo como orientação

e objectivo a construção do socialismo, resistem à ofensiva imperialista”.

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[AP Photo/ Lee Jin-man]

turistas

A Associated Press publica um artigo com aquela que é, provavelmente, uma das últimas viagens dos turistas sul-coreanos à Coreia do Norte. Pelo menos nos próximos tempos, já que Pyongyang diz que a partir de 1 de Dezembro fecha a fronteira com o Sul.

Aqui fica uma parte do retrato turístico em Kaesong (que eu também tive a oportunidade de visitar em 2006):

“Kaesong seems like it is a nice place to live, but the living situation seems like it’s more difficult than when I was young,” said Oh Tae-jin, 49, a South Korean on the tour with his family.

Snacks sold at tourist sites included a bag of crackers for $3 — U.S. dollars are the currency of choice in Kaesong — a North Korean cola for $2 and a box of tea for $10, roughly 10 times the average monthly wage in North Korea.

Lunch is included in the tour’s 198,000-won cost — about $130 — with roughly half going to North Korea, according to Hyundai Asan. The 13-course feast in a traditional house in Kaesong’s elegantly restored old town includes fish, beef, lamb and ginseng-infused whiskey for an extra $20 a bottle.

Back in downtown Kaesong, a lone warden stood in an intersection directing traffic: bicycles, modern buses and the rare car. A patriotic sign declared: “As long as the Dear Leader is alive, we will win!”

(ler artigo completo)

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Balões de Aviso

baloes

Mais uma vaga de balões do Sul que invadiram e irritaram os céus do Norte.

O Diário de Notícias tem mais.

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futebol-feminino

A Coreia do Norte bateu os Estados Unidos, numa final de emoções, e conquistou a taça do primeiro Campeonato Mundial de Futebol Feminino Sub-17.

As norte-coreanas meteram dois golos na baliza das jogadoras norte-americanas, que apenas responderam com um golo.

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Deixo aqui a notícia escrita pela Agência Lusa, com base num artigo da agência coreana Yonhap, a propósito de uma carta – curiosa – que Kim Il-sung escreveu em 1964.

Seul, 16 Nov (Lusa) – O antigo presidente norte-coreano, Kim Il-sung, falecido em 1994, era favorável a uma desnuclearização da península, mas apoiava o programa nuclear chinês, de acordo com arquivos chineses desclassificados, hoje citados pela agência sul-coreana Yonhap.

Numa carta dirigida em 1964 ao primeiro-ministro chinês da época, Zhou Enlai, Kim Il-sung apelava a uma desnuclearização da Coreia e a uma destruição das armas nucleares.

“A República Democrática Popular da Coreia (Coreia do Norte) defende invariavelmente que as armas nucleares devem ser totalmente banidas e destruídas”, considerou Kim, nesta carta datada de 30 de Outubro de 1964, consultada pela Yonhap nos arquivos nacionais de Pequim.

“O povo coreano estará ao lado dos outros povos, unidos à paz, de modo que seja conseguida uma total proibição e destruição das armas nucleares”, acrescentou o líder norte-coreano, pai de Kim Jong-il, actualmente à frente do regime comunista.

No entanto, noutras cartas, nomeadamente numa de 17 de Maio de 1965, dirigida ao presidente chinês Mao Zedong, Kim Il-sung felicitou Pequim pelos seus ensaios nucleares e defendeu este programa como medida defensiva contra a ameaça nuclear norte-americana.

A Coreia do Norte está actualmente envolvida num difícil processo de desnuclearização.

Pyongyang encerrou em Julho de 2007 o seu complexo nuclear de Yongbyon no âmbito de um acordo que prevê em contrapartida uma ajuda humanitária e energética ao país, que efectuou o seu primeiro teste de arma atómica em 2006.

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Pyongyang já disse que quer encerrar a fronteira com o Sul, no final do próximo mês.

Temendo que a porta se feche durante muito tempo, o porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul, Kim Ho-nyoun, anunciou que Seul enviou um comunicado à Coreia do Norte pedindo a retoma do diálogo e da cooperação entre os dois países:

Se tiver uma reunião entre os dois países, estou seguro de que será fechado um acordo satisfatório para ambas as partes, asfaltando o caminho para a retomada do diálogo e a reabertura de Kumgang.”

(Kumgang é uma zona turística da Coreia do Norte que concentra grande parte das parcerias económicas entre Norte e Sul)

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Fronteira volta a encerrar

paralelo-38

Seul, 12 nov (EFE).- A Coréia do Norte anunciou hoje o fechamento em dezembro de sua fronteira com a Coréia do Sul, em protesto contra a gestão do Governo conservador de Seul e em meio a crescentes especulações sobre o estado de saúde do líder norte-coreano, Kim Jong-il.
Em comunicado enviado a Seul, o regime norte-coreano comunicou hoje oficialmente sua decisão de “restringir e cortar todas as passagens por estrada da linha de demarcação militar” que liga os dois países a partir de 1º de dezembro.
Pyongyang alega que Seul levou o confronto contra seu país a um “nível perigoso”, apesar de suas reiteradas advertências.”

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