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Archive for 22 de Abril, 2008

Foi publicado, pela primeira vez, em França, em 2000. A tradução portuguesa chegou no final do ano passado e é mais um dos livros da minha modesta biblioteca norte-coreana. Deixo o texto da contracapa:

Pyongyang, capital da Coreia do Norte, 1977. Kang Chol-hwan vive com a família num bairro privilegiado da cidade. Tem nove anos. Na escola, ensinam-lhe que o Grande Líder assegura o poder e a autonomia do país contra “as marionetas imperialistas de Seul”.

Os seus avós são favoráveis ao regime de Kim Il-sung: o avô chegou mesmo a doar a sua fortuna ao Partido do Trabalho. Contudo, o velho homem desaparece. Pouco depois, o resto da família é detida e internada no campo de Yodok, sem qualquer explicação.

Começa então um calvário que durará dez anos, o período da adolescência para Kang Chol-hwan. Animado por uma indignação que jamais o abandonou, ele faz a terrível descrição do inferno organizado. Crianças ou adultos, todos são submetidos ao mesmo regime: trabalhos forçados, vigilância contínua, lavagens cerebrais, humilhações sistemáticas e castigos desumanos, para além da fome, do frio e do seu cortejo de doenças.

Trata-se do primeiro testemunho, no Ocidente, do universo concentracionário norte-coreano, os bastidores de uma farsa ubuesca e fraudulenta concebida por um Estado megalómano e tirânico. Enquanto a fome e a corrupção devastam aquele derradeiro reduto estalinista, Kang Chol-hwan denuncia, com uma voz simples e intransigente, os efeitos de uma propaganda associada a uma ideologia assassina.

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[Foto: Agência AFP/ Jung Yeon-Je]

 

 

Saíram de carro às 11 da manhã de Seul (três da manhã em Portugal Continental) e atravessaram a fronteira militarizada rumo a Pyongyang.

Uma equipa de peritos norte-americanos liderada por Sung Kim – o  director do gabinete dos Assuntos Coreanos, do departamento de Estado norte-americano – vai estar até quinta-feira na capital da Coreia do Norte, para tentar quebrar o impasse relativo à declaração total do programa nuclear de Kim Jong-il.

 

 

Sung Kim disse aos jornalistas: 

“Claro que esperamos progressos significativos com esta visita. Tudo irá ser objecto de análise”.

Recordo que, no ano passado, Estados Unidos, China, Japão, Rússia e Coreias assinaram um acordo de ajuda energética e diplomática à Coreia do Norte, em troca da desnuclearização da península.

Este acordo tem andado em banho-maria. A Coreia do Norte prometeu entregar todas as informações até ao final de 2007, o que não aconteceu. Washington diz que Pyongyang ainda não deu conta de todo o seu programa de enriquecimento de plutónio e ainda suspeita que a Coreia do Norte desenvolve, em segredo, um programa de enriquecimento de urânio. Acusações que Pyongyang desmente categoricamente.

Resumindo, a ordem de trabalhos não sai do mesmo ponto há um ano.

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