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Archive for Fevereiro, 2008

[Foto AP / Bill Richardson à esquerda]

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Bill Richardson é um dos quase 200 nomeados para o Nobel da Paz deste ano, graças à diplomacia utilizada na Coreia do Norte e no Sudão.

Richardson, governador do Estado norte-americano do Novo México, foi pré-candidato pelos democratas às presidenciais de 2008. Abandonou recentemente a corrida – depois de ter ficado em quarto lugar nas primárias de New Hampshire – porque lá viu que é melhor sair do campo de batalha em que se defrontam Barak Obama e Hillary Clinton.

Em 1994, o exército norte-coreano abateu um helicóptero americano que terá entrado no seu território por engano. O regime de Kim Jong-il não forneceu informações sobre o destino dos dois pilotos americanos que seguiam a bordo do aparelho. Mas Richardson estava, nessa altura, a caminho de Pyongyang e Bill Clinton, então presidente dos EUA, pediu-lhe que mediasse este incidente diplomático. O congressista lá conseguiu saber que um dos pilotos tinha morrido e que o outro piloto fosse posto em liberdade pouco depois. Assim começou a carreira de Richardson como diplomata que também tem tido um papel muito activo na crise humanitária do Darfur.

Claro que o Comité Nobel não revela quem está na lista mas quem faz as nomeações vai anunciando quem nomeia. Só pode nomear quem receber convite do Comité Nobel e, supostamente, os convidados não podem divulgar qualquer informação sobre os nomeados durante 50 anos. A lista dos quase 200 nomeados vai ser encurtada para 30 a 35 nomes e, normalmente, só chegam à recta final cerca de 10 candidatos.

Não vou fazer campanha por Richardson – até porque nem serviria para nada – mas era oportuno ter mais um Nobel da Paz em nome da Coreia do Norte.

 

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Ping-Pong!Portugal!

Na China, o ping-pong continua e Portugal venceu a Coreia do Norte por 3-2, na quarta jornada dos Campeonatos do Mundo por Equipas. A selecção nacional masculina lidera agora o Grupo G, depois de também ter vencido a Turquia por 3-2.

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Arirang

Arirang é a música tradicional da Coreia sem fronteiras.

E Arirang foi e é, sem dúvida, a música da minha viagem à Coreia do Norte.

A Orquestra Filarmónica de Nova Iorque fez uma interpretação brilhante e comovente deste tema, no Grande Teatro de Pyongyang. Vejam e sobretudo ouçam! É lindo!

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Agora é a vez de Eric Clapton.

O Financial Times escreve que a Coreia do Norte convidou o músico britânico para um concerto em Pyongyang. A informação veio de um funcionário norte-coreano que disse ao FT que “estes intercâmbios culturais são uma forma de impulsionar o entendimento entre os diferentes países”. Parece que Eric Clapton está disponível para dar um concerto no próximo ano.

Ainda sobre o concerto da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque em Pyongyang, a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino disse que “o presidente acha que, em última análise, o que houve foi um concerto”. É que está por resolver a questão (do) nuclear.

Para saber mais sobre este inusitado acontecimento, sugiro uma visita ao diário da viagem de Anna Fifield, correspondente do FT em Seul. Ela é uma das 80 jornalistas que teve o privilégio de assistir a este concerto.

 

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[Foto AP /David Guttenfelder]

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A Orquestra Filarmónica de Nova Iorque recebeu uma ovação no Grande Teatro de Pyongyang. Alguns músicos deixaram até o palco em lágrimas. O espectáculo começou com a interpretação dos hinos de cada país e os norte-coreanos aplaudiram “A bandeira estrelada” norte-americana. Um feito assinalável!

Deixo o link para duas reportagens da Associated Press e o vídeo de uma reportagem da Reuters com a chegada dos músicos norte-americanos ao aeroporto de Sunan.

 

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Portugal-Coreia do Norte

Em Guangzhou, na China, estão a decorrer os Campeonatos do Mundo por Equipas e a selecção portuguesa de ténis de mesa está em grande.  

O grupo masculino – João Monteiro, Tiago Apolónia, Marcos Freitas e Énio Mendes – divide o primeiro lugar do grupo com a Coreia do Norte. As duas equipas vão agora defrontar-se na quarta jornada: Portugal e Coreia do Norte, num duelo de “raquetada”.

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Amanhã, penso que por volta das 15h (hora portuguesa), podemos ouvir o concerto da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque em directo do Grande Teatro de Pyongyang. Ao mesmo tempo, o Sr. Kim Jong-il lá respondeu a uma das exigências da Orquestra e todos os norte-coreanos também vão poder ouvir ou ver em directo o concerto, através da televisão e rádio estatais. Fica aqui a morada da WCLV, uma rádio norte-americana do Ohio que anuncia a transmissão em directo.

Se alguém conseguir ouvir, por favor, venham para aqui comentar!

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Para quem estiver interessado em visitar a Coreia do Norte, visite primeiro os conselhos aos viajantes no portal das Comunidades Portuguesas.

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Depois, se o interesse se mantiver, há vários caminhos para entrar no país-de-sua-majestade-Kim-Jong-il:

 

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Koryo Tours – É uma agência com sede em Beijing (Pequim, China) de um inglês que organiza viagens para grupos, casais ou de negócios.

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New Korea Tours – É a única agência norte-americana especializada em viagens para a Coreia do Norte.

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CGTT Voyages – Agência de viagens com sede em Paris que organiza visitas à Rússia e países da Europa de Leste mas também à Coreia do Norte. A próxima é de 11 a 19 de Abril.

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Korean Friendship Association – Esta é a Associação de Amizade com a Coreia que tem sede em Barcelona. É do catalão Alejandro Cao de Benos que diz ser o único estrangeiro a representar a Coreia do Norte no exterior.

Quase todas as agências apostam no mês de Agosto. É nessa altura que pode ver o espectacular Festival de Ginástica de Massas “Arirang”.

Normalmente, os preços que as agências apresentam incluem as viagens Pequim-Pyongyang-Pequim, alojamento na Coreia do Norte, todas as refeições, espectáculos, museus e paralelo 38.

Tudo isto ronda sempre 2000/2500 euros e é preciso acrescentar a viagem do país de origem até à China. Não está incluída.

E pronto, mais alguma dúvida é só dizerem.

Claro que por aqui espero receber contributos de quem se aventurar a entrar na Coreia do Norte.

Um certo dia, numa das minhas deambulações Inter-a-Net, vi uma frase que resume bem como nos devemos comportar na Coreia do Norte para entender aquele sistema:

“Think different. Think North Korea”

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                                         [Foto de Jennifer Taylor/ New York Times]

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[Lorin Maazel, director musical da Orquestra Filarmónica de  Nova Iorque]

É só para lembrar que no dia 26 de Fevereiro (já na próxima terça-feira), a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque vai actuar no Grande Teatro de Pyongyang. 

Penso que vai ser possível ver o concerto aqui.  

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Um belo boneco

Para mim, a foto do dia.
Um soldado sul-coreano olha para a bandeira da Coreia do Norte, erguida no lugar de Pamunjon, na zona desmilitarizada.
Foto de Ahn Young-joon, da Associated Press.

 

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O acordo de desnuclearização norte-coreano não ata nem desata.

Os negociadores dos Estados Unidos e da Coreia do Norte para o nuclear, Christopher Hill e Kim Kye-gwan, encontraram-se hoje em Pequim. Hill resumiu a reunião como um “diálogo bom e substancial”. De resto, tudo na mesma como a lesma. A Coreia do Norte mantém o atraso na declaração total do seu programa nuclear.

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A Coreia do Norte não mudou nada desde a morte de Kim Il-sung, em 1994.

Kim Jong-il tem prolongado a filosofia Juche, o isolamento, a fome e pouco mais.

Há, porém, uma única e grande diferença: o carisma de um líder (com tudo o que este substantivo tem de bom e de mau).

Sung tinha carisma, Jong-il não tem, é trapalhão. Apesar disso, o regime de sufoco continua porque há uma herança do medo. Qualquer olho brilha na Coreia do Norte quando se fala do “Grande Líder”. O mesmo não acontece quando o tema é Kim Jong-il. Ninguém se atreve a dizer mal do “Querido Líder” mas os elogios são muito mais esfuziantes para o pai do que para o filho.

Depois da renúncia de Fidel Castro ouvi alguns especialistas em relações internacionais classificar o gesto do Comandante-em-Chefe como um sinal de abertura e de mudança para os cubanos. Não quero assinar sentenças de fracasso mas, com a saída de Fidel do palco, sai apenas de cena o carisma. A essência do regime continua lá.

Cuba circula numa espécie de poder de sangue em que Raul substitui Fidel mas não é Fidel.

Raul prometeu uma reforma gradual no sistema socialista e reconheceu, há tempos, que a ilha vivia num “excesso de proibições”. Claro que reconhecer isto já é muito. Também no último ano, na Coreia do Norte, Kim Jong-il pareceu estar mais aberto ao exterior.

No entanto, Cuba e Coreia do Norte podem seguir o caminho da China: abertura económica sim mas sempre com a mão-de-ferro do Estado por lá.

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[Foto: Rita Colaço/Agosto 2006]

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Falo-vos hoje, com dois dias de atraso, do aniversário de Kim Jong-il.

Um dos maiores acontecimentos da República Popular Democrática da Coreia.

O “Querído Líder” fez 66 anos no dia 16 de Fevereiro e desejou unidade e reconstrução para a economia norte-coreana.

Nesse dia, durante o noticiário da televisão estatal – e aqui bastava escrever só televisão, até porque não existe mais nenhuma e a que existe é controlada pelo governo – foi emitido um editorial que dizia qualquer coisa como: “não há ninguém que se atreva a provocar o regime da Coreia do Norte nem nada que o nosso país não consiga fazer”. E acrescentava que “o maior acto de patriotismo é defender o governo, mesmo que para isso seja necessário sacrificar a própria vida”.

Diz a lenda, transformada em versão oficial, que uma estrela e um arco-íris apareceram nos céus do Monte Paekdu, quando o líder nasceu. Esta montanha, com cerca de 2700 metros, fica na fronteira norte com a China e é, claro, sagrada.

No entanto, na História exterior à Coreia do Norte, conta-se que Kim Jong-il nasceu na Rússia, perto de Vladivostok,  quando o pai (Kim Il-sung) liderava a guerra de resistência aos japoneses, que ocuparam todo o território coreano de 1910 a 1945.

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O relatório anual da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) vai ser hoje apresentado em Washington e denuncia a impotência, a apatia e a duplicidade dos «defensores oficiais» da liberdade de expressão.

No prefácio, o secretário-geral da RSF, Robert Ménard, escreve que “a cobardia de alguns Estados ocidentais e de grandes instituições internacionais prejudica a liberdade de expressão”.

A Ásia aparece neste documento como um continente que se transformou em 2007 num campo de batalha para os jornalistas. Foram mortos 17 jornalistas e cerca de 600 foram agredidos ou ameaçados de morte.

Por outro lado, o relatório sublinha que 2007 foi um ano profícuo para a Ásia em matéria de canais de informação com o aumento de televisões, rádios, sítios na Internet e publicações privadas. Tudo para quebrar a escuridão informativa que há tanto tempo assola as populações.

Quanto à Coreia do Norte, lê-se: “O tirano de Pyongyang, Kim Jong-il, julgou tranquilizar a comunidade internacional a propósito da energia nuclear, ao mesmo tempo que permitia os abusos mais escandalosos para impedir o contacto dos norte-coreanos com o estrangeiro. Fuzilaram um homem que fez uma chamada telefónica para o exterior do país e as rádios internacionais e dissidentes, em coreano, estiveram sistematicamente bloqueadas”.

É um documento para todos.

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– Também em Pyongyang se celebra a entrada da China no Ano do Rato, tido como um ano de paz e abundância. A lenda diz que Buda convidou todos os animais da criação para uma festa de Ano Novo, mas que apenas 12 marcaram presença. O rato terá sido o primeiro a chegar, diz que sim. A foto é da Agência Chinesa Xinhua News e foi tirada esta manhã em Pyongyang, na praça Kim Il-sung. Mostra um jovem norte-coreano que lança um papagaio em honra do primeiro dia do calendário lunar chinês.

– As Coreias vão enviar uma delegação conjunta de apoiantes aos Jogos Olímpicos de Pequim. No total são 600 pessoas, metade do sul, metade do norte. A delegação viaja até à China de comboio por uma linha que vai atravessar a península coreana.

– Já foi libertado o cidadão canadiano, preso durante dois meses na Coreia do Norte.

– O negociador norte-americano para a Coreia do Norte, Christopher Hill, diz que os Estados Unidos estão dispostos a aumentar as relações diplomáticas com Pyongyang, assim que a Coreia do Norte se desnuclearizar (uma palavra a entrar cada vez mais nos “léxicos mundiais”).

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