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Archive for Setembro, 2007

O jornal Washington Post escrevia ontem que a Coreia do Norte pode estar a ajudar a Síria, numa “joint venture” nuclear. Estes dois países têm boas relações e há algum tempo que estabelecem parcerias na área da tecnologia balística. O Post diz que os serviços secretos israelitas remeteram esta “informação dramática” para o governo norte-americano, com base em imagens captadas nos últimos 30 dias.

A Síria tem sido olhada como uma nação que arrisca a proliferação nuclear, mas que não tem dinheiro para ir muito longe.

Por outro lado, não sendo também um país rico, a Coreia prometeu desmantelar o seu programa nuclear, que já contava com algum grau de desenvolvimento. Por isso mesmo, a China e os Estados Unidos vão dar uma ajuda de 10 milhões de dólares em combustível ao governo de Pyongyang.

Esta notícia do Washington Post merece apenas uma reflexão: andará a Coreia do Norte a tirar de um lado (do seu próprio país) para dar a outro? Será este um desmantelamento à Sí(é)ria?

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[Gráfico retirado do site da AFP]

grafico-yongbyon.jpg

O Departamento de Estado Norte-Americano anunciou que a Coreia do Norte deu acesso total aos peritos americanos, russos e chineses, numa rara visita a este país escondido, que serve para confirmar o desmantelamento do programa nuclear de Kim Jong-il.

Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado, disse que os peritos “viram tudo o que pediram para ver”. A equipa visitou um reactor de 5 megawatts, no complexo nuclear de Yongbyon. Este é o reactor que produz (ou produzia) todo o plutónio das armas.

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flor-do-sol.jpg

O Naenara (apresentado como o site oficial da Coreia do Norte) escreve que em 1965 apenas eram conhecidos no mundo dois exemplares desta planta. Em Abril desse ano, o presidente Kim Il-sung foi até à Indonésia e lá visitou um jardim botânico com o seu homólogo. A meio do passeio, o presidente indonésio perguntou a Kim Il-sung se queria dar o seu próprio nome àquela flor desconhecida, rosa escuro e violeta, uma vez que tinha feito tanto pela humanidade. Isto conta o Naenara, claro. A partir daí surgiu a Kimilsungia, que ficou conhecida como a flor do sol ou da imortalidade.

O mesmo site escreve que de dois exemplares, a kimilsungia espalhou-se por todos os recantos da Coreia, dos Estados Unidos, do Japão, de Cuba, da Suécia e de muitos outros países. Em Abril de cada ano, há até um festival em Pyongyang que celebra as kimilsungias.

Mas há mais. O filho, Kim Jong-il nunca poderia ficar atrás do pai. Vai daí, arranjou uma begónia, completamente nova e desenvolvida por um japonês, que recebeu até uma medalha de ouro num festival internacional de flores em Bratislava. Em 2004, a patente desta begónia foi oficial e internacionalmente registada com o nome de…Kimjongilia, claro!

kimjongilia.jpg

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Avanços

George W. Bush está disponível para assinar um Tratado de Paz com a Coreia do Norte, se este país desistir das armas nucleares.

A “boa vontade” do homem que listou Pyongyang  no “eixo do mal”, aparece depois de várias semanas de aparente progresso e negociações, com vista ao fim da crise nuclear.

Traduzindo as palavras de Bush: “esperamos pelo dia em que possamos colocar um ponto final na Guerra da Coreia. Isso acontecerá quando Kim Jong-Il desmantelar verdadeiramente o seu programa nuclear”.

Também esta sexta-feira, a Coreia do Norte convidou vários peritos norte-americanos, chineses e russos para examinarem todos os locais que vão ser desmantelados. Estes devem chegar a Pyongyang  no dia 11 de Setembro e por lá vão ficar até dia 15. Depois, o compromisso tem um prazo: até 31 de Dezembro a Coreia do Norte deve abandonar definitivamente o seu programa de armas nucleares.

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A Coreia do Norte lançou o isco aos Estados Unidos. De Pyongyang veio a garantia de que Washington tinha retirado a Coreia do Norte da “lista negra”, em troca do desmantelamento do programa nuclear. Já se estava a ver que quando os Estados Unidos não tomam a dianteira dos anúncios, a coisa é para desconfiar.

No fundo, os norte-coreanos vivem sufocados em embargos. Lançar uma afirmação daquelas foi, nitidamente, a ver se pegava. Não pegou. Para já. As conversações continuam.

p.s.- não me esqueci de relembrar “um ano depois”. Estou em interregno de férias (voltei por dias ao trabalho) e com um pequeno problema técnico. Não desapareci, portanto.

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