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Archive for 14 de Junho, 2007

“Aqui é o Paraíso!”

[Foto do livro original em francês]

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Para ler em português, “Aqui é o Paraíso!” – Uma infância na Coreia do Norte, de Hyok Kang (norte-coreano refugiado em Seul) com Philippe Grangereau (jornalista e escritor francês).

O livro faz parte da colecção Os Afluentes da Memória, da editora Ulisseia. Cito a contra-capa:

“«Aqui é o paraíso!» foi a frase mais ouvida, durante toda a sua infância, pelo pequeno Hyok, nascido em 1986, em Unsong, na Coreia do Norte. A rádio, os altifalantes nas ruas, os próprios professores, repetem-na à saciedade: fora da Coreia do Norte, a vida é um inferno; mas lá, graças ao «Grande Líder» cujo culto é obrigatório, tudo corre da melhor forma. E contudo a fome é uma realidade diária. As crianças tentam apanhar seja o que for nos campos, correndo o risco de que os militares disparem contra elas, e os miúdos caçam ratos para sobreviver. Hyok vê morrer de fome, em seu redor, velhos, adultos na força da vida, jovens até, que são depois levados até às montanhas e aí sepultados.”

Hyok está desde 2002 na Coreia do Sul. Tem agora 21 anos.

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A TV ou a Vida

O repórter da Associated Press, Kwang-Tae Kim, escreve que o governo norte-coreano está a ameaçar quem se atrever a sintonizar a televisão sul-coreana, ou a ver vídeos ou ouvir CD’s pirateados dos “inimigos do sul”.

Diz a Lei de Kim Jong-il que quem o fizer será considerado “ideologicamente depravado” e arrisca-se a ser executado publicamente.

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[Foto: retirada do site Chosun Ilbo]

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Os serviços de inteligência da Coreia do Sul (o equivalente à CIA), estão a analisar informações que dão conta do agravamento do estado de saúde de Kim Jong-il. E não são rumores.

Não é segredo que o “Querído Líder” sofre de diabetes e do coração. Mas agora parece que a coisa piorou. Kim não consegue dar alguns passos sem que um auxiliar lhe traga uma cadeira para que possa recuperar o fôlego; e este ano ele só apareceu em público 23 vezes, contra as 42 do ano passado.

Da saúde ou da vida de Kim Jong-il dependem 23 milhões de outras vidas. Esta espécie de dinastia asiática debate-se com um problema: quem sucede ao sucessor de Kim Il-sung?

A mesma organização sul-coreana diz que, nos últimos tempos, Kim tem levado os dois filhos mais novos às inspecções militares para ver quem assume melhor o papel de líder norte-coreano.

Mas muitos observadores vêem aqui uma janela de oportunidade: a morte do “Querído Líder” podia significar o fim da dinastia dos Kim e a abertura da Coreia do Norte ao mundo.

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