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Archive for Junho, 2007

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O relatório do departamento de Estado norte-americano, que analisa o tráfico de seres humanos, tem virtudes e defeitos. A virtude, claro, está em expor a verdade. O defeito é tão somente o facto dos norte-americanos se auto-excluírem de um relatório que os próprios assinam.

Saltando este “pormaior”, aqui ficam algumas conclusões para a Coreia do Norte:

– Os norte-coreanos que fogem para a China, principalmente mulheres e crianças, são atraídos pelo aconchego no estômago, pelo emprego e pela liberdade. De olho nesta vulnerabilidade, muitos chineses aproveitam-se deste fluxo de fuga e atraem os norte-coreanos para a prostituição e para o trabalho e casamentos forçados;

– Para além disso, o regime de Kim Jong-il recruta um número indeterminado de norte-coreanos para trabalharem em empresas nacionais com representação no exterior ou em empresas internacionais. No entanto, alguns relatórios apontam para condições de trabalho desumanas, com fortes entraves à liberdade de movimentos e comunicação, sendo que os seus ordenados são depositados em contas controladas pelo governo da Coreia do Norte. Um dos países apontados como receptor desta mão-de-obra coreana é a República Checa. No entanto, em Janeiro, o ministro checo do Interior anunciou o fim deste programa. Até ao final de 2007, assim que o visto expirar, todos os norte-coreanos devem abandonar a República Checa.

Para saber mais sobre um relatório onde até se fala de Portugal, clique aqui.

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Em Análise

[Foto retirada do site da revista Time]

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Com as aparentes demonstrações de boa vontade por parte da Coreia do Norte, o tempo é agora de análise. Quem se dedica a estas questões está dividido perante a promessa do “Querído Líder”: estará Kim Jong-il a jogar direito ou continua a fazer jogos? A revista norte-americana Time, em parceria com a CNN, dá a palavra aos analistas no artigo: “Has Kim Jong Il Come to His Senses?” Começa assim:

Studying Kim Jong Il requires, as one of the few who made a living at it once declared, “a certain defective personality type.” Said retired U.S. diplomat Daniel Jackson, “Not only do you have to enjoy banging your head against a wall, you have to feel vaguely guilty about it on those rare occasions when you don’t, in fact, have a headache.”

 

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Escreve a Agência de Notícias Yonhap (sul-coreana) que, aparentemente, a Coreia do Norte testou esta madrugada um míssil de curto alcance, que terá caído perto da costa Este da península coreana. Os sinais do teste foram detectados pelo governo de Seul.

 É preciso não confundir testes balísticos com testes nucleares mas, a confirmar-se esta notícia, não deixa de ser curioso que o míssil de curto alcance tenha sido lançado numa altura em que os inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica visitam Pyongyang.

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A visita a Yongbyon

[foto do site da Reuters]

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A foto marca o momento da chegada (ontem) a Pyongyang de Olli Heinonen, inspector-chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

E já há progressos. Há pouco mais de duas horas, a agência de notícias japonesa Kyodo News escreveu que Pyongyang autorizou a visita dos inspectores ao reactor nuclear de Yongbyon, o que deverá acontecer amanhã.

A visita a este reactor, que fica a 90 quilómetros da capital, é a primeira desde que a AIEA foi expulsa da Coreia do Norte em Dezembro de 2002.

 

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[vestido de casamento tradicional da Coreia. Foto do site istockphoto]

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Até agora, os dissidentes norte-coreanos que residem na Coreia do Sul – e que deixaram as esposas na sua terra-natal -, estavam legalmente impedidos de voltarem a casar.Mas, o Tribunal de Família de Seul aceitou o pedido de divórcio de 13 norte-coreanos que, entretanto, obtiveram a nacionalidade sul-coreana e se apaixonaram, novamente, no sul da península.

O juiz Lee Heon-yeong fundamentou a decisão com a divisão. É que o isolamento da Coreia do Norte impede a visita ou a troca de cartas, entre os casais separados, pelo quase impenetrável paralelo 38. Desta forma, a distância conjugal, arrastada por longos anos de silêncio, é um argumento para um novo casamento inter-coreano.

 

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Comunicado Oficial

As conversações sobre o programa nuclear norte-coreano com os EUA foram “produtivas”. A palavra é oficial e vem de Pyongyang, via Agência Central de Notícias da Coreia, que cita um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.Esta é a resposta do país mais fechado do mundo à visita-surpresa de Christopher Hill, enviado especial dos Estados Unidos às conversações sobre a desnuclearização da península coreana. A disputa parece estar a terminar. Os EUA tinham congelado, desde Setembro de 2005, cerca de 25 milhões de dólares que os norte-coreanos tinham em fundos financeiros no Banco Delta Ásia de Macau, por suspeita de branqueamento de capitais.Como condição para o desarmamento, Pyongyang impôs o descongelamento desse dinheiro. A transferência foi realizada na semana passada. Os Estados Unidos cumpriram o acordo. Falta agora o encerramento do único reactor nuclear norte-coreano, em Yongbyon. Christopher Hill espera que isso aconteça em duas ou  três semanas. E na próxima terça-feira, são esperados em Pyongyang os inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica.

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Aperto de Mãos

[Foto do site Xinhua]

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A foto fala por si. A visita de Christopher Hill correu bem. Hill aperta a mão de Li Geung, o director do gabinete norte-coreano dos Negócios Estrangeiros. Ainda não foi fixada uma data para o retomar do diálogo a seis, mas esta visita é um bom passo para a desnuclearização da península coreana.

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A APTN fala de uma visita surpresa à capital norte-coreana.

Christopher Hill, enviado dos Estados Unidos às negociações a seis sobre a crise nuclear na Coreia do Norte chegou esta tarde a Pyongyang (lá são mais 9 horas do que em Lisboa), para levar aquele país a acelerar o compromisso de abandonar o programa nuclear. Hill fica lá até amanhã.

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De acordo com um inquérito às condições de vida dos norte-coreanos, levado a cabo pelo Daily NK – um jornal com sede em Seul e que faz parte de uma rede para os direitos humanos na Coreia do Norte -, o negócio das cirurgias plásticas está em franca expansão no país de Kim Jong-Il.Entre as classes mais altas, as norte-coreanas recorrem cada vez mais à mamoplastia de aumento e às cirurgias faciais, principalmente na cidade portuária de Wonsan. Custa a crer nesta notícia, mas o Daily NK publica um artigo interessante sobre as cirurgias mais requisitadas e os respectivos preços. Citando Fernando Pessa: e esta hein?

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AIEA visita Pyongyang

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Na próxima semana, uma equipa da Agência Internacional de Energia Atómica vai estar na capital norte-coreana, a convite de Ri Je Son, o director-geral do departamento norte-coreano de Energia Atómica.
Neste encontro, deve ficar definido como é que a AIEA vai monitorizar o encerramento do reactor nuclear de Yongbyon.

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Sangue

A Coreia do Norte está a apelar à doação voluntária de sangue da população, em estreita colaboração com a Organização Mundial de Saúde (WHO).
Escreve o Naenara

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O 13º falhado

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Acaba de sair a edição de Julho/Agosto da revista Foreign Policy, com o Índice 2007 dos Estados Falhados.
O Sudão aparece em primeiro lugar. A Coreia do Norte está em 13º lugar num ranking de 177 países, com base em 12 indicadores sociais, económicos, políticos e militares.
A lista foi ordenada segundo o grau de vulnerabilidade a conflitos internos e de deterioração social. Este relatório diz que em 2006 a Coreia do Norte optou por minar o seu caminho pela entrada no clube nuclear mundial.
Esta opção coloca este Estado na linha vermelha do falhanço.

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O que é que nessa altura a impediu de cometer suicídio?
Tinha deixado uma filha na Coreia do Norte e o rosto dela estava sempre a aparecer e questionei-me: para quê morrer? Deve existir algum lugar bom no mundo. Depois desse momento de desespero encontrei apoio numa igreja cristã que me arranjou casa para morar. Nessa altura consegui enviar uma carta para a minha família, subornando um guarda norte-coreano. Mais tarde a minha irmã também atravessou o rio e trouxe a minha filha que, na altura, tinha seis anos. Um dia, alguém fez uma denúncia à autoridades chinesas e fomos repatriadas para a Coreia do Norte. Fui para uma prisão e a minha filha para um orfanato. Não soube mais dela. Mas mais uma vez, através de um suborno, pago na China a um guarda-norte-coreano por um pastor cristão, consegui voltar à China um mês depois, mas sem fazer ideia de onde estava a minha filha.

Quando estava na China, relativamente segura, enviei novamente uma carta à minha irmã a perguntar pela minha filha. Soube depois que ela estava num orfanato a fazer todo o tipo de trabalhos, mal nutrida, suja e que esteve quase a morrer. Então, com a ajuda desse tal pastor cristão, os guardas norte-coreanos deixaram a minha família trazer a minha filha. Mas a minha mãe e a minha irmã foram obrigadas a ficar lá. Até hoje.

O que pensa agora de Kim Il-Sung e de Kim Jong Il?
Estou muito zangada e irritada porque muitas pessoas, como eu, sofreram ou estão a sofrer com as atrocidades cometidas em nome de Kim Il-Sung e Kim Jong-Il, mas ironicamente não os odeio. Tenho raiva por ter perdido quase 30 anos da minha vida enquanto ser humano. Agora, como cristã, não sei se Kim-Il Sung e Kim Jong-Il fizeram aquelas coisas intencionalmente ou se estavam a tentar fazer o melhor e aconteceu daquela maneira. É uma dúvida…

[Fim]

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Qual foi a rota que traçou para fugir à fome?

Apanhei um comboio da minha aldeia (no nordeste) até a uma cidade que faz fronteira com a China. Para viajar dentro do meu país é preciso ter uma autorização especial. Como não tinha tive de usar a inteligência para evitar os guardas.
Quando saí do comboio ainda andei cerca de 16 quilómetros a pé e depois atravessei o rio Yalu. Do outro lado da margem ficava uma cidade chinesa, onde trabalhei numa herdade. Nessa altura não planeava de todo vir para Seul. Só atravessei a fronteira para ganhar dinheiro, porque alguns amigos meus que já tinham estado na China diziam que lá até os cães comiam arroz, enquanto que eu só comia papas de milho.

Ao atravessar o rio com mais dois amigos, um deles morreu afogado porque o nível das águas estava muito elevado. Mas eu continuei com esse meu outro amigo Depois de atravessar o rio, fomos para a tal herdade onde assinei um contrato de um mês, para poder depois regressar à Coreia do Norte com dinheiro. No entanto, esse agricultor nunca me pagou porque sabia que eu era uma refugiada norte-coreana, por isso eu e o meu amigo fugimos dessa herdade e fomos para outra cidade trabalhar em restaurantes e quintas, durante um ano. Durante todo esse período nunca me pagaram, enganaram-me…durante um ano só trabalhei e comi. Voltei a fugir porque fui ameaçada…diziam que iam contar às autoridades chinesas que eu estava ali.
Há coisas que quero apagar da memória. Durante esse tempo bateram-me muito, fui vendida, traficada…

Estava tão desesperada por não ter dinheiro para regressar…fui tratada como um animal…quis matar-me várias vezes mas não consegui. Percebi as diferenças do nível de vida entre a China e a Coreia do Norte. Ouvi dizer sempre que Kim Il-Sung era o maior líder do mundo e que estávamos a viver num paraíso, mas agora percebo que eram só mentiras, o nível de vida na China é muito melhor do que na Coreia do Norte.

Fui até ao rio Yalu disposta a suicidar-me, porque pensava que se morresse o meu corpo ia até à minha cidade natal… mas não consegui fazê-lo. Nessa altura, pela primeira vez na vida, questionei-me: quem sou?…o que sou?

[continua]

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A fuga de Myung (I)

Myung Hee (nome fictício) era educadora de infância numa zona rural da Coreia do Norte.
Deixou de trabalhar quando veio a crise da fome porque não tinha forças para andar e trabalhar. O estômago ficou vazio.
Myung está agora na Coreia do Sul. Entrevistei-a em Seul. Ainda hoje fala a medo porque a mãe e a irmã continuam lá.
Esta é a primeira parte de uma entrevista a uma mulher norte-coreana que só questionou a própria identidade aos 27 anos, após a fuga do país dos Kim.

Porque fugiu da Coreia do Norte?
Tinha fome.
Até 1994 a comida era racionada. Tinhamos alimentos apenas duas vezes por dia, mas conseguíamos comer. Depois da morte de Kim Il-Sung, esse racionamento parou por completo. Não tínhamos qualquer fonte de alimento, por isso subíamos às montanhas para arranjar nem que fossem raízes de plantas, que misturávamos com farinha de milho para fazer uma papa. Mesmo que quisessemos comprar alguma coisa, não tínhamos dinheiro. Por isso tínhamos que vender a nossa mobília e lençóis…vendíamos qualquer coisa só para ter algum dinheiro e comprar mais farinha de milho.

Era educadora de infância lá. Numa das visitas que fiz a uma creche de Pyongyang reparei que aos três anos as crianças estão sempre a sorrir. Nunca vi uma birra…
É natural. As crianças são bem treinadas para fazer vénias diante dos retratos de Kim Il-Sung e Kim Jong-Il e sorrir. São bem treinadas para sorrir, principalmente quando são visitadas por turistas. Se não o fizerem são depois castigados e ficam sem comida.

Também sofreu castigos desses em criança?
Claro, muitos. Nós tínhamos sessões de crítica, mas como não conseguia seguir ordens a toda a hora, era castigada. Em criança, se não sorrisse, obrigavam-me a estar de braços levantados durante quase uma hora como castigo, ou então punham-me fora da escola, para não estar junto dos outros e sentir-me miserável. Outras vezes ia para uma espécie de palanque com todos os miúdos à volta a culpar-me. Outra vezes batiam-me com um pau…Quando cresci, tinha medo daquelas grandes sessões de censura, porque todas as pessoas ficavam a saber que eu era de uma condição baixa.

Alguma vez soube o que significava a palavra escolher?
Nem por sombras, nem sabia que existia essa palavra porque não havia liberdade de escolha. Nunca pensei nisso, nem tinha identidade. Não sabia quem era, o que era.

[continua]

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Yongbyon

[Foto de 1992 do site ABC News

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A agência russa Interfax escreve que, no próximo mês de Julho, a Coreia do Norte deverá encerrar o reactor nuclear de Yongbyon. A notícia vem de uma fonte norte-coreana não identificada, sedeada em Pequim.

A ser verdade, Pyongyang honra a palavra para o primeiro passo rumo à desnuclearização da península.

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Top Coreia

Andy Kershaw apresenta um programa na BBC Radio 3 sobre world music.

Nessas viagens por outras sonoridades, Andy foi até à Coreia do Norte.

É uma reportagem em dois actos, para animar este fim-de-semana.

Prestes a atravessar a fronteira entre a China e a Coreia do Norte, dentro de um comboio, o apresentador com coração de repórter espanta-se por estar a ouvir Kenny G.

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“Aqui é o Paraíso!”

[Foto do livro original em francês]

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Para ler em português, “Aqui é o Paraíso!” – Uma infância na Coreia do Norte, de Hyok Kang (norte-coreano refugiado em Seul) com Philippe Grangereau (jornalista e escritor francês).

O livro faz parte da colecção Os Afluentes da Memória, da editora Ulisseia. Cito a contra-capa:

“«Aqui é o paraíso!» foi a frase mais ouvida, durante toda a sua infância, pelo pequeno Hyok, nascido em 1986, em Unsong, na Coreia do Norte. A rádio, os altifalantes nas ruas, os próprios professores, repetem-na à saciedade: fora da Coreia do Norte, a vida é um inferno; mas lá, graças ao «Grande Líder» cujo culto é obrigatório, tudo corre da melhor forma. E contudo a fome é uma realidade diária. As crianças tentam apanhar seja o que for nos campos, correndo o risco de que os militares disparem contra elas, e os miúdos caçam ratos para sobreviver. Hyok vê morrer de fome, em seu redor, velhos, adultos na força da vida, jovens até, que são depois levados até às montanhas e aí sepultados.”

Hyok está desde 2002 na Coreia do Sul. Tem agora 21 anos.

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A TV ou a Vida

O repórter da Associated Press, Kwang-Tae Kim, escreve que o governo norte-coreano está a ameaçar quem se atrever a sintonizar a televisão sul-coreana, ou a ver vídeos ou ouvir CD’s pirateados dos “inimigos do sul”.

Diz a Lei de Kim Jong-il que quem o fizer será considerado “ideologicamente depravado” e arrisca-se a ser executado publicamente.

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[Foto: retirada do site Chosun Ilbo]

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Os serviços de inteligência da Coreia do Sul (o equivalente à CIA), estão a analisar informações que dão conta do agravamento do estado de saúde de Kim Jong-il. E não são rumores.

Não é segredo que o “Querído Líder” sofre de diabetes e do coração. Mas agora parece que a coisa piorou. Kim não consegue dar alguns passos sem que um auxiliar lhe traga uma cadeira para que possa recuperar o fôlego; e este ano ele só apareceu em público 23 vezes, contra as 42 do ano passado.

Da saúde ou da vida de Kim Jong-il dependem 23 milhões de outras vidas. Esta espécie de dinastia asiática debate-se com um problema: quem sucede ao sucessor de Kim Il-sung?

A mesma organização sul-coreana diz que, nos últimos tempos, Kim tem levado os dois filhos mais novos às inspecções militares para ver quem assume melhor o papel de líder norte-coreano.

Mas muitos observadores vêem aqui uma janela de oportunidade: a morte do “Querído Líder” podia significar o fim da dinastia dos Kim e a abertura da Coreia do Norte ao mundo.

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Em nome da Nação

A Coreia do Norte lançou ontem dois mísseis de curto alcance, a partir do mar Amarelo, no Japão.

De imediato, a Casa Branca repudiou os testes.

Mas o vice-presidente do Conselho do Norte para a Reconciliação Nacional, Jong Dok-ki, já veio pôr água na fervura: “os testes fazem parte de exercícios militares normais e não devem ser encarados como uma ameaça. Tudo isto serve apenas para proteger a nação”.

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Contra barreiras de silêncio, “Coreia do Norte: um segredo de Estado” recebeu uma menção honrosa na 9ª edição do prémio AMI – Jornalismo Contra a Indiferença”.

O júri atribuiu o primeiro prémio ex-aequo aos jornalistas Daniel Cruzeiro (SIC) e Sónia Morais Santos, do Diário de Notícias.
A Alexandra Borges (TVI) e a Ana Sofia Fonseca, do Expresso, também mereceram menções honrosas.

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A barcaça da fuga

Uma bússola, um pequeno barco a motor e o sufoco.

Uma família norte-coreana de quatro elementos – um casal de 60 anos e dois filhos na casa dos 30 -, farta de viver sem trabalho e sem comida, largou amarras na cidade industrial de Chongjin (Coreia do Norte) e fugiu a bordo de um pequeno barco em madeira. Os quatro navegaram mais de 800 quilómetros até atingir o porto de Ajigasawa, costa norte do Japão.

A bordo levavam alguns alimentos, mas também um frasco com veneno, para tomarem no caso de serem presos.

Tóquio já anunciou que vai enviar esta família para a Coreia do Sul, tal como sonhavam.

Um sonho que afrontou o mar e a própria vida.

[Foto: Reuters – o barco da fuga]

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O reino das crianças

Na ideologia Juche, Kim Il-sung decretou o reino das crianças.

Neste 1 de Junho deixo-vos retratos (quase) inocentes de meninos e meninas que raramente quebram o sorriso.

[Fotos de Rita Colaço, Agosto /2006, Pyongyang]

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Keep in touch

Esta sexta-feira, as duas Coreias terminaram 4 dias de conversação, mas não decidiram mais do que um “keep in touch”, ou seja, “vamos continuando a conversar”.

O Norte continua a pedir ajuda em forma de arroz mas o Sul diz que só há grãos quando Pyongyang iniciar o desarmamento nuclear.

A Coreia do Norte assinou em Fevereiro deste ano um acordo internacional para encerrar o complexo nuclear de Yongbyon, mas já deixou passar o prazo há 2 meses.

Só quando Kim Jong-il decidir fechar esta torneira é que se abre uma outra: 400 mil toneladas de arroz, vindas do Sul da península.

Não é brincadeira.

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