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Da morte de Kim Jong-il

Há quase dois meses que, verdadeiramente, celebro a vida. Uma outra vida. Metade de mim a quem me tenho dado por inteiro. A quem já prometi contar todas as aventuras por que passei nessa península chamada Coreia. E que por acaso carrego agora ao colo, em posição marsupial. Agora mesmo, em pé. A escrever só com uma mão.

E então já sei como podia começar:

Filho, sabes que no ano em que tu nasceste, pouco depois de teres nascido, morreu um homem com um nome engraçado. Kim Jong-il. K-i-m-j-o-n-g-i-l. E sabes que ele também era filho de outro homem com um nome também engraçado. Kim Il-sung. E sabes que havia outro. Kim Jong-un. Este era filho do Kim Jong-il que morreu quando tu nasceste e neto do Kim Il-sung. O Kim Il-sung morreu há mais tempo e era líder de um país onde as pessoas não podiam falar livremente. E as pessoas continuaram sem poder falar no tempo do Kim Jong-il. E toda a gente se perguntava se as pessoas iam, finalmente, falar e pensar livremente, no dia em que Kim Jong-il morreu. E depois, filho, depois sim. Houve uma grande revolta e foi isso que permitiu que tu e eu pudéssemos estar hoje aqui, de mãos dadas, a embarcar para a livre capital da Coreia do Norte, Pyongyang.

Francisco, esta é a história que eu gostava de te contar. Um dia.

Notas para a Paz

O maestro da Orquestra Filarmónica de Seul acabou de chegar de uma visita inédita à Coreia do Norte.

Chung Myung-Whun diz que chegou a acordo com músicos norte-coreanos para a realização de concertos conjuntos, como forma de arrefecer a tensão política entre as duas Coreias. O problema é que ainda não há autorização, nem do lado Sul nem do lado Norte.

A valsa que vos deixo, para já, ainda é só tocada pelo Sul.

Ordem para Envenenar

 [Fonte: Jung Yeon-Je/AFP/Getty Images]

Este homem é Park Sang-hak (um dissidente norte-coreano) e terá sido alvo de uma tentativa de envenenamento por parte de outro dissidente norte-coreano, do qual apenas se conhece o sobrenome: Ahn.  

Park Sang-hak é líder de um grupo activista anti-Pyongyang – Fighters for Free North Korea – com sede na Coreia do Sul e suspeita-se que Ahn seja mais um espião norte-coreano, a vestir a pele de dissidente.

De acordo com os serviços secretos sul-coreanos, Ahn estaria a preparar-se para matar Park Sang-hak com uma agulha  envenenada. Park revelou ter sido contactado há pouco tempo por Ahn, que queria marcar um encontro, e que o alegado espião norte-coreano terá pertencido às forças especiais norte-coreanas.

No próximo sábado, dia 10 de Setembro, o KPOPT (um grupo dedicado à Promoção da Cultura Coreana em Portugal), dedica o dia inteiro à Coreia, no Pavilhão Polivalente de Odivelas.

Vou lá estar de manhã a contar a minha experiência na Coreia do Norte e partilhar algumas fotos. Apareçam!

Luxo…mas pouco

Foi batizado ontem – por cerca de 130 passageiros - e é, provavelmente, o cruzeiro menos luxuoso do mundo.

A partir do porto de Rajin – perto da fronteira da China com a Rússia – a Coreia do Norte lançou-se às águas rumo às montanhas de Kumgang, junto à fronteira com a Coreia do Sul.

Em Rajin, na margem, 500 pessoas lançaram acenos sincronizados para Mangyongbong, o nome dado ao antigo navio de carga, agora transformado num navio de (fraco) luxo.

 Mais fotos, aqui.

(obrigada Ma Ke Jeto, Mosso)

Não, este blogue não encerrou. Anda a meio gás, é verdade. As etapas da vida – neste caso, felizes – assim o determinam. Mas isso agora não interessa nada.

O líder supremo da Coreia do Norte viajou até à Rússia, coisa que não acontecia desde 2002. A visita parece ter sido um sucesso. Kim Jong-il quer regressar às conversações nucleares; está disposto a deixar passar uma conduta de gás russo para a Coreia do Sul; quer enviar norte-coreanos para ajudarem a cultivar os campos de agricultura russos; quer abrir uma cervejaria na Sibéria e vários restaurantes norte-coreanos nas principais cidades russas; e poderá ter negociado a compra de aviões de combate.

Dmitry Medvedev, o presidente russo, ficou já convidado a visitar a Coreia do Norte.

Há cerca de um mês, estava eu a aterrar em Lisboa, vinda dos Estados Unidos, mas a minha bagagem não.

Passado uns dias, lá fui buscar os meus pertences ao Aeroporto de Lisboa e, até aqui, tudo bem.

Quando cheguei a casa, abri a mala para arrumar as coisas e vejo tudo num novelo completo.

“Ou foram os trambolhões da viagem ou arrumei muito mal a trouxa e já não me lembro”, pensei. Ingénua…

Não me faltava nada, a mala vinha intacta, sem um sinal que fosse de arrombamento.

Às tantas, reparo que há um presente que vem rasgado (na foto parece muito compostinho, mas notam-se bem os rasgões).

Continuei a pensar que estava com um brutal ataque de amnésia. “Está bem que comprei o presente para mim própria, mas não me lembro de o ter aberto antes”.

E lá fui continuando a tirar as peças de roupa, amarfanhadas como só elas, até que descubro este papel no interior da mala:

Os senhores dos serviços de segurança do aeroporto  – presumo que de Nova Iorque, já que eu estava em escala – consideraram que este meu embrulho representava uma potencial ameaça para os seus cidadãos…

Cedo devem ter percebido o exagero. Ora vejam o que continha o perigoso presente:

Pois que não é mais do que um raspador de língua, comprado numa loja de brinquedos texana, com a imagem de Kim Jong-il, o líder norte-coreano, perseguido por meninas loucas que gritam “Querido Líder: o seu hálito é tão fresco!”

Resta-me acrescentar que o brinquedo ameaçador é vendido nos EUA mas é Made in China!

A Coreia do Norte publicou um Índice Global de Felicidade. Adivinhem quais são os países mais felizes do mundo? Aqui segue o top 5:

1 – China

2 – Coreia do Norte

3 – Cuba

4 – Irão

5 – Venezuela

No lugar 203º, aparecem…os Estados Unidos, o último do ranking norte-coreano e, por isso mesmo, o país mais infeliz do mundo.

Mais, aqui e aqui.

E como segundo país mais feliz que é, e como as crianças são o melhor do mundo, e como felicidade rima com criançada (não rima, mas está bem), aqui fica um vídeo desse grande dia 1 de Junho celebrado nesse grande paraíso que é a Coreia do Norte.

E deixo-vos também com um vídeo do líder do segundo país mais feliz do mundo, Kim Jong-il, que mostra a sua recente viagem até ao país (esse sim) mais feliz do mundo: a China.

Até 29 de Maio, os jornalistas europeus podem candidatar-se ao programa do European Journalism Centre e da Korean Press Foundation e serem um dos seis escolhidos para uma viagem de duas semanas à Coreia do Sul (entre 22 de Agosto e 3 de Setembro).

Fui seleccionada em 2009 e em apenas duas semanas fiz contactos que levariam meses a conseguir. O EJC pediu-me para contar como foi a experiência.

Nã percam esta oportunidade. Concorram!

Coreanos em Festa

A comunidade coreana em Portugal está em festa. Celebram-se agora 50 anos de relações diplomáticas entre a Coreia do Sul e Portugal.

Para além disso, no dia 5 de Maio, os coreanos festejaram o Dia das Crianças.

Este sábado, em Carcavelos, os coreanos somaram os dois motivos  num piquenique/convívio aberto aos portugueses. Houve bolo, kimchi, tiro com arco, jogo de futebol entre coreanos e portugueses, entre muitas outras actividades que se estenderam até ao final do dia.

Deixo-vos mais alguns instantes fotográficos desta tarde de sol e quero agradecer à simpática família Won, em particular ao Sr. Chongsong Won pelo convite e pela fantástica energia!

[À esq., o genro Ricardo com a filha Sónia Won; eu e o Sr. Won ao centro; do lado direito, Filipa Won, a filha mais velha com o genro Miguel. A esposa, Hortense Won e ainda o filho Miguel Won não puderam estar presentes]

[Hyun Joo Jeon, vice-presidente da Associação Coreana em Portugal com Chongsong Won]

[Amnistia Internacional - Foto da família Oh, tirada em 1991, e a única imagem do campo de Yodok]

Com base em novas imagens de satélite e em testemunhos de ex-prisioneiros políticos, a Amnistia Internacional (AI) estima que existam cerca de 200 mil pessoas encarceradas nos “campos de reeducação” norte-coreanos.

A Amnistia diz que, nesses campos, a tortura é prática recorrente e os prisioneiros são tratados como escravos.

Sam Zarifi, da AI, sublinha que a “Coreia do Norte não pode mais negar o inegável” e que “há centenas de milhares de pessoas que vivem praticamente sem direitos e tratados comos escravos”. Zarifi diz ainda que esta é uma das piores situações que a Amnistia tem documentado “nos últimos 50 anos”.

A Aministia Internacional diz que Kim Jong-il deve “fechar estes campos imediatamente”.

Kim, o Predador

Mais uma vez, Kim Jong-il aparece como um dos líderes que mais sufoca a imprensa – de acordo com a lista da organização Repórteres Sem Fronteiras – e está a educar o filho, Kim Jong-un, para que a censura não perca fôlego.

Each day his activities, or those of his father or children, begin the TV news broadcasts and are front-page stories in the newspapers. The misspelling of his name suffices to send the culprit to one of North Korea’s ideological re-education camps. In 2008, Kim Jong-il ordered the security forces to prevent foreign videos, magazines, telephones, computers and CDs from entering the country from China. Several people have been executed for using mobile phones without permission.

[prometo "voltar à carga" tão breve quanto possível. Obrigada pela compreensão.]
[Foto: Matt Douma/LOS ANGELES TIMES]

Mais um relato da vida luxuosa de Kim Jong-il por um antigo guarda-costas.

Lee Young-guk trabalhou 10 anos para o líder norte-coreano. Até 1988. Ao longo do tempo, sempre sem sair de Pyongyang e do círculo fechadíssimo de Kim Jong-il, Lee também tinha direito a alimentos importados como tangerinas, bananas, abacaxis, carne de urso e de tartaruga. E achava que todos viviam assim na Coreia do Norte.

Um dia, o primo conseguiu um trabalho como motorista da família Kim e Lee decidiu abandonar o seu posto de guarda-costas, já que as regras dizem que não pode haver mais do que um membro da mesma família a trabalhar para Kim Jong-il.

Lee apanhou um comboio para a terra-berço – que ficava junto da fronteira com a China – e testemunhou um país miserável. Vista da janela do comboio, aquela não era a mesma Coreia do Norte que Lee via da janela do palácio de Kim Jong-il.

Desertou para a Coreia do Sul em 2000.

“The whole country was miserable. On the train there was vinyl instead of glass on the window, even though it was in the middle of winter,” he wrote in his 2002 memoir, “I Was a Bodyguard for Kim Jong Il.”

Animais sentem sismos

[Foto: AFP]

Perante o desastre que se abateu sobre o Japão, a Coreia do Norte aconselha os seus cidadãos a utilizarem os animais de estimação como um sinal de alerta precoce para terramotos.

De acordo com a KCNA, os sinais a que os norte-coreanos devem estar atentos são: cães que ladram sem parar, gado que se recusa a comer ou cavalos que tentam sair dos estábulos.

A Malásia e Coreia do Norte vão reforçar a cooperação jornalística com troca de  notícias e documentários televisivos.

O acordo foi alcançado em Angkasapuri (Malásia) e este já é o quarto encontro desde que os dois países assinaram um  acordo em matéria de informação, em Pyongyang, em Maio de 1992.

Os malaios dizem-se também disponíveis para dar formação aos repórteres da KCNA, a agência de notícias da Coreia do Norte.

 

Cheonan – Ano 1

[Foto: Korea Times]

Os sul-coreanos prestam homenagem aos 46 marinheiros que morreram, a 26 de Março de 2010, no naufrágio do navio Cheonan. Foi o pior desastre naval para o Sul desde o final da guerra da Coreia, em 1953.

Em Pyongyang, o governo de Kim Jong-il mostra-se ansioso para retomar o diálogo com Seul. Há negócios em vista e a situação económica e social – a avaliar pelos últimos relatórios de algumas ONG’s – não anda nada famosa, na Coreia do Norte.

Seul responde que as portas estão sempre abertas, mas há uma palavra-passe: perdão. Os sul-coreanos insistem que o Norte deve retratar-se e pedir desculpa pelo ataque ao navio de Cheonan, em Março do ano passado.

Últimas do Norte

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One Man Captured Secret Video in North Korea and Lived to Blog About It

Pyongyang disposta a discutir enriquecimento do seu urânio

Repórteres Sem Fronteiras voltam a alertar contra censura na Web

Pyongyang aceita repatriar 27 cidadãos que chegaram ao Sul

Coreia do Norte vai apresentar avião que desaparece no ar

A Coreia do Norte enfrenta este ano uma acrescida penúria alimentar

Coreia do Norte pede ajuda alimentar a países da África

North Korea uses families to blackmail defectors

Títulos

N. Korea pleading for food aid —minister

How Did a North Korean Restaurant Wind Up in Northern Virginia?

4 N. Koreans to stay here, 27 to return

‘Seoul awaits positive response from NK on Lee’s proposal’

Decoding ‘guanxi’ in China’s approach to NK

Calmo, mas pouco

Apesar das conversações entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul não terem corrido bem – como se suspeitava, pela exigência de um mea culpa em ataques que os norte-coreanos sempre negaram -, o embaixador português na Península Coreana, Henrique Silveira Borges, garantiu à Agência Lusa que  “o clima, que estava muitíssimo tenso, melhorou significativamente”.

Apesar disso, a Coreia do Norte parece querer continuar a desenvolver o seu programa nuclear e balístico. Tim Brown trabalha para a Globalsecurity e analisou imagens recentes de satélite que parecem indicar a conclusão de uma segunda rampa de lançamento de mísseis. Entrevistado pela agência Reuters, Brown diz que a Coreia do norte está a trabalhar em conjunto com o Irão e com o Paquistão e que esta instalação é mais sofisticada do que a anterior.

O chefe dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, James Clapper, já afirmou que “as armas nucleares e os mísseis balísticos da Coreia do Norte constituem uma séria ameaça para os Estados Unidos“.

A China continua impávida e serena. Apoia a sucessão de Kim Jong Il e reforça as relações sino-norte-coreanas, mas esquece-se de cumprir a convenção de Genebra que assinou em 1951 e que deveria proteger os refugiados norte-coreanos.

Em nome de uma rota comercial barata – e que por isso deve continuar pacífica – também todos os países ditos desenvolvidos se “esquecem” de chamar o governo chinês à razão.

[Imagem gentilmente retirada de bfamobile.com]

Há dias, a Coreia do Norte apareceu como líder mundial no que toca à utilização de telemóveis 3G.

No entanto, é preciso esclarecer que estes dados referem-se ao número de pessoas que, tendo um telemóvel, estão conectadas à tecnologia 3G. Naturalmente que, sendo o acesso à rede móvel um facto tão recente na Coreia do Norte, não é de espantar que os seus utilizadores apanhem a carruagem da frente.

Num total de cerca de 301 mil subscrições móveis norte-coreanas, 99,9 por cento são ligações de  3ª geração.

Só em Portugal, por exemplo, existem mais de 10 milhões de subscrições de telemóveis, mas a taxa de penetração do 3G anda à volta dos 30 por cento.

Daqui se depreende como as estatísticas podem ser traiçoeiras e os títulos dos jornais, por vezes, demasiado redutores.

              [Foto: KCNA - Monte Paektu, lugar onde alegadamente nasceu Kim Jong Il]

Kim Jong Il faz hoje anos. Esse parece ser um facto.

A dúvida está no ano de nascimento. De acordo com os norte-coreanos, o líder faz hoje apenas 69 anos, mas há documentos russos e norte-americanos que dizem que Kim Jong Il nasceu em 1941 e que, portanto, completa hoje 70 anos.

A data terá sido forjada pelo Grande Líder, Kim Il Sung, até porque assim ficariam – pai e filho – com uma redonda diferença de idades de 30 anos. Significa que, pelos cálculos norte-coreanos, 2012 servirá para marcar o centenário do presidente eterno, Kim Il Sung, e o septuagenário do actual líder Kim Jong Il. Uma coincidência que dará, certamente, origem a vastas celebrações no próximo ano.

E some-se a sucessão que está na calha e tudo calha bem em 2012. Não havendo certezas de quando nasceu Kim Jong Un (o próximo na cadeira do poder), suspeita-se que o rapaz terá 28 anos. Ora, se ele fizer 29 ainda este ano, fará 30 no próximo que é, precisamente, 2012!

Mas voltando ao aniversário de Kim Jong Il, entre outras prendas, o líder norte-coreano recebeu mais uma dissidência no sapato. Um norte-coreano atravessou a fronteira do paralelo 38 rumo à Coreia do Sul, virando as costas às celebrações do aniversário de Kim Jong Il.

Enquanto isso, a poucas horas das celebrações, Kim Jong Chul, o segundo filho de Kim Jong Il, terá sido visto em Singapura a assistir a um concerto de Eric Clapton. Se calhar estava a convencer o músico britânico a dar um espectáculo em Pyongyang. É que, não vai há muito tempo, a Coreia do Norte convidou Eric Clapton a dar música ao líder, mas até agora…nada.

A Coreia do Sul também quis associar-se às festividades do líder vizinho e, como já vem sendo hábito, enviou balões para o Norte da península com mensagens anti-Pyongyang.

Escreve o  The Guardian que as celebrações deste ano não tiveram grande aparato e que o governo norte-coreano não conseguiu cumprir a tradição de distribuir rações alimentares mais generosas por toda a população, sempre que se assinala o aniversário de Kim Jong Il ou do presidente eterno já morto, Kim Il Sung.

Parece até que as embaixadas da Coreia do Norte, espalhadas pelo mundo, receberam ordens para lançarem apelos de ajuda alimentar aos governos estrangeiros.

Porém, basta ler a KCNA (a agência de notícias norte-coreana) para se perceber cada vez menos o que se passa neste país. Quando é que nos preocupamos a sério?

People from all walks of life and school youth and children significantly celebrated the birthday of leader Kim Jong Il.
An endless stream of officials, working people and school youth and children visited the venue of the 15th Kimjongilia Festival in Pyongyang and the Kimjongilia exhibition halls in provinces.
Performances were given at theaters and halls in Pyongyang, Kanggye, Hamhung, Chongjin and Wonsan cities, Taehongdan, Phyongwon and Kangryong counties and other areas before capacity audience.
Workers of the Kim Chaek Iron and Steel Complex significantly spent the holiday enjoying art performance, while producing much more iron and steel.
Sports and amusement games including volleyball, Korean chess and Yut-games were held in units including the February 8 Vinalon Complex, the Musan Mining Complex, the Namhung Youth Chemical Complex, the Anju Area Coal Complex, the Sinuiju Cosmetics Factory and the Hyesan Youth Mine.

A nova KCNA

A agência de notícias da Coreia do Norte, a KCNA, tem um novo endereço e uma nova imagem. Antes, as notícias da KCNA eram actualizadas a partir do Japão, agora é tudo feito em Pyongyang.

Vale a pena dar uma vista de olhos à editoria Mundo. Creio que, por exemplo, se esqueceram de falar no Egipto…

Ontem, hoje e amanhã

Notícias para amanhã, notícias de ontem ou notícias com mais alguns dias mas que continuam a ter o seu valor.

Sobe o termómetro da expectativa, à medida que se aproxima a hora do encontro entre Norte e Sul. É já amanhã, em Panmunjon.

Ao largo da mesma ilha que quase deu origem a uma guerra – a ilha sul-coreana de Yeonpeyong – chegaram 31 norte-coreanos de barco. 20 mulheres e 11 homens foram, aparentemente, arrastados pelo mar e garantem que não são dissidentes.

Com mais certezas de fuga está um casal norte-coreano em Israel. Ainda sem grandes pormenores, as autoridades hebraicas dizem que concederam asilo político a um homem e uma mulher que fugiram da Coreia do Norte há dois anos e meio. Israel sublinha que o regresso deste casal à Coreia do Norte colocaria as suas vidas em perigo.

E o filho mais velho veio em defesa do pai. Kim Jong Nam – o mesmo que aqui há alguns anos tentou entrar às escondidas no Japão para ir à Disneylândia – diz que o pai, Kim Jong-il, não estaria de acordo com a sucessão familiar na cadeira do poder da Coreia do Norte. Diz que só o fez em nome da estabilidade… um argumento que deve andar a ser usado há cerca de meia centena de anos…

Agora, perguntam-se os jornais: porque é que Kim Jong-il desejou um feliz ano novo ao presidente egípcio, Hosni Mubarak? Entre muitas, muitas coisas, a Coreia do Norte tem treinado pilotos egípcios, vendido mísseis ao Egipto e, se bem se lembram, tem uma parceria com a Orascom, a empresa egípcia que anda a erguer a rede móvel norte-coreana.

Por falar em parcerias, os chineses e os norte-coreanos vão assinar, ainda este mês, um acordo para que a China comece a explorar a riqueza mineral da Coreia do Norte.

A censura não mora apenas na Coreia do Norte. No Japão, o jogo de guerra Homefront vai começar a ser comercializado mas toda e qualquer referência à Coreia do Norte vai ser cortada.

No Japão, a questão dos sequestrados pela Coreia do Norte conhece agora um novo capítulo. Para além de muitas outras histórias (às quais ando a prometer dedicar um post há muito tempo), há um grupo de 17 japoneses que terão sido raptados pela Coreia do Norte entre os anos 70 e 80, do século passado. Em 2002, quando o então primeiro-ministro japonês, Koizumi, visitou Pyongyang, a Coreia do Norte admitiu ter sequestrado apenas 13 japoneses. Entre eles, estavam Shuichi Ichikawa – que foi raptado em 1978, com 23 anos – e Rumiko Masumoto – uma japonesa que  tinha 24 anos.

Nessa altura, a Coreia do Norte afirmou que estes dois japoneses já tinham morrido, no entanto, há agora informações não confirmadas de que os mesmos terão sido vistos com vida em 2006, na Coreia do Norte, o que vem desmentir a informação dada por Kim Jong-il a Koizumi em 2002.

Sobre esta longa “tradição” de sequestros por parte da Coreia do Norte, podem ler mais aqui.

Há também um livro – “North Korea Kidnapped My Daughter”, com algum interesse – sobre a luta de uma mãe que perdeu a filha há mais de 30 anos. Megumi Yokota foi raptada pelos norte-coreanos em 1977, mas Pyongyang afirma que Megumi já morreu. No entanto, a mãe, Sakie Yokota, não acredita e continua a exigir provas. Se fosse (for) viva, Megumi teria (terá) hoje 47 anos.

Encontrei este vídeo da KCTV (a tv norte-coreana) e julgo que é uma espécie de revista do ano 2010, na Coreia do Norte. A maior parte das imagens diz tudo; quanto à outra parte, só lamento o meu fraquíssimo coreano. Se alguém quiser ajudar com legendas, força! Mas vale bem a pena ver.

Uma agência de viagens, a Lupine Travel, está a organizar uma excursão para um torneio de golfe na Coreia do Norte. O jornalista Marco Vaz, do Público, contou a estória e parece que até já há portugueses interessados:

Segundo a propaganda da Coreia do Norte, Kim Jong-Il é o melhor jogador de golfe de sempre. Conta a lenda que o ditador norte-coreano, na primeira vez que jogou golfe, fez uma volta de 38 abaixo do par, incluindo 11 holes-in-one, de longe um recorde mundial – Tiger Woods, em toda a sua carreira, fez 18 – e que completa quatro ou cinco buracos em uma pancada, de forma rotineira, cada vez que joga golfe.

(continuar a ler)

Ver vídeo aqui:

http://veja.abril.com.br/multimidia/video/cultura-pop-invade-coreia-do-norte

Há rumores de que a sucessão norte-coreana está bem encaminhada.

Kim Jong-un, o filho de Kim Jong-il que lhe irá suceder na cadeira do poder, estará nesta altura a preparar uma viagem para a China sozinho. Irá, portanto, dar início ao beija-mão.

A AsiaNews escreve que o presidente chinês, Hu Jintao, e o seu sucessor, Xi Jinping, querem impulsionar a aliança, mas também querem que Kim Jong-un seja mais humilde do que o seu pai, Kim Jong-il.

Kim Jong-il’s designated heir appears to be preparing a solo visit to Beijing. Hu Jintao and his successor Xi Jinping want to boost the alliance but also demand greater humility from the son compared to his I’ll-do-it-my-way father, ‘dear leader’ Kim Jong-il.

(continuar a ler)

Entretanto, a Coreia do Norte sublinha a necessidade de diálogo com a Coreia do Sul, sem atrasos e sem pré-condições.

Recordo que, ainda esta semana, os sul-coreanos já tinham dito que só aceitavam falar com o país vizinho se estes reconhecessem a autoria nos ataques do ano passado e pedissem perdão.

Numa declaração publicada pela KCNA (agência oficial de notícias da Coreia do Norte), os norte-coreanos dizem que os sul-coreanos devem aceitar a proposta de Pyongyang para o diálogo, sem dúvidas inúteis ou preconceitos.

O ministro sul-coreano para a Unificação já veio classificar estas declarações como “propaganda ofensiva”, que em nada contribuem para o amenizar da tensão.

Pois…

No Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos, na Suíça, o professor chinês, Yan Xuetong, considera que as relações entre o Norte e o Sul da Península Coreana não vão melhorar enquanto Lee Myung-bak  for presidente da Coreia do Sul.

Por isso, diz Yan, o melhor que a Coreia do Norte tem a fazer é esperar pelo próximo presidente:

Yan, who is dean of the Institute of International Studies at Tsinghua University, said this means North Korean officials will be “very patient” and will wait to engage with South Korea’s next president in two years when Lee’s term ends.

Speaking at a panel Wednesday at the World Economic Forum, Yan said China’s main concern is to avoid war on the Korean peninsula and ensure stability.

“So at this moment, from my understanding, our policy is very clear — try to stabilize the (Korean) relationship and prevent any military clashes,” Yan said.

“The question is how should we make this region peaceful?” he said. “That’s why we strongly support the Sunshine policy because the Sunshine policy can keep (the) North and South at peace.”

(continuar a ler)

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