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[Foto: Reuters]

A Coreia do Norte anunciou que vai libertar Robert Park - um missionário norte-americano de origem coreana – que terá entrado ilegalmente no país, em Dezembro do ano passado. Dizem as autoridades norte-coreanas que Park teria uma “visão distorcida” do país de Kim Jong-il.

Terá ficado agora com melhores impressões?

Já não é a primeira vez que acontece e, certamente, não terá sido a última.

De acordo com vários jornais – hostis ao regime de Pyongyang – a população norte-coreana está a morrer à fome e revolta-se contra os agentes de segurança porque consideram que já não têm nada a perder.

Tiros

A artilharia norte-coreana volta a mandar disparos para o Mar Amarelo. 

“Apenas exercícios”, diz Pyongyang.

“Uma provocação”, responde a Coreia do Sul.

O mundo ignora, mas há “um risco chamado Coreia“.

Ataque ao sushi

O esconderijo de Kim Jong-il - traído pelo seu cozinheiro japonês -  foi descoberto. Um ponto a favor dos sul-coreanos, caso decidam atacar primeiro para evitar uma ofensiva nuclear da Coreia do Norte.

[Foto: Associated Press]

Sugestão da jornalista Raquel Morão Lopes (obrigada!):

Os funcionários do ministério da Saúde da Coreia do Sul têm a partir desta quarta-feira uma ordem incomum: ir para casa mais cedo e procriar. Nesta quarta-feira, às 19 horas, as luzes no prédio do ministério serão apagadas. O governo quer incentivar seus funcionários a passar mais tempo com as suas famílias e, se possível, aumentá-la.

A Coreia do Sul tem uma das mais baixas taxas de natalidade do mundo, inferior até mesmo à do seu vizinho Japão.

- Como estão os teus dedos, Miss Kim?

- Ainda tocas piano quase só de ouvido? Como daquela vez, lá no alto do Hotel Yanggakdo, quando tocaste de ouvido o “Yesterday” ou o “Imagine”, sem saberes quem foram os Beatles ou o John Lennon? Agora imagina:

Imagine there’s no heaven

It’s easy if you try

No hell below us

Above us only sky


Imagine all the people

Living for today.

Imagine there’s no countries

It isn’t hard to do

Nothing to kill or die for

And no religion too

Imagine all the people

Living life in piece

You may say that I’m a dreamer

But I’m not the only one

I hope someday you’ll join us

And the world will live as one…

Mahru-Z é o nome do possível-melhor-futuro-amigo das donas e dos donos de casa.

Foi inventado por um grupo de cientistas sul-coreanos e é um robô que limpa a casa, mete as roupas na máquina de lavar e até põe alimentos a aquecer no microondas.

Mede 1,30 metros, pesa 55 quilos e foi desenvolvido pelo KIST (Instituto Coreano de Ciência e Tecnologia.

O Mahru-Z consegue perceber o que há para fazer em casa e ,se encontrar uma camisa suja pelo caminho, sabe que deve pô-la na máquina e sabe até escolher o programa certo de lavagem.

Claro que a comercialização deste robô ainda não é para hoje, nem sequer para amanhã, mas dava jeito, não dava?

As Palavras

O guia norte-coreano da National Geographic.

As simpáticas palavras norte-coreanas para o presidente do Haiti.

As antipáticas palavras norte-coreanas para a Coreia do Sul.

O trigo do Sul para o Norte, apesar das palavras.

A abertura da Coreia do Norte aos turistas americanos.

O aniversário do filho mais novo de Kim Jong-il.

A Coreia do Norte na lista das entidades DXCC mais procuradas em 2009.

(já agora quem souber descodificar melhor este DXCC, é favor dizer alguma coisa, obrigada)

[Fonte: The Korea Times]

A crise impõe rigor militar.

O ministério sul-coreano da Defesa vai reduzir a carne na ementa dos militares e servir mais vegetais.

No ano passado, o preço da carne subiu 15 por cento e por isso 2010 vai ser um ano de mais bróculos, cogumelos, lulas e ostras (sim, as ostras lá são ao preço da chuva).

Já a partir do próximo mês, os militares vão receber uma ração diária de carne de 278 gramas, em vez dos habituais 294 gramas.

Peixinho coreano é muito bom!

[Foto: Rita Colaço/ Coreia do Sul - 2009]

Atenção Portugal!

[Foto: AP/ Karim Jaafar]

Definitivamente, a Coreia do Norte ainda não digeriu bem o mítico jogo contra Portugal, no Mundial de 1966.

Em entrevista ao site da FIFA, o treinador adjunto da selecção norte-coreana, Jo Tong-Sop, disse que os seus jogadores estão “particularmente interessados em derrotar Portugal“.

No, thanks!

A Coreia do Norte apelou a um tratado de paz na península coreana.

Para além deste renovado pedido, Pyongyang propôs também a retoma das negociações sobre o seu programa nuclear.

Os Estados Unidos é que disseram não, muito obrigado. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que “os norte-coreanos sabem bem o que fazer (…) para retomar as negociações a seis sobre este assunto (…), que é renunciar a ideia de um Estado nuclear na península”.

 

1984 – O Filme

Ler o livro “1984″ de George Orwell e visitar a Coreia do Norte é semelhante a jogar o “descubra as diferenças”.

Se já leu esse livro, se nunca o leu, se se interessa pela Coreia do Norte ou mesmo se não tem interesse nenhum, veja o filme “1984″ adaptado do livro do Orwell. Infelizmente, a versão que aqui publico não tem legendas em português.

more about “1984 – O Filme “, posted with vodpod

(Di)Lema Eterno

“When the Party is determined, we can do anything!”

O lema vem assim publicado no editorial do jornal norte-coreano Rodong Sinmun, na entrada do novo ano.

A frase de propaganda, lê-se, teve origem nas fileiras do exército e deve ser eternizada, para mostrar como a tenacidade do povo coreano consegue alimentar o ideal socialista.

Porém,  socialismo parece chocar com religião. Pelo oitavo ano consecutivo, a Coreia do Norte aparece à cabeça da lista dos países que mais perseguem os cristãos, de acordo com a Missão Portas Abertas:

Na primeira posição da nova Classificação está novamente a Coreia do Norte, o país em que toda atividade religiosa é vista como uma rebelião aos princípios socialistas que imperam. A situação dos cristãos é extremamente aguda neste momento, embora o regime norte-coreano esteja deixando aos poucos a mão-de-ferro com a qual controlava a sociedade.

A Paz Nuclear

A praça Kim Il-sung vestiu-se de neve e de gente para receber o novo ano.

Gestos sincronizados e espontaneidade zero num coro de vozes geladas que, porventura, silenciam gritos de liberdade.

2010 começou com um apelo norte-coreano ao fim das hostilidades com os Estados Unidos; vai também ser o ano de mais uma participação no mundial de futebol; e somam-se as habituais comemorações.

A saber: o aniversário do presidente eterno, Kim Il-sung; o aniversário do “Querido Líder”, Kim Jong-il; o aniversário da fundação da DPRK (vulgarmente conhecida como Coreia do Norte); o aniversário do Partido Coreano dos Trabalhadores; e por aí. Muitas velas se apagam na Coreia do Norte…

A reboque do Mundial de 2010, o Maisfutebol está a publicar uma série de retratos sobre a Coreia do Norte.

Interessante, a entrevista a Leonid Petrov, professor de Estudos Coreanos na Universidade de Sidney (Austrália).

Leonid também tem blogue.

Breves de Natal

No Último Segundo:

Um tribunal tailandês estendeu por mais 12 dias a detenção dos cinco tripulantes do avião retido no país há duas semanas com 35 toneladas de armamento procedentes da Coreia do Norte. (ler mais)

No G1:

Um militante de um grupo cristão americano entrou ilegalmente na Coreia do Norte com o objetivo de pedir ao líder norte-coreano Kim Jong-Il que se arrependa, informou um amigo do ativista. (ler mais)

[Foto: Coreia do Sul/Associated Press]

A metáfora do gelo

[The Korea Times]

O Festival do Gelo, em Seul, vai até Domingo. Depois derrete.

Na Península, o gelo entre irmãos cristalizou há 60 anos.

O governo sul-coreano anda preocupado com a simpatia que a geração mais nova mostra pela Coreia do Norte. Por isso, e para impedir aquilo que dizem ser uma visão distorcida do vizindo, os serviços de segurança sul-coreanos andam a distribuir histórias aos quadradinhos aos mais novos, cuja moral é: “a ameaça nuclear norte-coreana continua”.

Para além dos livros, os serviços secretos da Coreia do Sul já tinham lançado no Verão um jogo de computador que se chama “descubram o espião”.

Portanto, a propaganda mora nos dois lados da Península.

A carta

Obama escreveu uma carta a Kim Jong-il.

O gesto é tido como um passo para convencer a Coreia do Norte a regressar à mesa das negociações sobre a questão nuclear.

A carta terá sido entregue por Stephen Bosworth, durante a viagem que o enviado norte-americano fez na semana passada a Pyongyang.

Bosworth não esteve com o líder norte-coreano mas a carta foi entregue por outras mãos.

A Coreia do Norte e os Estados Unidos ainda não assinaram um compromisso firme para retomar as conversações mas já concordaram que é preciso voltar a falar.

Nesta altura, há uma série de viagens à volta do tema. O vice-presidente chinês deve ir hoje à Coreia do Sul. Ao mesmo tempo, Seul deve enviar hoje um representante sul-coreano à Rússia, com o tema do programa nuclear na bagagem.

Corre na imprensa internacional que o lufa-lufa diplomático se deve ao agravamento do estado de saúde de Kim Jong-il, no último mês.

Desabafos

Não é que este espaço sirva para isso.

Tenho andado ausente e – a pedido de algumas famílias – cumpre-me explicar que a única razão é a falta de entusiasmo. Não pelo tema da Coreia. Jamais. É antes aquela rotina do dia-a-dia que nos rouba às estórias que queremos contar e nos empurra para ninharias informativas. Perdoe-me quem se sentir ferido neste desabafo. Os meus leitores não têm culpa.

Por isso mesmo, serve este post para sublinhar a minha paixão pelo tema que há três anos me propus abraçar, a um ritmo quase diário, temendo que a “Coreia” não tivesse assunto suficiente para alimentar um blogue em português. Enganei-me – e ainda bem – redondamente. Todos os dias há milhares de notícias que chegam dessa península inolvidável e vejo-me até “obrigada” a fazer trabalho de edição.

Foi a 15 de Novembro de 2006 que “Coreia do Norte: um segredo de Estado” nasceu.

Em três anos, este blogue já foi visto mais de 92 mil vezes! Todos os dias, em média, há 150-200 cliques por aqui! No dia mais movimentado, em Junho deste ano, chegou a ter 1500!!

Sei que este é, cada vez mais, um blogue de referência no mundo que fala português e quer saber mais sobre as Coreias. Muitos têm sido os estudantes que me pedem ajuda para trabalhos que estão a desenvolver nas respectivas faculdades, sobretudo brasileiros. Por vezes, nem sempre consigo responder com a rapidez desejada mas fico sempre muito feliz por saber que posso dar algum contributo.

Através deste blogue também já conheci muitas pessoas que partilham a mesma paixão pelo tema!

A todos esses estudantes, amigos e apaixonados pela Coreia quero deixar um profundo OBRIGADA!

Estou aqui para continuar!

O reencontro

Foi em 1966 e vai ser outra vez em 2010.

Na primeira fase do campeonato do mundial de futebol (na África do Sul), Portugal vai ter como adversários a Coreia do Norte, o Brasil e a Costa do Marfim.

Há mais ou menos 43 anos foi assim:

Futuro Museu da Marinha

Projecto vencedor para o novo museu da marinha que vai nascer em Seul.

Chuto nas derrotas

Lido no Terra:

O líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-il, só aceitará que eventuais vitórias da seleção local sejam transmitidas no país durante a Copa do Mundo de 2010. (ler mais)

Ásia é destino

Na próxima sexta-feira, o presidente Obama arranca para uma viagem de uma semana por quatro países asiáticos: Japão, China, Singapura e Coreia do Sul.

É a primeira de Obama – o presidente - na Ásia.

O poderio económico destes países tem enfraquecido a influência dos Estados Unidos nesta região.  Com este périplo, Barack Obama quer demonstrar que a marca “USA” ainda tem valor. O ambiente também vai ser servido na mesa dos encontros com a Ásia.

Já na Coreia do Sul, Obama vai ser recebido pelo presidente Lee Myung-bak.  Para além do ambiente e das trocas comerciais, o assunto “Coreia do Norte” deve ser o prato principal.

Batalha Naval

[Foto: Marinha Sul-coreana/AP]

barcos sul-coreanos

E quando tudo parecia estar mais calmo, eis que a violação da fronteira volta a injectar tensão na península coreana.

De acordo com o governo de Seul, citado pela agência Yonhap, uma patrulha norte-coreana terá cruzado a fronteira marítima o que levou à reacção sul-coreana com disparos de aviso para o navio patrulha do regime comunista de Pyongyang. A Coreia do Norte também terá respondido com tiros.

Diz o ministério sul-coreano da defesa que o navio da Coreia do Norte terá sofrido danos mas que não há vítimas.

Esta linha marítima no Mar Ocidental (Mar Amarelo) já foi palco de vários incidentes ao longo dos últimos anos.

Em 2002, a Coreia do Norte disparou contra navios da Coreia do Sul, o que resultou em quatro mortos e 18 feridos. Mais tarde, Pyongyang pediu desculpa.

E em 1999, outro incidente na mesma zona terminou com o naufrágio de um navio Norte-coreano e a morte de quase 80 marinheiros.

Os Muros

[Foto: Bettmann/Corbis - publicada no The Guardian]

Muros

Os 20 anos da queda do muro de Berlim lembram as paredes que persistem.

Artigo de Daniel Buarque (do G1):

Maior símbolo do fim da Guerra Fria e do conflito entre Estados Unidos e União Soviética, a queda do muro de Berlim já foi apontada por historiadores como o “fim da história”, um momento de triunfo incontestável do capitalismo. Vinte anos após o colapso do bloco soviético, entretanto, pesquisadores do socialismo apontam que a utopia continua viva e que há ao menos cinco países no mundo atual seguindo a cartilha do comunismo, ainda é vista como símbolo de esperança. (ler artigo completo)

“A ineficácia dos Muros” de Conceição Branco (Observatório do Algarve):

Depois de uma centelha de esperança, os muros erguem-se a cada dia mais altos como se as ineficazes lideranças do primeiro, segundo e terceiro mundo gostassem da receita de Berlim e não conhecessem outra fórmula senão cercar-se de muros, cada vez mais altos e sofisticados, porque ao betão e ao arame farpado juntam-se agora os meios electrónicos. (ler artigo completo)

O muro de Kim Jong-il à publicidade, para ler na SBS:

Yonhap news agency quoted informed sources as saying that Kim was furious when he saw the advertisements, which began appearing on Korean Central Television in early July.

“What is this? That kind of rubbish appeared when China started reforms and openness” three decades ago, said Kim, who is strongly opposed to suggestions that the North should follow in China’s footsteps. (ler artigo completo)

A venda de uma tragédia, por Fernanda Câncio, no DN:

Primeiro apagou-se a memória. Agora vende-se, estetiza-se: dos pedaços de muro aos actores vestidos de soldados, a história fez-se parque de diversões. Como antes de 1989, quando as crianças de escola iam, em excursão, ver “o Leste”. (ler artigo completo)

Cinco filmes sobre o Muro de Berlim no The Guardian

Five films taking a historical and geographical journey of the Berlin Wall. Watch them this week on your computer or take them as a downloadable travel guide on your own walk of the wall.

Vídeo Turístico

A raridade de uma fuga

Chama-se Kang Dong-rim, tem 30 anos e é sul-coreano. Trabalhou numa fábrica de semi-condutores da Samsung e, mais tarde, numa quinta de porcos no sul da Coreia do Sul.

Kang há muito que acalentava um sonho: viver na Coreia do Norte. Assim escreve a agência de notícias do regime norte-coreano, KCNA.

Ontem, o desejo (ou devaneio?) cumpriu-se. Sem confirmações do governo de Seul, mas badalado do outro lado da Península, Kang terá desertado para a Coreia do Norte, através da fronteira mais militarizada do mundo.

O caso é raro. Pyongyang sabe disso e por isso recebe Kang de braços abertos e oferece-lhe o guarda-chuva do “tratamento caloroso”.

Ajuda do Sul

A Cruz Vermelha sul-coreana ofereceu-se para dar uma ajuda de 10 mil toneladas de milho à Coreia do Norte, assim como 20 toneladas de leite em pó  e medicamentos. Falta ver se Pyongyang aceita sem arrogância.